.OKEY CABOCLO!

.OKEY CABOCLO!
OKEY CABOCLO!

10/06/2011

Pedra Alta



 


Chefes, caciques, xamãs de si mesmos.

Muitos de vocês se perguntam muitas vezes a respeito da linguagem com que nos comunicamos com vocês, plena de significados, símbolos e até segredos, desvendados por sinais. Aos poucos vamos traduzindo esta forma de dizer e a essência de ser.

Rituais que, na verdade, todos fazem a cada dia, simples como sentar-se à mesa com iguais, dentro de suas tipis, no cerne da família, durante as refeições. Alguns perderam este hábito e deveriam reavê-lo. Nada mais sagrado do que este encontro.

Um outro exemplo é dado por nós: aqueles que tem a memória da tribo e sentem a sua presença, nos vêem, muitas vezes com penas sobre a cabeça, que simbolizam os grandes chefes e os xamãs em momentos muito especiais.

A leveza de ser e o movimento, quando o movimento faz com que estas penas como se fossem pensamentos que ficam para trás. Aí está o segredo quando algo se vai e se olha para a frente: aquele instante absolutamente presente é a própria consciência de quem somos ou de quem são vocês. Aparentemente simples, não é?

Raramente praticado nesta civilização de vocês que, infelizmente, criam muitas paredes, muros, alguns intransponíveis, onde a energia não flui.

Eu peço a vocês, abram portas e janelas de suas casas, no mais amplo sentido e deixem que o vento movimente as penas sobre suas cabeças, como se fossem, cada um de vocês, Caciques da tribo – e readquiram o poder verdadeiro de olhar altivo, com dignidade para a frente. 

Aí sim, ao invés de se calarem, como muitas vezes dizemos, para não dizer impropérios, gritem bem alto: Eu quero! Eu posso! Eu faço! – como uma ordem ao Universo, sem arrogância mas com confiança, com certeza.

Todos podem ser e serão assim, chefes, caciques, xamãs de si mesmos. Este é um dos rituais, um dos símbolos na linguagem magnífica da espiritualidade, que faz com que vocês expressem o seu autoconhecimento.

Que se valorizem por dentro e sejam mais atraentes, mais respeitados, encantadoramente grandiosos como cada um de vocês pode ser. Sejam bem vindos, grandes chefes de si mesmos que se reconhecem como iguais e que sentam à mesma mesa, em círculo como fazemos nós, irmãos de tribo e descendentes de uma mesma nação. 

Wakan Tanka! Só ele, Grande Espíritro, é maior que vocês.

Honrados estamos com a presença grandiosa de vocês, chefes, caciques de si mesmo.
 

( Pedra Alta)



Por Helen Ians, em Conselhos , em agosto 18, 2010 


 


04/06/2011

CABOCLO PENA PRETA


EM ALGUMAS PARTICULARIDADES DOS CABOCLOS


^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

O Guardião do Sol



 
Os Carajás, Nação Indígena que habita as margens do Rio Araguaia, possuem uma Lenda da Criação... toda especial e própria... eles se consideram : O povo que veio do furo da pedra... em uma semelhança incrível com Omulu do continente africano...
O mesmo Mito reverbera em diversos locais!

O Mundo era escuro e frio... e os feiticeiros tentavam a luz a qualquer preço...

Pajés eram responsáveis por clarear a vida...





Eles caçavam vaga-lumes para prendê-los em pequenas cestas de palha as quais eram utilizadas como lanternas...
Um dia um Bravo feiticeiro desafiou o Urubu Rei para que este libertasse o Sol...
Mas foi vencido... e quando o Grande Urubu pousou vitorioso sobre o corpo do Pajé Guerreiro, abriu suas asas e delas o grande astro surgiu... Iluminando a vida!


Conta outra parte da Lenda de Origem dos Carajás que eles moravam dentro das pedras...
onde era escuro... ( Feito a Alegoria da Caverna de Platão ) E um dia um bravo grupo de guerreiros resolveu sair, e por isto foram caçados e perseguidos, e tidos como loucos 'hereges' e 'profanos'
pelos seus irmãos que amavam ainda a escuridão!
Ao cruzar o furo da pedra imensa... depararam-se com o Dia!
E perceberam que estavam agora no Paraíso!
Que grande lição nos trás esta lenda... este mito... se tornaram profanos aos olhos dos seus familiares para serem moradores do Paraíso!
Que grande alegoria, das nossas religiões, e do comportamento sócio-religioso que nos é exigido!...
Acaso não é sempre que o Novo é tentado...
é perseguido quem o tenta!?
Este Povo está intimamente ligado a Tribo Urubu... ao Povo Urubu, sim isto mesmo!
Aqueles pássaros pretos imensos, que aqui no Brasil costumamos ver no céu toda hora, ( Os Abutres também trabalham como Totens, com o mesmo poder! ) aqui temos os urubus voando bem alto, ou no meio da carniça...
Os Carajás sabiam, que além de serem lixeiros naturais, limpadores da Terra, os Urubus, eram os Guardiões da Luz, e a eles eram atribuídos Dons de Cura e Iluminação...



