.OKEY CABOCLO!

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OKEY CABOCLO!

02/08/2016

“E porque as coisas são deste jeito? "






“E porque as coisas são deste jeito?

Porque somos ignorantes. Devido à nossa ignorância, tudo que experimentamos vem acompanhado de pensamentos extremamente limitados. Portanto não acontece simplesmente por azar. Esse é um conceito errado.

Assim, insisto novamente que qualquer prazer e qualquer dor tem uma causa, tem uma causa principal. E o mesmo ocorre com nosso redor. Não há nada que aconteça sem uma causa.

Se pensas que todas as sensações felizes ou infelizes acontecem simplesmente por casualidade, sem serem causadas por uma energia que existe em nosso interior, então estás sustentando um conceito errado com o qual não há possibilidade de crescer, não há possibilidade de compreender, porque estás ignorando a causa.

Ignoras as causas que produzem estes resultados. Estás ignorando a relação interdependente de tudo com tua própria consciência”.

"A mácula que deve ser temida é a mácula da ignorância. Um homem não pode esperar purificar o corpo ou a mente, sem que antes seja removida a ignorância."  (Lama Yeshe)

[ Mas...]

"O ser humano é capaz de superar o que lhe causa horror e ainda é capaz de olhá-lo de frente: graças a isso, escapa ao estranho desconhecimento de si mesmo — que até agora o vem caracterizando".

(George Bataille)


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01/08/2016

REFLEXÃO






"Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito.

Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas do momento (...) Platão, Confúcio, o Buda, Goethe e outros, que falam dos valores eternos, que têm a ver com o centro de nossas vidas.

Quando um dia você ficar velho e, tendo as necessidades imediatas todas atendidas, então se voltar para a vida interior, aí bem, se você não souber onde está ou o que é esse centro, você vai sofrer".


Joseph Campbell

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28/07/2016

CULPADO OU INOCENTE?






Conta-se na antiga lenda, que um homem bom foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.

Na verdade, o autor do crime era pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento as autoridades procuraram um "bode expiatório" para acobertar o assassino.

O homem foi levado ao falso julgamento, já sabendo do resultado: a forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que não teria qualquer chance de sair vivo desta história.

O juiz, cujo acerto era condenar o pobre homem, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que este provasse sua inocência:

- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos dos deuses: vou escrever num pedaço de papel a palavra inocente e no outro pedaço a palavra culpado.

Você sorteará um dos papéis e aquele que você pegou terá seu veredicto. Os deuses nos revelarão a verdade e nos ajudarão a decidir seu destino: a liberdade ou a morte - determinou o juiz.

Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu 
culpado, de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado escapar da acusação e da morte. Não havia mínima chance disso.

O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um.

O homem pensou alguns segundos, aproximou-se da mesa, pegou um dos papéis e inesperadamente o colocou na boca e engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram surpresos com a atitude do homem.

- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber o seu veredicto?- bradou o juiz.

- É muito fácil - respondeu o homem

- Abram o outro e saberemos o que engoli...

O acusado foi liberado.

(autoria desconhecida)

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Nota: O desespero diante das dificuldades nos dificulta ou no impede de ver com clareza os fatos e ter "presença de espírito" para obter soluções criativas e inesperadas para enfrentar os dilemas que eventualmente nos surpreendem.

Em qualquer situação, especialmente as mais criticas é preciso ter calma e paciência para enxergar oportunidades onde aparentemente elas não existem.


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26/07/2016

Os 4 tipos de luto que enfrentamos






Nós, seres humanos, vivemos a vida nos ligando emocionalmente a pessoas que, quando nos abandonam, nos fazem mergulhar em um doloroso luto.

O luto é um sentimento de dor, um sentimento que surge quando essa pessoa se foi e em nosso interior começa uma batalha de quero, mas não posso.

“Toda perda do passado sem encerramento se transforma em um peso que não me deixa alçar voo, que não me permite avançar.”
-Bernardo Stamateas-



A realidade da perda

Quando estamos mergulhados em uma perda profunda, percebemos que é muito difícil sair dela. Para começar, provavelmente teremos que lidar com uma batalha interna: uma parte aceita a perda, mas outra se nega a aceitá-la.

