.OKEY CABOCLO!

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OKEY CABOCLO!

05/09/2012

Mitologia Azteca






Começamos por tentar resumir a mitologia mais barroca de América do Norte, a azteca, centrando-nos unicamente na descrição dos grandes deuses do seu panteão, dada a grande variedade de divindades menores, inclusive de outras muitas importadas de religiões que foram assimiladas juntamente com as vitórias territoriais. Em princípio, segundo o mito geral de América Central, e em particular o azteca, a criação do Universo se deve ao sacrifício de um deus, Ometeotl ("deus duplo"), ou Nanahuatzin, que, nessa constante sacralização do sacrifício, se transforma (Nanahuatzin está vinculado ao fogo) para dar-nos a construção do nosso mundo. Um mundo que também se constrói, por vontade de Ometeotl, a partir do seu sacrifício, engendrando na sua desaparição os quatros Tezcatlipocas. Com eles se vão sucedendo as quatro idades.


Ometeotl


A primeira, quando o primeiro Tezcatlipoca se converte no Sol e faz nascer à humanidade; mas esse mundo termina, devido ao confronto entre os quatros Tezcatlipoca, com a destruição do Universo por Quetzalcóatl, através do dilúvio, com uma humanidade transformada nos peixes que habitaram nas águas vindas do céu. Depois se estabelece a idade dos gigantes, mas esta era termina com a queda do céu; na terceira idade, o fogo celestial arrasou a superfície do mundo; na quarta e última idade, o vento arrasou de novo a superfície terrestre e os humanos se transformam em símios. Após essa quarta idade, no mito nauatl, nascem de novo os homens numa terra também renovada, ao mesmo tempo em que os deuses saem do nosso mundo para ir para o dos mortos e deixar-nos viver sem o perigo das suas rivalidades. Naturalmente, há diversas versões do mito da criação, alguma delas com três idades (os homens de argila, os de madeira e os de milho) e outra com cinco idades, mas todas elas coincidem em apontar que o nosso mundo conheceu muitas mutações e que outras nos esperam no final de cada tempo, sob o olhar atento do deus principal, Huitzilopochtl.


Um Pouco de História


Para situar melhor o contexto histórico da cultura Azteca, digamos que os aztecas, um povo nahua, tinham chegado ao vale de México vindo do norte, mas sem que se possa precisar a sua origem, e fundam México em 1.324, a sua capital, sendo, pois, a última das grandes civilizações que se instalam na zona e posteriores aos toltecas, que desalojam no poder, e os milenários maias, embora o seu império se desmorone completamente em 1.521, enquanto os maias continuariam em pé durante outros cento e oitenta anos, depois de terem existido durante mais de dois mil e quinhentos anos. A sociedade Azteca estava estratificada em classes, duas superiores (sacerdotes e guerreiros), intermédias (comerciantes, dos camponeses e povo) e a inferior (os escravos).

A terra era propriedade de todos, embora os teocalli ou templos tivessem as suas próprias terras, as teotlalpan (terras dos deuses) e os clãs eram a única forma de se transmitir e manter o poder, embora a grande maioria residisse na imensa legião de sacerdotes (um milhão, segundo os cronistas) que se ocupavam dos quarenta mil templos abertos em todo o império Azteca, e aos quais havia que pagar tributo, entregar as primícias da terra e prestar trabalho obrigatório. Além de servir as necessidades de tão vasta igreja, os produtos guardados nos celeiros e nos silos também serviam para ajudar a povoação em épocas de escassez. Por sua parte, os reis aztecas procuravam que a maior parte destas obrigações para com a religião e para com a sua própria corte fosse por conta dos povos conquistados, aliviando assim a sua gente, ao mesmo tempo em que se favoreceria o militarismo da casta guerreira, apresentado como uma vantagem para o povo devido à permanente conquista de territórios e à aliança com os povos fronteiriços.


