.OKEY CABOCLO!

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15/10/2011

CUNHATAÍ, A MENINA SAGRADA CONTRA O SUICÍDIO







- Ofereço este post, com todo meu amor e gratidão, 
à todos os(as) Guias e Mentores que se apresentam na forma indígena, pelo dia dos professores.



Quando Cunhataí era criança, ouvia os espíritos da mata, ela via a mãe das águas. Os sonhos eram o seu direcionamento. Sua clarividência era ancestral.

Cunhataí tinha o poder da cura. Onde colocava as mãos, o bem se fazia. Sua mãe, insatisfeita com as invasões dos estrangeiros, tomou erva má, para que a semente que ouvia o espírito da mata, morresse.

A erva fez muito mal à pequena Cunhataí; não a matou, tirou um pedaço dela... A mãe desesperançada com sua aldeia, não queria mais as coisas do espírito, negava a terra e a raiz. Ela queria o suicídio. Mas a avó da menina era mais guerreira. A mãe ficou cega e muda. 

Tempos depois a mãe renasceu da mudez e da cegueira por uma prova divina e se tornou pajé, sacerdotisa das águas. E a triste avó, cansada das dores, do peso do tempo e do sacrifício, morreu. Mas sua essência permaneceu.

O homem branco, naquela época ria e incutia maus valores em alguns membros do povo... A semente ferida e mutilada nasceu triste e com uma estrela no olho direito. Era Cunhataí. Foi o lado direito que quase morreu. Só ficou roxo como uma marca, um sinal e... 

Sobreviveu para ouvir os espíritos, os antepassados e as velhas mulheres enrugadas pelos séculos. Sobreviveu para compreender o significado das três velhas, cujas seis mãos se transformam em cobras.

O velho espírito disse a Cunhataí: Vai ave-menina e mulher! Cria asas e enxergue, um dia, quem sabe, seremos livres! Ela foi pra longe sofrer. Por isso quando ela retornou à sua aldeia de origem, o cacique, a pajé e os segmentos do povo a reconheceram, porque ela já era esperada por decisão dos ancestrais, há muitos séculos. 

O seu olho direito roxo_ o espiritual_ foi identificado pelos líderes conectados com a ancestralidade e pelo pitiguary, o pássaro que ANUNCIA. Os que não reconheceram estão muito além, mas muito além de qualquer tipo de compreensão do que seja essência, transcendência indígena. 

Estavam cegos, por isso traíam seus próprios conterrâneos e incentivavam a discórdia, a inveja, a mentira, a intriga, a luta pelo poder e desconheciam o verdadeiro sentimento de paz, solidariedade, amor ao próximo, companheirismo e cooperação, por isso muitas meninas sofriam. 

Foram contaminados pelo poder dos neocolonizadores. Só vislumbravam o materialismo, por isso não podiam perceber os sinais dos deuses, dos ancestrais, do Grande Espírito_ a Poderosa Força Cósmica_ existente dentro de todas as boas almas.

Mas Cunhataí, em toda a sua vida seguiu o boto e as ordenações de seus sagrados ancestrais. Muitas mulheres indígenas que ouviram a história de Cunhataí, desenvolveram um útero sadio, porque entendiam que a cosmovisão indígena estava sagradamente vinculada a Mãe-Terra. 

E começaram a trabalhar e a lutar para melhorar as condições de vida do povo. Ninguém mais se suicidou, porque o amor e o respeito prevaleciam nas famílias, entre o homem e a mulher. A palavra fome nunca mais se ouviu naquele povo, quando também os homens perceberam o mal que haviam adquirido.

Cunhataí deixou a mensagem para que todos os homens e todas mulheres prestassem bem a atenção nos seus sonhos e deles fizessem seus caminhos a partir do respeito pelos velhos e velhas e pelos ancestrais e pelas boas relações de igualdade e respeito entre homens e mulheres!



Texto de Eliane Potiguara,

uma índia, escritora. 



13/10/2011

Festa de Cosme e Damião










Após a abrtura dos trabalhos:


Cacique:
Guerreiro Alce Negro, pode trazer os pequenos para dar início à festa.

               -  Que os pequenos sejam bem vindos à Casa de Luz.

Marlene: Pode vir, o mais peralta pode sair do cantinho! Vamos embora, Toninho, vem logo. Se você não vier, os doces também não vem.

Toninho:
Hahaha! Oi para todo mundo! O meu coelho está aqui. A nossa amiga Fátima está aqui.