Isto é algo completamente normal, algo que devemos entender e devemos compreender. Nunca se culpe por isso, nem se sinta mal. A reação que você está tendo é totalmente normal e os altos e baixos constituem uma característica do luto.

Há dias em que você pode sentir que avança e outros em que você caminha um pouco para trás; o importante é o seu progresso em termos gerais.

“Não confunda sofrimento com amor, nem superar a dor com esquecimento…”
-Margarita Rojas-


Agora que já sabemos o que é o luto, é preciso conhecer os diferentes tipos que existem.

Saber isto permitirá que nos analisemos se já passamos por alguma perda, se no futuro tivermos que enfrentá-lo ou se você tiver a oportunidade de ajudar a alguém que esteja passando por ele. Desta forma, compreenderemos melhor o que está nos acontecendo, o aceitaremos e assim poderemos superá-lo.


1. O luto patológico

No luto patológico a parte da aceitação da perda não ocorre em momento algum. Está presente apenas a negação frente à mesma.

Na mente da pessoa que está padecendo este tipo de luto, entram em funcionamento certos mecanismos que a protegem desta realidade que tanto dói.

É como se a pessoa tivesse criado uma espécie de terreno fantasma sobre o qual caminha pelo abismo, sem pagar o preço da queda, mas também sem conseguir voltar à terra firme.

“Aguentar não fecha as perdas.”
-Bernardo Stamateas-


Na sua mente aparecem frases como “aqui não aconteceu nada”, “nada mudou”, etc.. Isto só faz com que a dor se apodere dela, mas, pouco a pouco, como a chuva que penetra nos ossos.


2. Negação do luto

Parece semelhante ao anterior, mas não tem nada a ver. Na negação, a pessoa mergulhada no luto não consegue expressar o que sente, o que lhe provoca um intenso mal-estar.

Engolir e reprimir nunca foi bom. Às vezes chorar permite que nos libertemos de tudo isso que está nos fazendo mal.

“Não se permitir sentir verdadeiramente o que você está passando acabará por machucar o seu corpo e a sua alma.”
-Bernardo Stamateas-


Este tipo de luto surge nas pessoas que consideram que chorar ou sofrer lhes fará mostrar as suas fraquezas perante os outros. É por isso que guardam tudo para si mesmas… até que não aguentam mais e explodem de uma forma totalmente imprevisível e normalmente descontrolada.


3. Luto intensificado

No luto intensificado, a pessoa que o passa solta tudo o que carrega dentro de si, sem reprimir absolutamente nada. Pode acontecer de chorar, gritar, expressar a sua raiva…

Pode parecer benéfico, mas tal expressão de dor, que se vive talvez de uma forma mais profunda, às vezes faz com que estas pessoas caiam em uma depressão.

A gente não se acaba porque cai, cai porque está já destroçado.

É bom expressar o que sentimos, mas escolhendo a forma e o canal adequado. Também não faz sentido procurar uma diversão dentro do próprio sofrimento, em forma de expiação de culpa.


4. Luto ambíguo

O luto ambíguo se dá sempre que se desconhece se a pessoa que amamos de fato morreu ou não. Costuma acontecer com pessoas desaparecidas, sequestradas, etc.

É um tipo de luto também conhecido como “luto congelado”, já que se mantém na incerteza, à espera de notícias. A sensação de não compreender o que acontece, e não saber de nada, faz que talvez seja o pior tipo de luto que se possa padecer, até que se tenha notícias…

“Seja qual for o luto que você decida ter, é preciso aprender que a dor não é um estado e sim um processo. Precisamos contar com o lugar e o tempo para poder viver essa dor, para que, ao fazê-lo, tenhamos nos reconciliado com a vida.”
-Bernardo Stamateas-


Nenhum de nós está livre do terrível luto. É algo pelo qual todos nós passamos em algum momento das nossas vidas. O luto é uma situação dolorosa, mas também de superação.