A Morte no Centro da Vida

O mito Azteca, como todos os mitos da América Central, girava ao redor da morte; a sua religião exigia sacrifícios de sangue e se movia ao redor de uma plêiade de divindades da morte e de muitas outras entidades menores e terríveis. Sobre todas essas criaturas do tenebroso mito infernal regiam, a partir do nono círculo, o mais recôndito do universo escuro de Chicnaujmichtla, os esposos Mictlantecuhli e Mictecacihualtl.




O Universo estava composto por uma série de planos paralelos, que iam dos nove, ou treze, exteriores, onde residiam os deuses (nos planos superiores) de planetas e astros que se veem no firmamento, passando pelos céus e suas cores.

Sob o plano do nosso mundo, debaixo desse disco que está no centro do Universo (rodeado por água em toda a sua periferia), se sucediam os planos paralelos, que aqui somavam nove, terminando no inferno para o qual iam as almas dos seres anônimos. Esse caminho durava quatro anos através de duras provas às quais eram submetidas às almas que não foram escolhidas por Huitzilopochtl, o grande deus supremo e divindade do Sol, que só se preocupava da morte dos seus escolhidos, os guerreiros. Ou ainda, aqueles que não foram escolhidos por Tlaloc, o deus das chuvas e a água, a quem correspondia os que tinham morrido pelas águas exteriores do céu e da terra, pelas tempestades e pelos raios, e por causa de doenças relacionadas com as "águas" interiores do corpo humano, numa estranha assimilação da gota e da hidropisia à água das nuvens, dos mares e dos rios.

O nosso mundo, como os céus situados sob os deuses, tem quatro cores que situam nas suas quatro partes componentes: diante do preto do país da morte, situado ao Norte, está o azul, que corresponde ao país do Sul; diante do levante de cor branca, está o poente de cor vermelha.


Texto: Lara Moncay



22/08/2012

Pai Sumé, O Espírito Guardião do Brasil








Pai Sumé ou Suman é considerado o protetor da terra do Brasil. Este ensinamento tradicional é conservado por alguns pajés indígenas e caboclos.

No Brasil existem dois tipos básicos de Pajelança (Xamanismo Brasileiro): a Indígena e a Cabocla. A Indígena é a tradicional e milenar arte do pajé não possui elementos “brancos”. A Cabocla é derivada da anterior e adotou elementos não indígenas das religiões cristãs e africanas. Ambas tradições são um tesouro espiritual para todo o brasileiro.

Para o sábio da floresta a Natureza é viva e tem alma. A Mãe Terra respira, canta e sente dor. Os bichos tem sua inteligência e parte invisível. Tudo tem uma hierarquia e nada fica solto sem nome ou lei. Portanto, cada coisa tem o seu lugar e uma ordem. Montanhas, rios, grutas, florestas e todos os viventes possuem um guardião.

Ele é o responsável pela harmonia local e deve responder ao seu superior. Desta maneira, cada elemento da Natureza está entrelaçado com o outro. O guardião da mata fala com o guardião da terra que fala com o guardião do lugar (país, continente, etc.).

Pai Sumé é o responsável pelo que chamamos de Brasil, que não tem a mesma geografia que nós “caras pálidas” criamos através de intrigas, guerras e conquistas. Ele zela por estas terras e criaturas que aqui nascem vivem e morrem.

Quando as coisas ficam muito complicadas cá embaixo, Pai Sumé se manifesta em carne e osso para por ordem na casa. Creio que ele já deve estar se preparando para mais uma encarnação!

A tradição conta que muito tempo atrás, quando os brancos não tinham ainda chegado por aqui, Pai Sumé se manifestou, andou, comeu e ensinou entre os nativos.

Neste tempo, dizem os pajés, os indígenas haviam esquecido as tradições mais antigas e viviam segundo seus caprichos. Uns brigavam com os outros e cobiçavam as mulheres de seus parentes. Não conheciam a plantação da mandioca, o segredo das plantas sagradas para falar com os espíritos, a fabricação das canoas e a linguagem das estrelas.