 
Desta linhagem de Espíritos Trabalhadores, surge o Caboclo Pena Preta, Feiticeiro Vodum,
De Omulu, e de Kananciuê ( Ou Oxumarê! ) Ligado ao culto de Dhaomé pela Serpente do Arco-Íris que é Oxumarê, o Renovador da Vida.
Caboclo Urubu ou Pena Preta, é Curador Exímio, Despertador da Luz, onde as trevas reinam absolutas,
trabalha com os Exus do Cemitério e da Morte ( Guardiões da Morte ) e com os Guardiões da Vida!



 
Um Caboclo pouco conhecido na Umbanda.
Salve Caboclo Urubu!
Saravá Feiticeiro Negro!
Okê Seo Pena Preta!

Ele ensina que este mundo possui Mistérios Profundos...

e que a noite é necessária, para 'embalar' o dia!
Ensina que nas trevas mais densas existe Luz!
Ensina assim Integração da Personalidade!
E desperta o Dom da Cura e da Expulsão de espíritos vagantes!



 
Eu particularmente, tenho um Amor imenso pelos Urubus, desde pequeno...
Uma amiga e irmã querida que também os ama, me ensinou a observá-los e assim aprendi o Oráculo dos Urubus...



 
E agora reencontro o Guardião Poderoso, Caboclo Pena Preta!
E a Familia do Povo Urubu!
Reencontrei minha linhagem de Antepassados Carajás.
E lhes pude retribuir tanto Amor e Conhecimento!
Que lindo! ( Chorei de Alegria quando os reencontrei! )
E como diz um Ponto de firmeza dele, ( Passado pelo próprio! ) ele Desperta o Amanhecer, ele é portanto,
um dos Despertadores do Novo Sol, do Novo Mito!

"Eh hê! Guardião do Sol

Eh hê! Guardião da Luz
Seo Pena Preta
desperta o amanhecer!"


 
..................................................................


Ritual para Chamar a Luz do Caboclo Pena Preta


Deve ser realizado as cinco e meia da manhã:


Uma Vela Preta e Branca e uma Vela Dourada,

acenda no seu altar, coloque ao lado esquerdo uma onix preta e um citrino ou pedra do sol,
no meio das duas pedras, um cristal de quartzo que tenha um arco-íris dentro, ( mesmo que pequeno)
um copo com água mineral gasosa, levemente gelada, entre as velas.

Chame o Caboclo Pena Preta:


Eu Peço Licença ao Divino Criador, e a meus Guaridiões

e Saúdo o Guardião do Amanhecer!
Peço que venha até mim neste amanhecer do Novo Dia!
E leve embora a Morte
e deixe comigo o Sol!
Amém Amém Amém!
Agradeço ao Senhor Pena Preta!

Abra tuas asas Espírito do Urubu!

Abra tuas asas e devolva o sol da minha alma!
Eu vos Saúdo Nação Urubu!
Eu vos Saúdo Nação Carajá, dos Guartdiões da Luz!!!

Beba a água toda do copo, pensando: Eu bebo da Água da Vida!


Agradeça, fique em silêncio por um pouco e então faça seus pedidos

SEMPRE pedidos de paz para sua familia, de cura para alguém, de saúde inabalável, de livramento de ataques psíquicos, magias negras e bruxedos... pode pedir pela cura imediata das depressões e síndrome do pânico.

( Nunca peça por afastamento de casais, ou para casar, nunca peça maldades! Pois estas coisas todas sempre lhe serão cobradas além é claro de não serem realizadas! )


Deixe as velas queimarem, e depois guarde o cristal de quartzo com o arco-íris, junto com você, pode levá-lo sempre consigo ou deixá-lo em seu altar ou criado-mudo, sempre limpo como se deve limpar os critais ( se não sabe procure no Google! ) pode ficar sempre visível, mas não deve ser tocado por outras pessoas com frequência, se acontecer não entre em choque está tudo bem! Pode limpá-lo novamente da maneira tradicional e deixá-lo por perto sempre!...


As outras duas pedras, onix e citrino ou pedra do sol ( dependendo da que vc escolheu! ) guarde dentro de uma sacola ou bolsa-descartável, pois você não deve colocar dentro de outra bolsa nem de um bolso , e leve o mais rápido possível a um cemitério ou campo aberto, peça licença aos Guardiões do lugar escolhido, ( Se for no Cemitério vá até o Cruzeiro peça licença aos Guardiões do Cruzeiro e deixe ali ) Lembre-se que:

para entrar em ambos os lugares e para deixar ali as pedras, você deve pedir licença, e licença para sair, ao sair saia agradecido. Agradeça mais uma vez ao Caboclo Pena Preta, Feiticeiro Pena Preta, Pajé Negro... neste momento você saberá como chamá-lo! E saiba que a partir daí, você será intuído a se tornar um Despertador do Sol, em sua casa, no seu trabalho e no seu amor!

A partir deste momento terá a Proteção do Caboclo Pena Preta!




 
E tenha a certeza que o amanhecer lhe trará uma nova vida
de harmonia e paz...