Conhecer estes lutos permitirá entender o que você está passando e abrirá os seus olhos para um futuro de maior esperança. É normal sofrer, mas todas as tempestades passarão… e você, antes do que imagina, voltará a seguir em frente.

Por: Valéria Amado
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ORAÇÃO A MÃE NANÃ BURUQUÊ






Divina Mãe Nanã,
Senhora das águas calmas dos lagos,
Aquieta os corações dos Teus filhos
Que andam aflitos,
Ensinando-nos a paciência,
A buscar a perseverança
E a saber esperar a Luz do amanhã.

Mãe,
Estende sobre nós
O Teu Manto Sagrado de água e terra
Que recolhe todas as impurezas
E as nossas angústias e tristezas;
Purifica e transmuta os nossos sentimentos
E os mais íntimos pensamentos
Que teimam em se esconder da razão,
Criando pântanos escuros em nosso coração.

Que as Tuas águas calmas
Lavem mesmo as nossas almas,
O nosso íntimo, o nosso querer mais escondido;
E decantem tudo o que não seja da Luz,
Despertando todos os aflitos
Pela Magia Sagrada do Mistério da Cruz.

Senhora,
Leva-nos de volta ao caminho do Pai Criador
Hoje mesmo, ainda agora,
Com o Teu Poder Divino Transformador,
Para que todos sintam e saibam
Da Pureza do Teu Divino Amor.

Mãe Sagrada, Mãe Divina,
Caminha conosco, Nanã,
Ensinando-nos a apenas caminhar
Passo a passo,
Dia após dia,
Como Pai Joaquim e Vovó Catarina,
Como todos os Vovôs e Vovós;
Para que, na Bênção do Teu abraço
E sob a Luz da Tua guia
Nunca estejamos sós.

Saluba, Nanã!
Salve o Teu Poder,
Salve a Tua calma,
Salve o Teu passo sereno,
Salve a Força dos Teus Lagos!
Salve o Mistério Supremo
Dos Teus silêncios e afagos!


✭ Inscreva-se no Canal e ouça a oração falada: https://www.youtube.com/user/alancasadelei…

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- Saluba, Nanã!

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24/07/2016

PÉ DE VENTO






Minha mãe dizia que o vento era leve – como paina que vira travesseiro para os sonhos – e que carregava os medos e os sonhos maus.

Era coisa para se apaixonar esse tal de vento.

Um dia, eu quis aprisioná-lo. Só para mim…Leveza era bom ter guardada para as horas difíceis.

Peguei uma garrafa e coloquei no meu quintal – no meu quintal, tinha um pé de vento – e fiquei horas ali a esperar que o vento entrasse garrafa adentro.

Foi quando minha mãe percebeu minha intenção e disse que vento era para ser livre. Tinha de percorrer lugares, levantar saias das meninas e só assim o vento tinha razão de ser.

Minha mãe, em seu estado de fé, me disse que o vento era o Espírito Santo e quando eu quisesse que ele aparecesse, bastava assoviar.

Era uma mandinga para fazer ventar. E ainda por cima, cultivar a fé na leveza da alma.

Tem sido assim meus dias.

Todos os dias, quando acordo, a primeira coisa que faço é ir ao meu pé de vento. Assovio e o dia ganha a magia da leveza, por mais que as coisas aconteçam contrário ao que tenho vontade, quando vejo as folhas dançando ao som do vento, percebo ali uma força maior.

Que ganha imensidão, viaja e chega até a mim como cisco voador.

Nas janelas, os mensageiros do vento diz que é impossível controlar o que é livre ,e se um dia quiser controlar a liberdade vá ao centro do quintal, assovie e achará o caminho do paraíso.


Mariana Gouveia

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22/07/2016

Amai-vos...






Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.

Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.

Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.

Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos, e sede alegres,
mas deixai cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira são separadas e,
no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.

Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.

E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.

Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.

E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro.


Gibran Kahlil Gibran 

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