Os mais velhos não se lembravam de sua origem e não conseguiam mais contar as histórias de seus ancestrais. A vida estava um caos.

Pai Sumé, chamado também de Tonapa, tomou um corpo de homem muito alvo e apareceu no mundo. Quem morava perto do mar viu Sumé chegando pelas ondas…

Ele entrou pela aldeia e começou a ensinar. Ficou um tempo e quando tudo retornou à ordem natural foi embora.

Ele fez isso em cada aldeia desta terra e foi visto também nos Andes e na Patagônia. Em cada lugar deixou marcas de sua passagem, como impressões de seus pés, mãos e estranhas inscrições nas pedras dos montes, praias e itapébas (lajes).

Em Santos (SP), muito antigamente, existia uma fonte chamada São Tomé (Sumé foi sincretizado com o apóstolo São Tomé) que ficava no cruzamento das avenidas Bernardino de Campos e Floriano Peixoto de hoje. Na laje da fonte natural se encontrava uma marca do pé de Pai Sumé.

Depois que o sábio Pai restabeleceu a tradição perdida, ele voltou ao Toryba (Paraíso Celestial) de onde continua vigiando.

Certos pajés amazônicos contam que ele escondeu alguns segredos no Norte do país. Pai Sumé teria escrito certos símbolos em pedras e as deixou numa espécie de cova no Acre. As inscrições contêm o destino do Brasil e a verdadeira origem dos primeiros habitantes. Alguns pajés conhecem o caminho da cova e zelam pelo lugar.

Na Pajelança, quando queremos a ajuda de Sumé, cantamos e invocamos seu nome. Também jejuamos e usamos a defumação com certas ervas especiais. Nos tempos de hoje, a intervenção de Pai Sumé é muito importante. Estamos desconectados com a Mãe Terra e com nossas almas.

O país está entregue a “demônios estrangeiros” e muitos brasileiros envenenam as águas, matas e lugares onde vivem. Os verdadeiros donos daqui, nossos irmãos indígenas, são dizimados e roubados em nome da modernidade e do lucro.

Uma das maneiras de pedir a ajuda dele é através do Reiki Sumé, que nasceu sob a bandeira de sua herança e dentro da Umbanda. Quando nos colocamos como veículos da energia universal, Pai Sumé nos ajuda a curar e autocurar.

Esta misteriosa oração pode ser usada para saudar a Pai Sumé:

Prece a Sumé (Pajé Avarumã):

“Guardião de nossa pátria, protetor destas terras, purifica onde vivemos de todo o miasma e protege nossos lares dos seres malvados.
Vigia nossas matas, rios, cachoeiras e montes, Sumé!
Guarda nosso povo dos inimigos e exploradores, Grande Pajé!
Tua bênção, que vem do Toryba¹ e do Coaracyguaçú², se espalhe por onde eu caminhar, Tonapa, nosso Pai!”


[1] Toryba: o paraíso ou morada de Tupã, o Deus Criador.
[2] Coaracyguaçú: o grande Sol invisível que fica atrás do nosso Sol visível. Lugar onde vivem os espíritos puros ou encantados dos primeiros tempos.

Por Edmundo Pellizari
Fonte: O Ser Místico







AS TRILHAS DE SUMÉ*


A pintura representa Sumé (Pai Tumé ou São Tomé) descerrando mata adentro o Caminho de Peabirú. Eis um mapa




Na imagem abaixo, uma ramal paranaense do caminho. Mui utilizado por índios, exploradores espanhóis, tropeiros e bandeirantes. Pelos entradas também



Regato que atravessa a ramal catarinense do Peabirú, em São Bento do Sul (SC)



Outro vestígio de Peabirú



No antigo retrato, expedidores saem em busca de Paebirú



* Uma das mais importantes heranças indígenas encontradas pelos colonizadores ao chegar ao Brasil foi, sem dúvida, o Peabirú, uma estrada de mais de 2.500 quilômetros - e com inúmeras rotas secundárias - que ligava o alto dos Andes até o litoral sul brasileiro.