 
Como Animal Toten ou de Poder, ele come as energias estagnadas em seu corpo energético, e em sua vida, e as transmuta.
São curadores e limpadores dos Pontos de Força ou Vórtices de Energia Planetários, bem como dos Chácras Planetários!

( Este Blog pretende também difundir um Novo olhar sobre o Xamanismo e a Umbanda. Um olhar mais harmonioso, sem crendices, onde mostra que este Caminho é BELO HARMÔNICO E ILUMINADO, sem a farsa que a ele foi atribuído por inúmeros charlatães! )





__________________________________
Imagens desta postagem: Urubu/Google Imagens
Pajé Carajá/ Google Imagens.



^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

OBS.: Este post ( lindo! ) é uma cópia fiel do original feito por um irmão muito amado, William Garibaldi, do blog O NOVO MITO , recomendo:

http://onovomito.blogspot.com/2011/06/o-guardiao-do-sol.html


.

31/05/2011

GUIAS CHEFES DE CABEÇA








Fomos Criados como Centelhas Divinas perfeitas e completas , embora sem consciência. O Senhor Olorum, nosso Criador, colocou em nossa cabeça um casal de Orixás ( um Pai e uma Mãe ) para que através deles pudéssemos nos externar já individualizados e gradualmente sermos preenchidos com Suas naturezas. 

Estes são nossos Ancestrais, nossas Raízes por toda a eternidade. 

Representando os nossos Orixás Ancestrais nos foi dado, um Guia Chefe de Cabeça, o qual é comum chamar de nosso Pai de Cabeça, embora seja um Guardião representante dos Orixás (não necessariamente da linha de nossos Ancestri) para nos conduzir e auxiliar em nossa jornada terrestre.

É comum que o Guia de Cabeça seja um Caboclo ou Cabocla, mas pode acontecer de ser um Preto Velho, ou uma Preta Velha.

Este Caboclo, Cabocla, Preto Velho ou Preta Velha responde diante de nossos Pais Orixás por nossos atos, e sempre estará conosco nos ensinando, nos orientando sobre a melhor conduta que devemos ter, sempre que de nós partir esta procura por conhecimento.


Cabe a cada um de nós procurarmos conhece-lo e aos seus Mistérios para estabelecermos um intercâmbio harmonioso e efetivo.

A primeira coisa que devemos pedir ao nosso Caboclo Guia de Nossa Cabeça é que nos ensine seu ponto cantado e riscado, pois é através deles que encontraremos o meio mais facilitados para nos comunicarmos com eles, pois é o que representa a " ligação" fluídica da entidade com nosso corpo físico.


Por este motivo é importante que os sacerdotes dirigentes de Tendas dominem a simbologia dos pontos riscados e a linguagem dos pontos cantados, desta forma poderão auxiliar seus filhos em suas jornadas mediunica.

VSL


GUIA ESPIRITUAL CHALERA PRETA




 


Onde se tem amor, aumenta o amor.


Muitos guerreiros não enxergam a vossa atitude, mas alguns vêem.
Se revermos algumas de vossas atitudes, perceberemos que quando se tem a descrença, se tem a dúvida. Quando se tem a dúvida, se tem fantasmas.
Quando se tem a fé, se tem a paz.
Quando se tem a paz, se tem o amor, e onde se tem amor, aumenta o amor.
Que os guerreiros comecem a ter cuidado com os caminhos que escolhem porque sempre terá alguns que estarão no caminho com o guerreiro.

Que o Grande Espírito abençoe todos os guerreiros.


(Chaleira Preta
)

Por Helen Ian, in
  Conselhos


MENSAGEM DO CABOCLO SETE ENCRUZILHADAS








- ÚLTIMA INCORPORAÇÃO NO MÉDIUM ZÉLIO DE MORAES



Meus queridos irmãos, neste momento, vindo do espaço, permitam que neste estudo para amenizar sofrimentos dos que estão na Terra, encarcerados em seus corpos, estou satisfeito porque tem gente que é feliz, porque todos vocês vem me ajudando na obra que tomei a missão, no espaço, de implantar, a Umbanda de humildade, amor, e caridade, aproveitei um jovem moço em meio daqueles senhores, velhos kardecistas.


Tomei a missão e vejo neste instante grandes representações, não estão todas porque por este Brasil a fora, criei Tendas de Umbanda construtivas, sadia, com moral e dando de graça o que de graça se recebe.

Do sul do país aos estados do norte, ouviam a minha palavra, desenvolviam médiuns e fui criando tendas de grandes médiuns encontrei, grandes médiuns pude fazê-los, incorporei bem, trabalhei na caridade, tomando a direção de uma tenda, e assim foi se criando Tendas.


Meus irmãos, me satisfaz estar entre vocês porque naquele dia 15 de novembro na federação kardecista, eu anunciei a Tenda de Nossa Senhora da Piedade, do modo que a mãe tinha piedade de seu filho, que tivesse piedade desta humanidade.


Grandes coisas feitas na Tenda, grandes coisas eu pude fazer para aqueles que estavam com certeza, crentes que a Tenda não tinha vida para que no dia 2 (dois) eu anunciasse a eles, não, a Umbanda, Deus comigo, Deus conosco, do nosso lado, será a religião deste fim de século.


