.OKEY CABOCLO!

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OKEY CABOCLO!

25/10/2013

Tamandanaré e Pedra Menina Mística, A Lenda.






TAMANDANARÉ era o patriarca da tribo Puri, e vivia no litoral de nosso Estado. Certo dia recebeu as ordens de Rudá, o Deus do Amor, que haveria uma grande catástrofe ecológica cíclica. 


A ordem dizia que ele subisse as montanhas para salvar seu povo, pois esse teria a responsabilidade de povoar a terra. 

Obedecendo as ordens de Rudá, TAMAMDANARÉ abandonou o litoral foi junto com sua tribo se instalar nas montanhas da Serra do Caparaó, alojando-se na região mais elevada, donde se pode ver o mundo ou os largos horizontes dele, e observar o despontar do sol.

TAMANDANARÉ teve muitos filhos, e entre eles, uma menina linda morena, de cabelos negros como a Graúna, de rosto redondo, dentes brancos como cristais, com um sorriso encantava a todos.



(Rudá, o Deus do Amor)

A tribo estava crescendo. Todos respeitavam a natureza e suas forças místicas, assim como suas divindades.

RUDÁ, o deus do amor, era a divindade mais cultuada cuja missão era manter o amor nos corações dos homens, fazê-los sempre voltar para a tribo, depois de suas longas e repetidas peregrinações, despertar a saudade de seu povo.

Os elementos da natureza também eram considerados divinos.

Ibi, a Terra;
Ybyty, o Ar, o Vento;
Tátá, o Fogo;
Ig, a Água.


O deus RUDÁ tinha também a seu serviço uma Guerreira fiel, a Cobra de Fogo (Boitatá). Um ser metade mulher, metade serpente, que assumia a forma de cobra para andar pelas matas sempre zelando pela natureza devorando ou transformando em “árvores andantes" (espíritos que ficam vagando). .





(Cobra de Fogo ou Boitatá - Metade Guerreira e a outra metade Cobra)



A Tribo possuía um Xamã, SUMÉ, que lhes ensinara a harmonia entre os índios e a natureza, e a cultivar mandioca. Conta a lenda que Sumé após ter passado todos os ensinamentos para o povo Purí desapareceu. Dizem que ele retornou mais tarde para o litoral e desapareceu, indo para além mar, e que por onde ele passou deixou impressa, nas rochas mais duras, a planta de seus pés sagrados, para que se algum índio se encontrasse perdido no caminho, era só seguir seus passos.



(Sumé, o Xamã)


Conta a Lenda que certa feita homens estranhos (Brancos) apareceram na Serra, próximo a aldeia. E estes queriam fazer dos índios seus escravos. Tamandanaré pediu a Rudá que os auxiliasse, pois não possuía armas para defender seu povo.

RUDÁ com seu poder divino, usando de meios naturais para servir de exemplo, quando os invasores tentaram penetrar na aldeia, não conseguiram, pois a mesma estava cercada por trincheiras de paus tortos para vedar a passagem (Caparaó) e por traçados de cordas (Samambaia). Com a derrota dos descontentes, tudo voltou à normalidade.

Um dia, em um dos pontos mais altos da serra, apareceu um objeto brilhante, semelhante a um disco, vibrando sons encantadores, deixando a comunidade em êxtase. Abriram-se as comportas do estranho objeto, descendo figuras vultosas deixando toda a tribo impressionada, e estes seres procuraram estabelecer contato com Tamadanaré, que os acolheu e os recebeu em sua Oca.

Os visitantes ficaram impressionados com a beleza das mulheres, principalmente a menina de cabelos longos e negros, a filha mais nova de Tamandanaré, um deles tentava seduzi-la.



(pedido da Menina)


Opondo-se ao assédio, para não quebrar seu juramento de fidelidade a Rudá, já que prometeu manter sua virgindade em devoção ao deus, se embrenhou pelas matas, sendo perseguida por um dos visitantes, e ela já sem forças, pediu a RUDÁ, sua proteção, e que não fosse tomada de presa, fosse transformada em pedra para manter-se fiel ao seu juramento.




(Pedra Menina Mística)


RUDÁ, atendendo ao pedido, transformou-a na "PEDRA MENINA".


Os perseguidores da menina, tendo ferido a hospitalidade, foram abandonados por seus companheiros em terra e se perderam nas matas. Como castigo, foram devorados pela Cobra de Fogo que os transformou em ÁRVORES ANDANTES, continuando a vagar pelas matas assombrando os caçadores.




(A Ira de Boitatá)



Fonte:Arquivo pessoal de Hudson Giovanni
XamãTursimo© 2010 Todos os direitos reservados


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A DANÇA DO SOL








As tribos nômades das grandes planícies da América do Norte tem uma sociedade menos complexa que a dos agricultores e edificadores do Mississipi, cuja civilização era, aparentemente, influenciada pelas culturas da América Central, embora prestassem atenção as estações e ciclos naturais.

Poucas tribos, como a Skidi Pawnee, apesar de manter tradições elaboradas relacionadas às estrelas e cerimônias temporais de acordo com o movimento sazonal das constelações, parecem ter se interessado menos pelos solstícios.