Marlene: Fátima do que?

Toninho: Fátima de Jesus, nós é que escolhemos o nome. Ela tem 6 anos, tia Margarida. Eu quero água e doce. Não tem doce hoje?

Marlene:
Eu quero água benta!

Toninho: A Tia Cris fez bolo. Ô tia Cris, cadê o bolo? Fátima, nós temos que cantar parabéns para a Tia Cris.

Toninho: É a primeira vez que a Fátima está vindo aqui. Dá os docinhos para ela se acostumar com os doces.

(as brincadeiras continuam por mais um tempo, as pessoas se aproximam e falam com as crianças e muita alegria está presente em todos).


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Psicografia



Cacique:
A guerreira Viviane deixou palavras. Pode fazer leitura das mensagens deixadas.

Leituras
:



Deus em sua infinita bondade permite que a alegria das crianças invada os corações mais endurecidos. 


A simplicidade encontrada no pensamento infantil deveria nos acompanhar por toda a vida pois o não julgamento e o perdão estão sempre presentes nas atitudes dos pequenos.

Neste dia de festa, meus queridos irmãos, lembramos da importância dos cuidados que devemos ter com os nossos pequenos, pequenos estes que representarão a nova nação, uma nação diferente, evoluída, por isso ame seus pequenos. 

O que significa amá-los? É compreender, ensinando-lhes a razão, é proporcionar-lhes espaço, mostrando-lhes os limites da vida e acima de tudo amá-los como Jesus nos amou.

Viviane


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Do Guerreiro Augusto:



É com enorme orgulho, meus irmãos, que esta noite estou aqui hoje presente nesta linda hmenagem aos nossos pequenos. 


Sempre me trouxe grande alegria participar destas festas,[ quando em carne ], porém hoje deste lado, vejo quanto é importante a presença destas pequenas estrelas nos trabalhos espirituais.

Eles não só nos trazem alegria e felicidade, mas um singelo e puro conhecimento dos ensinamentos de Deus que se transformam de uma maneira muito simples em ajuda aos mais necessitados irmãos.

Amem seus pequenos com amor, dedicação e fé no poder do Grande Pai. 

Augusto

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 Da Criança, Carminha:

Hoje pela primeira vez vou deixar mensagem aqui escrita.

Sou uma criança e como hoje é dia de festa vim dizer a todos os papais e mamães que abracem seus filhos não só fisicamente mas sim com o seu coração.

Não deixem que eles façam só o que querem, quando eles estão teimando.

É porque querem chamar a sua atenção e pedir que lhes ensinem o caminho. 

Amem seus pequenos e fiquem com Deus.

Carminha


Por Helen Hans, 

em  festa de Cosme e Damião

11/10/2011

PEDRA ALTA- MENSGEM




A brevidade é uma tônica presente aqui nesta noite por todos aqui presentes, representando o Conselho.


 Sejam bem vindas as égides que comandam a cura e que nos ajudam a ajudar a quem precisa. Bem vindas as tribos da África. Bem vinda a sabedoria da Grécia. Bem vindos os remanescentes dos povos das Américas. As entidades de luz do extremo oriente…


 E o ritmo que ainda se ouve da imensa e gelada Oceania. Todo o planeta se une para as mudanças de reconstrução, de renovação dos anos.


 Todos vocês devem estar estranhando o silêncio daqueles que dizem que os governam. Todos devem estar alertas com prenúncios de novas guerras, mas não devem estar. São mais tremores, mais sinais do que propriamente outros terremotos sobre a face da Terra.


Mas o aviso foi dado e os Governos de cada Hierarquia Se pronunciam e agora vão agir. Portanto, esperem surpresas e estejam preparados para uma nova postura social. Já é mais do que tempo e assim será.


Não somos nós que dizemos. Apenas repetimos uma mensagem superior – o universo não consegue absorver parte da energia pessimista que paira sobre este planeta. Portanto, aqueles que sempre acreditaram, que sempre caminharam com retidão, que nunca perderam sua dignidade, a estes – vocês, por exemplo – será mostrado este novo mundo.


Não são previsões apocalípticas ou de destruição, porque quase tudo aqui já foi destruído. Mas enquanto existir uma centelha da luz divina, tudo pode ainda ser possível.


Pedimos a vocês, nestes dias, que se recolham à meditação, e que peçam, orem, acreditem, à maneira de cada um. Esta corrente de serenidade pode ajudar muito no que está para acontecer. Eu espero que sejam cores, beleza, momentos de muita luz, aquilo que vocês possam ver.