Meus irmãos, eu disse, vou levar daqui uma semente, vou plantar nas neves e aquela árvore ficará frondosa para dar a sombra para todos os seus filhos, a todos aqueles que precisarem de uma sombra amena, os que dizem sentirem o queimar do sol de crimes, de vícios, de paixões que se criavam, que existiam como existem ainda hoje no meio da humanidade.


A Tenda da Piedade foi criada e progrediu, faz hoje 64 anos da primeira comunicação aos meus irmãos.


Aqueles coronéis que me cercavam, estavam admirados de um menino fazer e dizer aquilo que eu dizia, aquilo que eu pregava e anunciava.


Pois bem, está formada a nossa Umbanda, com grande sacrifício, porque é preciso curar, é preciso levar aos médiuns, àqueles que se julgavam deserdados da sorte, a misericórdia de Deus, o conforto, para eles compreenderem que a palavra do espírito é a continuação nossa, que fazia a harmonia dos lares e curava os enfermos.


Chamei Pai Antônio, fui buscar Orixá Malê, para comigo trabalharem e criarem Tendas. Encontrei muitos descrentes. Aqui está o representante da Tenda São Jorge, talvez vocês não saibam como Severino, um grande médium que foi, como este médium se desenvolveu. 

Era descrente, Leal de Souza mãe de Geraldo Rocha foi pedir ao Orixá Malê para fazer um trabalho com pássaros na beira do rio Macau. Severino que não acreditava nem em Deus também foi meus irmãos, a vista de todos aqueles que nos cercavam, todos que estavam assistindo a sessão, alguns já estão mortos, não podem dar aqui sua palavra, mas eu estou dizendo que tem aqui quem falta.


Era um dia de sol, algumas nuvens corriam no espaço, Orixá Malê disse, vamos mandar aqueles pombos pro outro lado do rio para que eles não se molhem, para voltar e continuar o nosso trabalho, Severino ria, não demorou poucos minutos e a chuva caiu molhando a todos nós que estávamos ali no rio, passada a chuva, Orixá Malê fez com eles voltassem e cruzassem o céu. 

Severino duvidava, como ele não acreditava em Deus, o Orixá Malê que era mais… pegou uma pedra redonda na margem do rio e deu com a pedra na testa de Severino e ele caiu dentro do rio, e Severino já saiu do rio incorporado com a entidade que ele trabalha até hoje.


Vêem vocês que a luta foi grande para formar estas Tendas, tudo se faz, mas hoje estou satisfeito porque sinto no coração de vocês que os vossos corações estão unidos ao meu espírito para ir aos pés de Jesus pedir perdão, para que possamos ser seus alunos. Seus inimigos que recebam de seus corações um perdão e também para aqueles que podem desejar o mal.


Acredito que o manto de Nossa Senhora, virá ao agasalho de todos vocês na Umbanda do humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas.


Sempre fui pequenino e pequenino continuo, sou mais humilde dos espíritos que baixa ao planeta, tenho dito, tenho escrito e continuo a ser satisfeito pela Umbanda, todo dia, de estado a estado, a Umbanda hoje é grande, porque em São Paulo que se criou 20 Tendas, em Santos, em Minas Gerais, na capital da República e no Rio, nossa Umbanda continua progredindo, como aquela que eu desejo, como aquela que é preciso encontrar, nesta casa, quando aqui estou trazendo ao coração daqueles que dirigem, que é a humildade, o amor que prática a caridade.


E venho encontrando e dando força aos dirigentes destas Tendas, e aos médiuns, para que esta Tenda possa sempre ser grande e ser o espelho das outras Tendas, porque meus irmãos, infelizmente, o nosso irmão Floriano que está ao meu lado sabe perfeitamente disto, só desejava encontrar de branco, com roupas de pouco custo, nada de seda, nada de cores que pudessem ficar triste ou conter a mortalha na vestimenta. A Umbanda de humildade, amor e caridade, é esta que se pratica em nossa Tenda, Tenda de Nossa Senhora da Piedade.


Meus irmãos, as outras Tendas nepotistas, podem fazer aquilo que bem desejarem, poderão fazer o que quiserem, mas eu posso garantir uma coisa, o meu aparelho nunca aceitou a vil moeda em troca de uma cura ou de um feito, porque a vil moeda só serve para atrapalhar o homem ou mulher que é médium.

E vocês sabem perfeitamente que existem Tendas que aceitam. Nós temos uma choupana no mato, do Velho Pai Antônio, naquela época diversos cheque por cura foram dirigidos ao meu aparelho e eu dizia não pegue, e ele devolvia.


Por isso meus irmãos, que vocês possam fazer a caridade, possam receber de Deus sua misericórdia e que todo médium tome fazer o bem, curar com suas mãos, com sua reza, andando numa linha reta, numa consciência pura e limpa, e não reverter a vil moeda, enfim, olhar para o seu semelhante como se fosse um verdadeiro irmão, com este amor de irmão para irmão.


Como o menor espírito que baixa sobre a Terra eu saúdo a falange de caboclos que me cercam, que me cercaram quando iniciei.