O Peabirú era uma valeta de 1,40 metro de largura e 40 centímetros de profundidade, forrado por uma gramínea que impedia erosões. Os primeiros relatos sobre o caminho datam de 1516 e são envoltos em mistérios e lendas.

Entre eles, a de que o Peabirú fazia parte da Estrada do Sol, construída durante o Império Inca. O seu formato mais largo em relação às outras trilhas existentes em território brasileiro na época reforça a tese dos defensores dessa teoria.

Já os jesuítas acreditavam que ele havia sido construído por São Tomé. Especulações à parte, o fato é que o caminho, ladeado por muitas aldeias de índios guaranis, foi amplamente usado por diversos conquistadores, em diferentes períodos da colonização.

O trecho inicial do Peabirú, chamado de trilha dos tupiniquins, era o único meio conhecido na época de cruzar a Serra do Mar. Passou a ser muito utilizado também pelos jesuítas, principalmente por José de Anchieta, quando estes colocaram em prática o trabalho de catequização dos índios. Por isso, a trilha foi rebatizada como "Caminho do Padre José".

Daqui

Também tem um documentário rolando - "Expedição Peabirú". Parece bem interessante:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Uq8NLm6xsRQ

FONTE: http://zuboski.blogspot.com.br/2009/03/blog-post_17.html


20/08/2012

O XAMANISMO TAMBÉM É PARA AS MULHERES







Existe uma crença equivocada de que os caminhos do xamã são apenas para os homens e que se uma mulher quiser seguir por aí, terá que assumir as características masculinas para tal... Engana-se quem pensa assim.


Para quem assistiu ao desenho da Disney Irmão Urso, verá que os dons de conversar com a natureza pertencem as mulheres xamãs, que são respeitadas e admiradas por seus poderes e competências.


A arte xamânica é a capacidade de traduzir a linguagem da natureza para um saber humano, é como se essas pessoas conhecessem o idioma das plantas, pedras e animais, aproximando a raça humana dos seus irmãos de outras naturezas.

Com certeza, poderemos dizer que o primeiro e mais constante movimento ecológico é o dos xamãs (homens e mulheres), pois eles vem de tempos pré-históricos junto de nossos antepassados.

O poder de uma xamã começa pelo amor e respeito aos seres da natureza, a partir dessa consciência ela deve encontrar um mestre nesse meio (para alguns um animal de poder), que lhe instruirá na linguagem natural e nos conhecimentos das artes de cura e proteção.

Um animal de poder é um espírito elemental, e é parte integrante dos meios naturais, diferente dos espíritos humanos com suas individualidades.

Quando alguém começa os seus primeiros contato com o seu animal de poder ele lhe induzirá a viagens e visões especiais, mostrará o reino das plantas e das pedras, como fabricar seus objetos sagrados e, como procurar sua verdade pessoal nos reinos encantados.

Existem várias linhas de xamanismo que utilizam vários meios para alterar o seu estado de consciência, (sair da racionalidade humana) umas usam os tão conhecidos chás como a aywaska, outras optam por transes induzidos por músicas e danças, havendo também aqueles que usam apenas um tambor no meu caso e no dos participanetes da Universidade do Tarot fazemos uso do tarot e da intuição para descobrir os segredos dos totens espirituais; seja como for, tornar-se um xamã requer uma sintonia fina, um casamento coma a natureza.

Como qualquer atividade humana, as pessoas poderão optar pelo caminho solitário ou encontrar um orientador que a introduzirá na arte.

A sensibilidade feminina é um bom aliado nessa caminhada, bem como a arte do xamanismo é um grande apoio na vida massificada das grandes metrópoles.