Nunca se esqueçam de que tudo o que tenham feito de bom estará retornando a vocês.


Agradecido à imensa corrente mundial que aqui se estabelece nesta noite.


Pedra Alta 

Por Ellen, em Caminhos Sagrados


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MENSAGEM DE CHALEIRA PRETA


 




Mantenha sua chama interna acesa

 
Há muitas luas atrás, um pequeno foi fazer conversa com um Grande Cacique, e perguntou para grande Cacique, grande Xamã, o que ele devia fazer para levar um caminho tranqüilo, como ele deveria legar o seu caminho?

Grande Cacique, Grande Xamã pediu para que o pequeno fizesse uma fogueira e nunca deixasse que a chama de sua fogueira acabasse. 

Pequeno, no começo, não entendeu o porquê da fogueira, mas foi em um lugar aberto e ali fez a sua fogueira. Fez a chama levantar. As lenhas que Pequeno colocou na sua fogueira eram energia, conhecimento no caminho de vocês aqui.

O Pequeno, observando a fogueira, sua chama alta… Quando batia vento, a chama balançava. O vento no caminho aqui dos guerreiros são as dificuldades.

E batia vento, Pequeno via que a chama ia apagar e ficava desesperado. Quando a chama balançava por causa do vento, Pequeno se desesperava. Isto acontece no caminho dos guerreiros, quando acontecem dificuldades, guerreiro se desespera.

E guerreiro, após muitas vezes, ficar nervoso, desesperado, por causa do vento –  achou uma solução: toda a vez que batia o vento e a chama fazia movimento, guerreiro colocava mais lenha – mais conhecimento. E após o vento passar, a chama aumentava.

Guerreiro continuou observando o fogo. A chama ia diminuindo, era hora de colocar mais lenha, mais energia, mais conhecimento no caminho. Duas luas após elevando chama com conhecimento, com lenha, fazendo aumento, passando pelas dificuldades do vento, veio a chuva.

O que é a chuva no caminho dos guerreiros aqui na Terra? A chuva não iria apagar a chama, o fogo do Pequeno? A saída para o pequeno era levar um pedaço da chama até a caverna e fazer nova fogueira. 

Dentro da caverna, não teria chuva, e nem teria vento. A chuva significa mudança de caminho. E pequeno fez nova fogueira dentro de caverna. Chuva não atrapalharia mais seu caminho, vento não atrapalharia mais seu caminho.  

O que Pequeno ia precisar fazer, era só continuar abastecendo sua chama, seu fogo. E assim Pequeno entendeu como levar seu caminho.

Espero que os guerreiros tenham entendido a mensagem e como o Pequeno aprendeu a levar o seu caminho, os guerreiros também aprendam. Que o Grande Espírito abençoe a todos os guerreiros.


CHALEIRA PRETA


Por Helen Ians, em Caminho Sagrado



Mensagem da Guerreira Joana





Guerreiros pedem perdão. E os guerreiros perdoam?


O encontro – onde os princípios do amor, da caridade, do perdão – levam a alma dos guerreiros a um crescimento, aonde os guerreiros vão se moldando, cada um dos guerreiros vai se moldando, nas mudanças. Mudanças estas que, no princípio, muitos dos guerreiros tinham dificuldade não só de lidar, mas principalmente de aceitar.


Joana diz a vocês, guerreiros, que os guerreiros pedem paciência, que o Grande Espírito tenha paciência, para que os guerreiros possam se modificar, os guerreiros desejam perdão pelas coisas cometidas, quando muitos ainda não tinham entendimento da necessidade. 

Não conheciam a lei da ação e da reação, e muitas vezes, covardemente cometiam suas falhas.

Buscando o entendimento muitos dos guerreiros se redimiam colocando em prática os seus aprendizados, a sua busca.


Outros, com dificuldade, pedem ao Grande Espírito a paciência, o entendimento, para que possam ver onde estão deixando de aprender.


Sem voltas, porque muitos dos guerreiros que aqui se encontram, gostam que sejam diretos, Joana deixa a pergunta a vocês: o que vocês pedem ao Grande Espírito, ao Grande Deus, ao Alá, ao Grande Manitu, o que vocês pedem é o que vocês oferecem? Guerreiros pedem perdão e os guerreiros perdoam?