Temos aqui diversos caboclos de Ogum, de Xangô, que estão nas 7 linhas, mas devo dizer que o Caboclo das 7 encruzilhadas que é o meu espírito, pertence a falange de Oxosse, meu Pai. 

Que Oxosse possa tomar conta de vocês, que Oxosse abençoe vocês neste momento, este pequenino espírito deseja a todos presentes proteção, os corpos todos cheios de fluidos benéficos para amenizar os males, eu quero que tenha neste momento a proteção da falange de Oxosse e as outras linhas que aqui estão presentes, para levar harmonia aos vossos lares, harmonia aos vossos corações, talvez possam gozar a vida conforme o Pai vem falando a seus filhos, dentro daquela humildade, dentro do amor de irmão para irmão e praticando a caridade.


Lembre-se, que seja descende o menor espírito entre todos, humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas. Ressalvo homenagem à Tupinambá e a outros espíritos, 7 Flechas, Caboclo Roxo, enfim a quantidade de espíritos de Oxosse, de Ogun, de Xangô que estão presentes.

Eu solicito a vocês todos que estão na matéria, para que estes espíritos comigo possam carregar o que há de ruim invadindo, sacudindo as vossas casas de alguma coisa que possa estar por lá, para que vocês tenham dias melhores, para que os filhos tenham mais saúde e paz para praticar a verdadeira Umbanda do humilde.


Que a paz neste momento baixe a que se ergam para todos os passos da luz e repasse para todos vocês debaixo do manto de Nossa Senhora da Piedade.


- Tá tudo bonito, tá tudo belo e formoso não é isto?
- Ô Floriano, como é que você vai, você está bom meu filho?
- Sua bênção, eu estou bem meu senhor, talvez melhor do que aquilo que eu mereça.
- Não deixa de levar umas pedradinhas não é meu filho?
- Muito contente de estar aqui comungando com esta vibração sublime, com este trabalho maravilhoso que vocês da espiritualidade trazem até esta terra para ajudarem também a carregar esta cruz.
- É preciso todo mundo compreender que deste mundo nada se leva, só as boas ações.
- Infelizmente, nós, espíritos encarnados ainda somos embuidos de muito egoísmo e muita animalidade, por isso queremos sempre a posse de tudo, desde as coisas mais insignificantes, até as coisas realmente mais valorosas. 

Esquecendo-nos o que realmente temos que cultivar, isto que o senhor ensina, misericórdia, amor paz compreensão, piedade. 

Como é também o nome deste símbolo maravilhoso de Nossa Senhora, que o Senhor, Caboclo das 7 Encruzilhadas escolheu para batizar o templo de caridade que forma naturalmente uma plêiade de templos, que vieram a seu tempo por indicação do Astral superior enriquecer a terra de Santa Cruz.

Para trazer auxílio a esta comunidade, o conhecimento das coisas espirituais e ajudar por outro lado aos mais pobres e mais humildes a carregarem as suas cruzes com mais entusiasmo, com mais força, para que assim a Umbanda e o seu Caboclo das 7 Encruzilhadas, viessem inaugurar no Rio de Janeiro e se expandir.


Por isto nós estamos aqui comungando com os 64 anos desta vida laboriosa, desta vida intensa e de muita renúncia para o seu aparelho, que é naturalmente o espelho no qual todos nós, filhos ou não da Umbanda. Se queremos progredir, devemos nos espelhar, porque em realidade se não houver renúncia de nossa parte não podemos concluir nada de bom. Além do mais a mediunidade, o intercâmbio entre o mundo espiritual e o material, reserva para cada um de seus trabalhadores um caminho cheio de luzes, uma hora esplendorosa aos termos da caridade.


Segundo nos ensinam vocês, espíritos de Caboclos e Pretos Velhos, o trabalho de médium corresponde exatamente a uma tarefa nobilitante e que ele aceitou, com maiores possibilidades ele poderá alcançar o caminho da glória e regenerando-se poderá descontar as faltas, as falhas e porque não dizer também os crimes de encarnações passadas.


- Assim foi feita a nossa Umbanda no Brasil. Passaram-se os anos e tudo aquilo que eu disse, apelando para quem está presente, de muitos anos que me acompanha, falando, pedindo e fazendo exemplos de Jesus aqui na Terra, quando ia da Palestina para a Galiléia, foram ao seu encalço pedir harmonia para sua casa; a resposta foi esta:


“- Você feche os olhos para a casa de seus vizinhos, feche a boca para não se virar contra quem quer que seja, não julgue para não ser julgado, pense em Deus que a paz encontrará em sua casa. “


Faça do Evangelho e tomando por ensinamento as minhas palavras a nossa Tenda começou a seguir o seu ritmo, aquele que eu desejava.


A religião, seja ela qual for, desde que tenha por base acreditar em Deus, acredito que seja uma boa religião, desejar a teu próximo o que deseja para ti, cumpre os mandamentos das leis de Deus é ser perfeito e principalmente, em qualquer religião, mas principalmente na religião espírita, para que o médium seja o instrumento que possa ser tocado por qualquer professor de música, por isso meus irmãos, criei 7 Tendas.