A maior parte das tribos, do Texas ao Canadá, do Mississipi às Montanhas Rochosas, particularmente a Nação Sioux, participam de uma cerimônia comum - a DANÇA DO SOL, tradicionalmente comemorada no período da lua cheia mais próxima do solstício de verão.

Nesta ocasião, as pessoas acampam em círculos ao redor de uma árvore de algodão - a coluna do Sol - e constróem um pavilhão circular, o Pavilhão da Dança do Sol, com 28 colunas.

A coluna central representa WAKAN-TANKA, o centro de todas as coisas. A entrada é orientada para o leste, na direção do nascer do Sol no equinócio.

A cerimônia completa demora dezesseis dias: oito de preparação, quatro de realização e quatro de abstinência. Trata-se de um período de renovação, cura, purificação e oração.

O propósito que têm ao realizar a Dança do Sol é a renovação de seu povo e de seu mundo. O período em que se realiza o rito, na metade do verão, quando o Sol está mais alto no céu e os dias são mais longos, é muito importante.

Thomas Mails, pastor luterano, que escreveu muito sobre as tradições espirituais dos nativos norte-americanos, descreve o ponto alto dessa cerimônia:





"Quando a Dança do Sol é realizada corretamente, no último dia e algumas vezes por outros dias, cada um daqueles homens é perfurado por dois espetos de madeira (algumas vezes, garras de águia) colocados sob a pele do tórax. Então, estes espetos são presos a uma corda resistente e a outra ponta desta corta é amarrada na Coluna do Sol. Os homens, em um círculo em volta da Coluna do Sol, vão para frente quatro vezes, rezando e tocando a coluna, e depois jogam-se para trás com força, até que os espetos se quebrem ou saiam da pele. Um método alternativo é colocar dois espetos sob a pele da parte superior da omoplata. Estes espetos são, então, amarrados às cabeças de grandes búfalos por tiras de couro. Os animais são arrastados ao redor do círculo até que o peso deles solte ou quebre os espetos."



É difícil para nós entendermos a importância cerimonial da dor e do auto-sacrifício no contexto dessas culturas nativas. Europeus e norte-americanos tendem a negar ou evitar o sofrimento e a morte a todo custo. No entanto, para os índios, estes são fatores essenciais da roda da vida. Não hás vida sem sacrifício, dor e morte.

A Dança do Sol é uma oportunidade de agradecimento e renovação, e o sacrifício da carne reafirma este profundo comprometimento.

Os indios Witchita, do Kansas, construíam suas vilas ao redor do Círculo do Conselho, que consistia de uma colina central rodeada por uma vala em forma elíptica.

O arqueólogo Waldo Wedel, do Instituto Smithsonian, investigou três desses círculos localizados em Rice County, em 1967, e descobriu que são equivalentes: estão distantes um do outro cerca de 1,5 km e os traçados de ligação de um ao outro estão alinhados com o nascer do sol no solstício de verão e com o pôr-do-sol no solstício de inverno.

Wedel notou, também, que um dos círculos, chamado Hayes, tem o eixo maior voltado para a direção do nascer do sol no solstício de verão. O eixo do outro círculo, chamado Tobias, foi posicionado na direção do pôr-do-sol no solstício de verão.

Mais distante, na direção oeste, ao longo da face oriental das cadeias rochosass, estendendo-se do norte do Colorado ao Canadá, localizam-se o restante de 50 círculos de pedras, conhecidos como Roda de Cura. Cada um deles é composto por pequenas rochas e está centralizado em uma pilha de rochas. A maior parte das rodas são radiadas, e, em muitos casos, os raios são orientados de acordo com posicionamentos astronômicos.

O círcuclo mais bem estudado até agora foi o Bighorn Medicine, localizado na montanha Medicine, perto de Sheridan, em Wyoming, que incorpora o nascente e o poente no solstício de verão e também dois alinhamentos estrelares.

O círculo Fort Smith Medicine localiza-se na Reserva Crow Indian, ao sul de Montana, cujo raio mais longo aponta na direçao do nascer do sol no solstício de verão. Já a roda chamada Moose Mountain Medicine, localizada em Saskatchewan, assinala o mesmo evento celestial que a roda Bighorn.

Aroda Bighorn Medicine tem 28 raios, o mesmo número de colunas do tradicional pavilhão da Dança do Sol.





É difícil precisar a data da construção dessas rodas de cura, bem como quem foram seus construtores ou para que eram usadas. No entanto, parece que estão relacionadas aos rito sazonais como a Dança do Sol, na qual se reuniam tribos de diferentes lugares para vários dias de celebração, cerimônias e orações dirigidas ao Sol e aos Espíritos.


Baseado no texto de Richard Heinberg



Preciso dizer o que sinto








Minhas crises cotidianas… Crises inesperadas: Situações inesperadas podem acontecer, claro, ainda que muitas delas possam ser evitadas com um pequeno exercício de previsão, mas isso é outra história.

Muitas vezes, uma crise se instala em nossa vida de repente, provocada por forças que não podemos controlar.