Se você se sentir tocada a conhecer a esse mundo mágico, dê seu primeiro passo na seara xamânica da seguinte forma:

1- Procure um lugar tranqüilo dentro ou fora de casa, onde não haverá interrupções de terceiros, deite-se confortavelmente (inclusive podendo se cobrir com uma manta); comece a respirar profunda e pausadamente, até sentir o corpo relaxar. (se preferir, toque uma música que tenha sons da própria natureza)

2- Visualize um cenário em meio a natureza de sua escolha e gosto, preste atenção aos detalhes em todos os lados...tente se ver no ambiente (pode ser que você não se pareça com a imagem atual).

3-Nesse lugar, faça uma dança cerimonial [ você fará isso mentalmente ], toque seu tambor do coração e cante canções vindas da alma. Em breve você sentirá uma presença, não se assuste, continue a dança ou a canção, deixe se aproximar. Quando você visualizar um animal, esse será seu animal de poder.

4-Olhe-o bem dentro dos seus olhos e converse com ele mentalmente, pergunte seu nome mágico e no que ele pode lhe ajudar. Combine uma forma de chamá-lo [ evocá-lo, quando precisar ] e, pergunte se ele deseja algum objeto especial, se tem algum horário especial para contatá-lo, fique atenta as suas instruções.

Pronto! você deu seu primeiro passo na caminhada xamânica. Basta agora você seguir as lições desse mestre e muitas felicidades virão disso, pois a filosofia do xamã é o poder da felicidade.

A seguir alguns exemplos dos poderes de alguns animais de poder: (conforme cada um vai ganhando a confiança deles, eles costumam contar mais deles no seu exercício de poder)

águia: visão espiritual
lobo: coragem
cobra: cura
coruja: saber ancestral
touro: poder/força
beija-flor: acesso a outros mundos
leão: força espiritual
cavalo: iluminação

Podem ser outros os animais, o importante é você vir a conhecê-lo profundamente e aprender com ele as lições da vida.


por: Luiz Mota - 09/02/2010
http://www.universidadedotarot.com.br/universidade.html



ORAÇÃO A WIRACOCHA







Tiqsi Wira Quchá... Qaylla Wira Quchá... Pacha Kamáq, Runa Ruraq!
Fogo dos fundamentos... Fogo que impõe limites...
Princípio do espaço-tempo que faz a realidade dos homens.

Maypim kanki? Maypim kanki? Yayá!
Onde estás? Onde estás? Princípio meu...

Tiqsi Qaylla Wira Quchá!
Fogo que impõe fundamentos e limites

Maypim kanki, hanaq pachapichu, kay pachapichu qaylla pachapichu?
Onde estás? Acima daqui, nas profundezas ou aqui nesse mundo mesmo?

Kay pacha Kamáq, Runa Ruráq!
É tu quem faz a realidade dos homens!

Maypim kanki?
Onde estás?

Uyariway!
Olha por mim!


Oração a CON TICSI WIRACOCHA,
copilado por Guamán Poma de Ayala, em 1600.



16/08/2012

O Mito Wiracocha






APU KON TICSE WIRACOCHA PACHAYACHACHI


Deus uno, criado por si mesmo, imortal, introduzido durante a expansão Wari-Tiwanaco, é o deus principal, criador do Universo e tudo que nele existe: a terra, o sol, os homens, as plantas. Adotava distintas formas, e se acreditava que ele estava em toda parte.

Conta a mitologia que Wiracocha organizou o universo em três mundos relacionados entre sí, em dualidade e harmonia.

No HANAN PACHA, o mundo de acima, habitam os seres celestes, constelações, astros, raios, estrelas, arco-íris, nuvens.

No KAY PACHA, o mundo daqui, convivem os seres terrestres, as montanhas, os lagos, os homens, os animais, as plantas.

No UCHU PACHA, o mundo subterrâneo, vivem os mallquis que são as sementes, os ancestrais enterrados para que na terra nasçam os homens novos. Estes mundos estão relacionados através da Yacumama e Sachamama que os atravessam.

YACUMAMA é o poder das águas e da fecundidade. No mundo de acima é o raio, no mundo terreno é o rio, e no subterrâneo é a serpente.