Os mais humildes tragam amor no coração, mas amor de irmão para irmão, porque as vossas mediunidades ficarão muito mais limpas e puras, dignas de qualquer espírito superior que possa baixar, que os vossos aparelhos estejam sempre limpos, que os vossos instrumentos estejam sempre afinados com as virtudes que Jesus pregou na Terra, para que tenhamos boas comunicações, boas proteções, para que todos aqueles que correm em busca de socorro nas nossas casas de Umbanda, nas nossas casas de caridade em todo o Brasil.


E todos estes, a maior parte de todos estes que trabalham em Umbanda, se não passaram por nossa Tenda, passaram por filhos saídos desta Tenda e que criaram outros terreiros.


Das 7 Tendas criadas por mim no Distrito Federal, muitas tem saído para fazer a caridade aos seus semelhantes, a nos seguir.


A lembrança de Jesus veio ao planeta Terra, na humilde manjedoura, não foi por acaso, não foi porque o Pai assim o quis, determinou, porque podia ter procurado uma casa de um potentado daquela época, mas não, foi escolher aquela que seria a mãe de Jesus, o espírito que vinha traçar a humildade, os seus passos, para ter paz, saúde e felicidade.


Aproveitando o nascimento de Jesus, a humildade que ele baixou neste planeta, numa humilde manjedoura, o Anjo que anunciou a Maria que ela ia ser mãe sem ser esposa, que a estrela que iluminou aquele estábulo, que levou os três reis magos a sua presença, vinde até vocês iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade, por pensamentos, por práticas e ações que tinham sido pensadas ou praticadas, que Deus perdoe tudo aquilo que vocês tenham feito, que Deus perdoe as maldade que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar nos vossos corações e nos vossos lares.


Eu meus irmãos, como menor espírito que baixou na Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos espíritos que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam as necessidades de cada um de voz e que ao sairdes deste templo de caridade, que encontreis os caminhos abertos, os vossos enfermos melhores e curados e saúde para sempre nas vossas matérias.


Com paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e serei sempre o humilde Caboclo da 7 Encruzilhadas.



  

Pedra Alta


 


O tempo que chamamos de “novo”

 

Sejam bem vindos ao tempo que vocês chamam de novo e em que desejaram a si mesmos e aos outros plenos de felicidade. 
Feliz Ano Novo, e assim será. 
Se vocês puderem entender que felicidade não é algo nem pontual nem abrangente, mas um estado intenso e permanente.
Se vocês assim puderem sentir.
Não parem no seu caminho, mas não deixem de pensar naquilo que ficou para trás no sentir das coisas, ações que deram certo, que os levaram adiante. 
E nas coisas, ações que não os levaram a lugar nenhum e mesmo a lugares onde não puderam sentir a tal felicidade.
O melhor exercício para isto é, em continuando a andar, procurar não repetir aquilo que não deu certo. 
Quem sabe – já disse hoje isto – fazendo o contrário… 
E não se trata de uma mudança de ser, mas uma mudança de hábito. Desfazer o que vocês sabem que está errado, não pelo rancor nem mesmo arrependimento.
Apenas fazendo tudo de novo, certo. 
E recomeçar não é perder, lamentar de ter perdido. 
Recomeçar é a continuidade do andar, todavia com novas perspectivas na busca daquilo que não é um conceito universal, mas muito particular, a tal da felicidade. 
A satisfação pessoal, intransferível, de sua realização, e como isto se transmite a quem está em torno de vocês.
Feliz Ano Novo a todos, neste sentido. 
Felizes estamos nós de tê-los de volta fisicamente à Casa, embora todos vocês, sem exceção, mesmo os que não aqui presentes esta noite, estiveram junto conosco e isto nos enche de orgulho, no sentido de que vocês todos nos são boas companhias.


(Pedra Alta)


Por Helen Ians in




30/05/2011

CACIQUE NUVEM VERMELHA








Linha entre o entendimento e o passo errado.


Quantos guerreiros, aqui na Terra, se perdem com seus pensamentos, se perdem com seus fantasmas, estes que vão criando e se tornando maiores (não mais fortes) do que os guerreiros possam entender.

Esta linha que separa o entendimento daquela linha do medo, da falta de vontade, é o equilíbrio desta meia linha que falta aos irmãos. É o que falta para muitos aqui na Terra, em perceber o quanto alguns se distanciam do Grande Espírito e o quanto outros se tornam cada vez mais próximos completando a parte espiritual com toda a sua energia. Colocando no seu dia a dia a prática, com os obstáculos que aparecem à sua frente  e com os fantasmas que os irmãos abraçam e que pegam carona, como vocês falam, nos guerreiros.

Esta é a linha de entendimento que os irmãos precisam ter. Uma vez dado o livre arbítrio dos guerreiros (para aqueles que já freqüentam aqui a Casa de Luz, e também para muitos que não freqüentam mas que, de certa forma, fazem suas orações em casa, no dia a dia, não importa – como vocês falam, se é centro espírita, se é outra Casa de Luz, se é outra religião, não importa) é preciso o cuidado com esta linha que separa o limite do entendimento com o limite do passo errado. Cacique fala das atitudes, daquilo que falam.