Quantas vezes, na sua necessidade, ao fechar os olhos e conversar com o Grande Espírito, muitos pedem uma luz no final do túnel, um milagre, que alguma coisa possa acontecer, para que os guerreiros possam alcançar, naquele momento difícil, a solução, a saúde, o retorno, a prosperidade.


De alguma maneira, o Grande Espírito colocou nos vossos caminhos – talvez não da forma como vocês esperavam, mas chegou o socorro, que veio como um bálsamo para acalmar a sua dor.


Hoje, Joana pergunta a vocês, meus irmãos, meus filhos queridos, quantas vezes os guerreiros foram o bálsamo de alguém? Quantas vezes você se permitiu ser o instrumento nas mãos do Grande Manitu para ir de encontro ao necessitado?

Quantas vezes vocês, que já derramaram suas lágrimas no ombro de alguém, quantas vezes os guerreiros foram o lenço para enxugar as lágrimas daqueles que lamentavam?


A caridade não está somente no papel tirado do bolso ou de dizer “eu cumpri a minha parte”, tão pouco aqueles que fazem e, mal o outro vira as costas, começa a falar, dizer que fez, dizer que ouviu, dizer que socorreu, dizer que o outro foi ingrato e você é que o está sendo, porque se nas Escrituras diz: o que a mão direita faz, a esquerda não precisa saber, o que o ouvido escuta, a boca não precisa dizer.

Deseja que o grande espírito seja benevolente, muitas vezes, mais com seus caprichos do que com as suas necessidades?


Mas o que um pai não faz para ver um filho feliz? E quantas vezes este filho vira as costas a seu pai? E mesmo assim, com seu amor, ele pega este filho, coloca no colo, puxa a sua orelha, e lhe dá o que é necessário.


Joana deixa esta mensagem a vocês guerreiros que aqui se encontram, e Joana não está falando somente para aqueles irmãos ou para o outro? E, sim, para todos os guerreiros que aqui se encontram.

Não estou dizendo somente da parte da matéria, e sim da importância de que, quando o Grande Espírito toca em vossos corações, ou para fazer uma visita, ou para levar uma palavra amiga, algo onde possa estar fazendo ao seu próximo. 

Quando vocês guerreiros, ou neste momento, ou em momentos passados tanto esperou para que recebesse, e de alguma forma os guerreiros receberam, de outra, não conseguiram, mas que hoje tem a consciência de dar ao seu irmão, ao seu próximo, a sua partícula do bem, mesmo que este como Judas negou Jesus, possa te renegar.


Guerreira Joana


Por Helen Ians, em 
Casa de Luz






04/10/2011

MENSAGEM DO CABOCLO VENTANIA







Filha pergunta porque tantas mudanças estão ocorrendo, às vezes, de uma forma bastante dolorida. Então, pai pede: observe, filha, uma gota d’água que escorre pelo vidro da janela e silenciosamente megulha na poça d'água, retornando à terra posteriormente. Aquela gota d'água perde sua individualidade ao se diluir na poça.

No momento, este pai lhe falar do ego e do quanto é importante a renúncia da luta para que a inocência vença.

Este momento pede o reconhecimento de que alguma coisa acabou, de que algo está se completando. Seja o que for; como um relacionamento, um lar que você amou, qualquer coisa que possa tê-la ajudado a definir quem

você é.

Chegou a hora de deixar para trás, permitindo qualquer tristeza que surja, mas sem tentar se agarrar ao que se completou. É um momento para desaparecer nas profundas águas do seu Universo interior.

Alguma coisa maior está esperando por você: há novas dimensões a serem descobertas. Você ultrapassou o ponto a partir do qual não há volta, e o magnetismo está cumprindo a sua função. Não resista: isso significa " libertação”.

Pense, filha, na palavra inteiro, trata-se de uma indicação da própria realidade... O Todo. Sua Natureza Real não é coisa muito distante: na sua própria consciência está sua Natureza Real.

E a sua consciência sabe em quais momentos sai dessa natureza. Ela é capaz de testemunhar as coisas que constituem o mundo, que é a dualidade, depois voltar para a O Todo. O mundo dual chegará a um fim, mas o espelho da consciência permanecerá, refletindo sua Natureza Real.

Aqui, mais uma peça de um quebra-cabeça lhe está sendo entregue, para que seja colocada em seu lugar: o lugar da percepção interior. Mesmo no fluxo tempestuoso e mutável da vida, há instantes em que chegamos a um ponto de realização.