SACHAMAMA é o poder da fertilidade, que no mundo de acima é o arco-íris, aqui no terrestre é a árvore, e no subterrâneo é a serpente de duas cabeças, uma em cada extremidade.

Entre esse mundo interior, ou subterrâneo, existe uma comunicação física através dos orifícios da terra, covas, crateras, lagoas, denominadas genericamente de PACARINAS, relacionadas à origem dos seres viventes.

Entre o mundo terreno e o celeste, a comunicação se torna ideal. O homem se converte no mediador e intérprete dos mundos.

Wiracocha é o arquétipo da ordem do universo no homem.


Fonte:
http://xamanismolegadodenossosancestrais.blogspot.com


Wonderfull Chill Out Music Love Session on Amazing







http://www.youtube.com/watch?v=dEk0bamXv6k&feature=related



03/08/2012

A Grande serpente emplumada







Os astecas acreditavam que viviam sob o sol de Quetzalcoatl, o deus Serpente Emplumada, Deus da Criação, da aprendizagem e do vento. O sol se move levado por sua respiração. Quando os guerreiros morrem, suas almas se transformam em raras aves emplumadas e voam para o sol.

Quetzalcoatl era o Rei da Cidade dos Deuses. Era totalmente puro, inocente e bom. Nenhuma tarefa era humilde demais para ele. Ele até varria os caminhos para os deuses da chuva, para que eles pudessem chegar a fazer chover.

Seu irmão esperto era Tezcatlipoca, o Deus dos guerreiros, do céu noturno e do raio. Seu nome significa "espelho de fumaça" e vem do espelho mágico no qual ele podia ver tudo e ler o pensamento dos outros.

Tezcatlipoca ficava furioso com tanta bondade e perfeição de seu irmão. Com alguns amigos decidiu pregar uma peça em Quetzalcoatl e transformá-lo em um velhaco preocupado apenas com seu prazer. "Vamos dar a ele um corpo e cabeça humanos", disse. E mostraram a Quetzalcoatl seus novos traços em um espelho de fumaça.

Quando Quetzalcoatl olhou no espelho e viu sua face, foi possuído por todos os desejos terrenos que afligiam a humanidade. Gritou de horror. "Já não posso mais ser rei. Não posso aparecer assim diante do meu povo".

Ele chamou o coiote Xolotl, o deus asteca da estrela da noite; seu nome significa "gêmeo", e muitas vezes ele é chamado de duplo de Quetzalcoatl. O coiote lhe fez um manto de plumas verdes, vermelhas e brancas do pássaro Quetzal. Também fez uma máscara turquesa, uma peruca e uma barba de penas azuis e vermelhas. Pintou de vermelho os lábios do rei, de amarelo sua testa e pintou seus dentes para que parecessem os de uma serpente. E assim Quetzalcoatl ficou disfarçado de serpente emplumada.

Mas Tezcatlipoca tinha pensado em uma nova peça para pregar em seu irmão. Ofereceu-lhe vinho, dizendo que era uma poção para curar seu problema. Quetzalcoatl, que nunca havia bebido álcool antes, ficou bêbado. Quando já estava em estupor, Tezcatlipoca persuadiu-o a fazer amor com sua própria irmã, Quetzalpetatl.

Quando Quetzalcoatl acordou, ficou amargamente envergonhado com o que tinha feito. "Este é um mau dia", disse e resolveu morrer. Quetzalcoatl ordenou a seus servos que fizessem uma caixa de pedra, e ficou dentro dela quatro dias. Depois se levantou e pediu aos servos para encher a caixa com todos os seus maiores tesouros e depois selá-la.

Foi até o mar e lá colocou seu manto de plumas de Quetzal e sua máscara de turquesa. E pôs fogo em si mesmo e queimou até que só restassem cinzas na praia. Dessas cinzas, aves raras se levantaram e voaram para o céu.