Muitos ficam assustados quando aparecem os obstáculos, porque os fantasmas crescem, se tornam maiores do que os próprios guerreiros – é quando acontece o desencontro.

Da mesma forma, Cacique fala da limpeza feita hoje aqui (...) – quem será que são estes espíritos que acompanham os guerreiros? Como bem disse a guerreira, se aproximam pelo pensamento, pelo que falam, pelas atitudes, e acabam vibrando na mesma forma e acabam atraindo, mesmo inconsciente, aquilo que não querem.

Isso não só acontece do lado espiritual, também acontece no lado material. Se os dois caminhos andam juntos, esta é a linha do segredo que existe no caminho de todos os guerreiros. Quando os guerreiros caminharam para cá, até a Casa de Luz, aqueles que estão com força, no pensamento, na energia, que colocam em volta de si a energia boa, mesmo quando o caminho não está de acordo com o que os guerreiros querem, mas que existe a esperança de  que no tempo de vocês – daqui a pouco, daqui um minuto, daqui cinco minutos, como vocês falam – vai estar melhor, porque a oração é mais forte.

E esta linha deste segredo é justamente antes dos irmãos caírem.

No tempo de vocês, para caírem basta um segundo, como Cacique sempre falou. Antes de caírem, os irmãos sentirem toda a energia à sua volta. Sentirem o seu pensamento. Sentirem o que estão falando, sentirem o que está acontecendo em volta. Perceberem, como alguns guerreiros aqui já sabem, os sinais que são apresentados aos irmãos.

E aqueles guerreiros que, pelo perispírito, estão ligados ao plano espiritual (Cacique deixa claro que quando Cacique fala em plano espiritual não é espírito, e Cacique não gosta, como vocês já sabem, de fazer fantasia com aquilo que não existe), tem a conexão com esta linha onde aqueles que estão realmente ligados, pelo perispírito, conseguem entender, sentir, e mudar o caminho daquele momento.

Uns conseguem ter esta, como diz o guerreiro Lobato, percepção naquele momento, do pensamento, da atitude, da fala, mas outros acabam por muitas luas e muitos anos, continuando da mesma forma.

Continuam com os mesmos pensamentos, de muitas luas para trás, continuam com o mesmo caminho. Para estes, só conseguem olhar a energia.

Aí os guerreiros perguntam: “Mas não é para estar ligado pelo perispírito, na energia, no espírito, pela alma?”  Sim. E os guerreiros? Esquecem de olhar para dentro de si, para o equilíbrio entre o material e o espiritual – é esta linha que Cacique fala aos guerreiros.

Esta linha não corta um caminho do outro, esta linha caminha junto.

Por isso, pelo livre arbítrio dos guerreiros, os guerreiros que estão voltados para a sua mente, para o seu espírito, tanto no plano espiritual como para dentro de si, acabam sentindo aquilo que muitos, no seu longo tempo de caminhada espiritual, não conseguem aprender nada.

Não conseguem entender esta mesma linha que todos aqui falam aos guerreiros, assim como outros conseguem entender, conseguem transformar a sua busca em verdade, conseguem transformar aquilo que está faltando num grande caminho mas, acima de tudo, conseguem sentir os dois caminhos, que se transformam lá na frente em um só caminho.

Quando se transformam? Para nós não existe o tempo e isto Cacique fala do lado espiritual. Para vocês, a renovação é diária. Para vocês, a renovação é constante.

Por isso a mudança interna caminha junto com a mudança espiritual. Porque muitos conseguem fazer a sua guerra. E aí perguntam: qual é a guerra certa?

Alguns que encontram a vitória, podem se transformar em uma grande derrota. Aqueles que encontram a derrota podem se transformar em uma grande vitória e tudo isto transformado no caminho dos guerreiros.

E este contato que Cacique fala, quando os irmãos caminham até aqui, aqueles que já frequentam, aqueles guerreiros que já estão conectados pelo perispírito, como vocês falam, não é por isso que estão mais próximos do Grande Espírito.

E Cacique conta aos guerreiros o que muitas luas para trás aconteceu.

Numa Casa de Luz, o guerreiro médium sentava-se à mesa, todos da reunião lá presentes, e o espírito que incorporava neste guerreiro, feliz com o trabalho e assim os trabalhos eram feitos. Só que a atitude, algumas atitudes, eram feitas da forma errada.

Este guerreiro sempre se apresentava com conflito na mente, com fantasma, porque não conseguia entender um lado e o outro daquilo que se apresentava à sua frente, e acabava pegando sempre o caminho contrário daquilo, não  daquilo que aprendia mas daquilo que sabia que não podia ser feito, porque já sabia mas fazia.

Cacique fala a vocês, guerreiros que, no fundo, como os irmãos falam, os irmãos já sabem perfeitamente o que é certo, e o que é errado. Muitos já sabem quando algo vai dar certo, quando não vai. Mas alguns lutam contra si mesmos,  nestes trabalhos.