Nesses momentos somos capazes de perceber o quadro completo, o conjunto de todas as pequenas peças que ocuparam por muito tempo a nossa atenção. Uma imagem ganha forma, no quebra cabeça da vida. E, às vezes, filha, isso é bem doloroso, exige renúncia.

No momento da conclusão, podemos nos sentir tanto em desespero; porque não queremos que aquela situação chegue ao fim, como podemos nos sentir plenos e receptivos, agradecendo pelo fato de a vida ser cheia de conclusões que, na verdade, são novos recomeços.

O que quer que tenha estado observando, o seu tempo e sua energia, agora está chegando ao fim. Ao concluir isso, você estará criando condições para que alguma coisa nova possa ser começada. Use essa pausa momentânea para celebrar ambas as coisas: "o encerramento do velho e a chegada do novo”.

Ao fechar este cíclo, você reafirmar sua crença de que tudo o que constitui o ser humano, precisa fluir na vida completamente fundidos no coração. Só assim chegará ao seu destino no Universo. Então, deixe o que acabou e siga em frente!

Esteja no Centro, com as bençãos deste pai, Caboclo Ventania.


Mensagem psicografada por:
VSL, em 03/10/2.011.



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01/10/2011

Nuvem Vermelha





Não se deixem cair e perder a visão. Sintam o “novo caminho”.


Cacique complementa o que todos os grandes guerreiros de luz deixaram aqui para os irmãos, com uma história, assim como Nariz Romano disse: o fim parece o começo de um grande caminho, dependendo da forma como os guerreiros olham, dependendo da forma como os irmãos sentem este caminho.

Cacique deixa a história aqui na Casa de Luz, contada há poucas luas, sobre grande xícara onde a pequena abelha caiu, molhando as asas e não conseguindo sair, mesmo nadando, porque a asa estava molhada.

A abelha, considerada forte, valente, continuou tentando e não conseguiu. Acabou desistindo de tanta força que fez e acabou ficando lá mesmo.

Neste momento, uma outra abelha, não tão forte, não tão valente, mas persistente, da mesma forma caiu na grande xícara, nadou, nadou, foi batendo asas aos poucos, cada vez mais forte, formando uma camada forte, espessa, sobre a qual a abelha conseguiu ir para cima, esperar um pouco e conseguiulevantar o vôo e sair.
 
O que marca nesta história é a persistência, independente da força e da valentia dos guerreiros.

Na mesma xícara, a mesma abelha forte, persistente, que tinha conseguido uma lua antes fazer vôo, agora confiante, com toda coragem – antes apenas persistente – ali caiu e da mesma forma – (“se eu consegui da outra vez, consigo de novo”) – bateu asas cada vez mais forte e disse para a abelha do lado: vai nadando até o canudo e sobe por ele.

Esta abelha, em vez de fazer a mesma coisa, foi nadando até perto do canudo mas a distância para ela era longa, e ela não aguentando, cada vez mais sem força, acabou ficando lá mesmo, morta, dentro da xícara.

Nesta segunda história, Cacique fala aos guerreiros: por que esta abelha não conseguiu, se tinha conseguido da primeira vez? Porque o que continha dentro da xícara na primeira vez era diferente da segunda.

Da mesma forma, Cacique fala a vocês guerreiros, que é preciso sentir um novo caminho como uma esperança mas como um novo caminho. Não é porque a energia de luas para trás, no mesmo caminho, deu certo, que pode dar certo de novo.

Da mesma forma, não é porque não deu certo da primeira, que pode dar errado da próxima. O preparo dos guerreiros, com o ambiente, com a energia, sem perder a visão daquilo que é importante e que realmente interessa…

Se a segunda abelha tivesse feito o mesmo nado, com líquido diferente lá dentro, a chance dela era maior de conseguir fazer o vôo.

Quantos de vocês, guerreiros, perdem a visão? Como diz o guerreiro aqui presente: grande é é o Grande Espírito que dá a espada, não na mão dos homens e, sim, na mãos dos anjos, porque o último detém aquilo que pode ser a fatalidade para muitos.

Cacique pede ao guerreiros que reflitam sobre a mensagem deixada pelo guerreiro médico, aqui na Casa de Luz, aqui presente. Cacique agradece ao guerreiro Lobato.

Que os irmãos reflitam, que os guerreiros pensem, na espada, naquilo que realmente é importante, e que os irmãos não se deixem cair e perder a visão por aquilo que chamam de fatalidade no caminho do grande guerreiro.


Nuvem Vermelha


Por Ellen Hans, em Caminhos Sagrados.