Quando Quetzalcoatl morreu, a aurora não se levantou por quatro dias, pois ele tinha descido para a terra dos mortos com seu duplo, Xolotl, para ver seu pai, Mictlantecuhtli. Ele disse a seu pai, o Senhor dos Mortos, "Vim buscar os preciosos ossos que o senhor tem aqui para povoar a Terra".

E o Senhor dos Mortos respondeu: "Está bem".

Quetzalcoatl e Xolotl pegaram os ossos preciosos e voltaram à terra dos vivos. Quando a aurora se levantou outra vez, Quetzalcoatl borrifou seu sangue sobre os ossos e deu-lhes vida. Os ossos se transformaram nas primeiras pessoas.

Quetzalcoatl ensinou à Humanidade muitas coisas importantes. Ele encontrou o milho, que as formigas tinham escondido, e roubou um grão para dar ao povo que tinha criado para que eles pudessem cultivar seu próprio alimento.

Ensinou-lhes a polir o jade, a tecer e a fazer mosaicos. O melhor de tudo, ensinou-lhes a medir o tempo e a entender as estrelas, e distribuiu o curso do ano e das estações.

Finalmente, chegou o tempo de Quetzalcoatl deixar os humanos cuidarem-se de si mesmos. Quando a aurora surgiu, no céu apareceu a estrela Quetzalcoatl, que conhecemos como Vênus. Por essa razão, Quetzalcoatl é conhecido como o Senhor da Aurora. Alguns dizem que Quetzalcoatl partiu para o leste em uma jangada de serpentes e um dia retornará.

Kukulcán era a versão maia do deus asteca Quetzalcóatl, a serpente emplumada.

Para os maias "kukul" significa sagrado ou divino e "can" significa serpente.

Para alguns pesquisadores este Deus (o mesmo Quetzalcoatl dos astecas) provém da cultura tolteca, para outros provém da cultura olmeca.

Em todo caso sua origem é muito anterior aos maias e esta presente em toda a América Central, inclusive os incas o cultuava também.

Entre os restos arqueológicos de Chichen Itza se lhe pode observar como uma serpente que desce nos vértices do edifício em forma de colunas de ar durante os dois solstícios.

Foi uma deidade rapidamente assimilada pela aristocracia, apesar de que tenha se incorporado ao panteão maia em uma época tardia. Aparece como uma das divindades criadoras sob o nome de Gucumatz, e como deidade dos ventos com o nome de Ehecatl na esteira 19 de Ceibal. Em Chichen Itza foi conhecido como o "Estrela d'Alva".

É a deidade que mais freqüentemente aparece nos manuscritos do Códice de Dresden e outros. Tem o nariz comprido e truncado, como o de um tapir, e nele se encontram todos e cada um dos signos de um deus dos elementos.

Caminha sobre a água, maneja tochas ardentes e se senta na árvore cruciforme dos quatro ventos que com tanta freqüência aparece nos mitos americanos. Evidentemente é um deus do cultivo e herói, já que se lhe vê plantando milho, levando ferramentas e continuando uma viagem, feito com que estabelece sua conexão solar.

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O último chefe azteca, Montezuma, usava como enfeite um Toucado de Penas do pássaro Quetzal. Em 1519, ele deu este toucado ao aventureiro espanhol, Cortez, pensando que era Quetzalcoatl que havia retornado ( Porque segundo fontes incertas e tradições orais, uma das representações deste deus é um homem branco, barbado e de olhos claros. Há também, uma corrente ocultista que afirma que um Ser de alta hierarquia veio para a Mesoamérica liderar a implantação denovos planos de evolução e que, esse Ser é o mesmo qu encarnou como Jesus na palestina ).





( Há ainda toda uma religião com igreja e tudo dedicada a Ele como Cisto. Confira no link: http://iglesiadequetzalcoatl.blogspot.com.br/ )





Dois anos mais tarde, o Império é conquistado pela Espanha, sob liderança de Cortez.