Começaram a colocar o guerreiro médium em algumas provas no seu dia a dia. E o guerreiro começou a entender, a sentir, a melhorar devagar mas ainda assim buscava um outro caminho. O seu guia fazendo de tudo para ajudar toda uma grande corrente e assim os trabalhos eram feitos.

Passaram algumas luas, o médium desencarna. E Cacique vai falar em uma linguagem para os guerreiros entenderem (por isso Cacique falou da fantasia, lá atrás, de que não gosta).

Mas, para os irmãos entenderem, quando o médium chegou ao céu, no outro plano, já foi mandado direto ao inferno.

E bravo, sem entender o que estava acontecendo, indagou ao espírito de luz que estava presente: “por que fui mandado para cá, este lugar feio, onde muitos reclamam, onde existe muita dor, muito sofrimento, se eu ajudava um centro, se eu trabalhava, se eu doava  meu tempo?”.

Antes mesmo dele terminar, ele viu passar por ele um guerreiro que freqüentava a casa, sendo mandado para ficar ao lado do Grande Espírito, ao lado de Deus, em um plano mais elevado.

Ele perguntou: “Mas por que se eu que trabalhava, ajudava, fui mandado para cá e ele que freqüentava, às vezes ia, às vezes não ia, e está sendo mandado para este outro plano, que é melhor, e onde existe alegria e paz?”

E o guerreiro de luz olhou para o guerreiro e disse: “É porque ele colocava em prática todo aquilo que seu guia falava e você, não”.

Por isso Cacique fala a vocês, guerreiros que o trabalho não é só feito aqui na Casa de Luz.

Quando os guerreiros saem por aquela porta é quando começa o pensamento, a atitude, a forma da mudança de um grande caminho que os guerreiros querem porque, no fundo, os irmãos sabem, e o que os guerreiros desejam realmente é paz.

Mas, para isso, é preciso perceber, da mesma forma que foi feito aqui hoje, esta grande limpeza. Foram encaminhados, sim, muitos espíritos perdidos, acompanhando alguns pelo pensamento , pelas atitudes, pela falta de mudança do próprio caminho, porque o pensamento é o mesmo, as atitudes são as mesmas. Mas foram encaminhados a hospitais, a ajuda, para buscarem energia.

Aqueles que querem atrapalhar, da mesma forma, também já foram encaminhados, uns a tratamento e outros a acertar contas com a corrente nossa.

Porque a partir do momento que os irmãos abrem o seu próprio caminho para a corrente nossa ou para outras correntes que existem, os irmãos são protegidos e estes irmãos perdidos não podem passar este limite, esta linha que é posta por nós. E os que passam são encaminhados como Cacique disse, a tratamento ou algum acerto de algum compromisso.

Da mesma forma, Cacique fala, aqueles, na língua de vocês, que já é mais difícil acontecer, como muitos já escutaram, em trabalho de desobsessão, que nada mais é do que uma grande  limpeza.

Alguns são acompanhados por alguns espíritos que tem alguns acertos, na língua de vocês, a serem feitos com os irmãos aqui na Terra, por isso é mais simples, pelo livre arbítrio, quando os irmãos estão conectados, com todo o plano espiritual, com o seu Deus – não importa aquilo que os guerreiros acreditam, para uns a árvore é Deus, para outros, Grande Espírito, Grande Manitu, Buda… Mas, a partir do momento em que os irmãos dão espaço, para esta ajuda, para esta limpeza, a limpeza é feita.

Por isto, Cacique sempre fala em todo trabalho que amanhã é uma nova lua, um novo dia, e o Grande Espírito espera cada um de vocês, guerreiros, mas espera o espírito dos guerreiros, espera a alma dos guerreiros, pois a mente trai os guerreiros.

Para que os irmãos tenham um bom caminho, para que os guerreiros tenham um bom dia pela frente , com alegria, com paz, por isso é sempre pedido pela guerreira Cabocla, que os irmãos coloquem um copo de água antes de deitarem, e ao se levantarem, tomem, rezem, façam sua oração.

Mas que ao se levantarem, lembrem: hoje é um dia de vitoria, hoje o meu encontro é com o Grande Espírito, e hoje eu vou estar encontrando a paz que eu preciso.

Este é o caminho desta linha que o Cacique fala aos guerreiros, esta linha que separa um caminho do outro, um entendimento do outro, que lá para frente os irmãos vão entender que por muitos dias, muitas luas, é dada a oportunidade a alguns, assim como este guerreiro da história, de mostrarem que estão equilibrados.

Quando os dois caminhos se cruzam e as atitudes falam mais forte, as atitudes se tornam maiores que os fantasmas do guerreiro, e aí muitos perguntam; “e o caminho?”.

A Corrente fala aos irmãos que os guerreiros tem o livre arbítrio, os guerreiros tem a fé, a esperança, são fortes, os guerreiros são livres para fazerem a sua escolha, a sua mudança para onde quiserem.

O que falta é a força e vontade, é a boa vontade do primeiro passo, e de começar um novo caminho.

Que o Grande Espirito abençoe a todos.



(Cacique Nuvem Vermelha)



Por  Helen Ians

CAMINHO SAGRADO 

http://redcloud100yrs.wordpress.com/