Que atire a primeira pedra quem nunca viveu uma crise financeira, profissional, de saúde, ou mesmo emocional.

E levante a mão aquele que não se revoltou enquanto vivia a crise, e que não sentiu que ficou melhor que antes, depois que ela passou.

A crise exige tudo de nós, libera as forças que estavam adormecidas e nos aprimora imensamente.

Uma crise pode tornar a pessoa melhor, acredite. Aliás, saiba que ninguém será julgado pelas crises que teve – pois elas são inesperadas –, e sim por como você reagiu a elas.


Ocupa-te do reino do coração e o resto te chegará






O conselho definitivo de Claudio Naranjo

O que seria “ocupar-se do reino do coração“ É uma expressão espiritualmente profunda e deve ser vista com bons olhos e grandes aspirações por muita gente, mas realmente o que significa? 


Se eu quiser sair desta tela agora e ir “me ocupar do reino do coração”, o que eu faria? Como me comportaria, o que sentiria? Há algo que eu deva fazer?

A pergunta do jornalista Victor Manuel Amela, do jornal espanhol La Vanguardia, foi a última de uma entrevista concedida em janeiro de 2012 pelo médico psiquiatra chileno e fundador do SAT Claudio Naranjo ao jornal de Barcelona, em estilo curto, quase pingue-pongue: “Um conselho definitivo”? Ao que Naranjo respondeu:“Ocupa-te do reino do coração e o resto te chegará por consequência”.

Claudio Naranjo deu uma pista na entrevista, ao responder sobre a saída para a educação.


“Integrar intelecto, amor e instinto, nossos três cérebros. Abraçar os três de verdade: neste momento, o intelecto eclipsou o amor e demonizou o instinto”.


Não tenho intenção de dar uma definição precisa e conclusiva a respeito, apenas de suscitar a percepção de algo que seja verdadeiramente ocupar-se do reino do coração.

E talvez com isso desconfundir, deixar de perceber isso como uma coisa que não é – um tipo de bondade, uma felicidade auto-imposta, um conceito de amar – e ocupar-se mais de fato do que é. Nesse sentido, é muito útil uma frase citada pelo poeta Ralph Waldo Emerson:

“Não procure fora de você” (do latim “Ne te quaesiveris extra”).

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Abaixo, uma parte traduzida da entrevista:

Você chegou a conhecer perfeitamente a si mesmo?

No centro da cebola, se vais tirando cascas e mais cascas, não há semente, não há nada!

O que significa isso?

Que a única coisa que existe são os outros. Antes eu me isolava em minha torre de marfim, mas hoje vejo os problemas do mundo…

Quais são?

Todos derivam de uma estrutura patriarcal profunda, de modo que todos se diluiriam se educássemos as crianças de outra maneira.

Como, exatamente?
Integrando intelecto, corpo, emoções e espírito, para sermos mais amorosos, mais livres: mais sábios. Mas para isso é fundamental primeiro que eduquemos os educadores.

Temos uma educação não-amorosa?

Intelectual demais, institucional, individualista, patriarcal e pouco humanística. Nossa sociedade segue sendo machista e depredadora. Já dizia Cícero: “Cada senador é sábio, mas o Senado é um idiota”.

Solução?

Integrar intelecto, amor e instinto, nossos três cérebros. Abraçar os três de verdade: neste momento, o intelecto eclipsou o amor e demonizou o instinto.

Devo deixar-me levar por meu instinto?

Se ele te arrasta, não és livre; trata de te aliar ao teu instinto.

Que paixão domina o mundo hoje?

A vaidade. Se expressa na pulsão pelo sucesso econômico, pela supremacia tecnológica, pela confusão entre valor e preço…

Para onde caminha o mundo?

Muitos são os chamados…, mas muitos também são os surdos. Há um pulsão de transformação certa, mas para por acender a luz e ver em tua própria escuridão.

E seu chegar a acendê-la, o que verei?

Saberá tudo que está pulsando, que tudo vibra… Se buscas o eu, acabarás esbarrando com a ausência do eu; o transformador é sentir o ser. Se isso acontece, terás dias piores ou melhores, mas recordarás o sabor do ser.

Um conselho definitivo?


Ocupa-te do reino do coração e o resto te chegará por consequência.

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[Claudio Naranjo em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia, publicada em 17 de janeiro de 2012: “Ocúpate del reino del corazón, y lo demás te llegará“]
Fonte: Entrevista completa site La Vanguardia

24/10/2013

Declaração de Intenções








Estou aqui para amar a mim mesma
Estou aqui para restabelecer uma relação de delicadeza e gentileza comigo mesma
Como eu faço isso por mim mesma, eu faço isso para os outros.

Estou aqui para redescobrir que nasci livre de culpa
Eu sou digna e completa
Como eu vejo isso em mim, eu vejo isso nos outros.

Estou disposta a abrir mão de quem eu pensei que eu deveria ser
Estou disposta a entrar na aventura de quem eu realmente sou.

Estou disposta a acender as lanternas de amor próprio
Para que eu possa ver minha beleza interior, a minha inocência original
e presentes originais
Como eu descubro isso em mim, eu descobri-los em todos os outros.

Estou aqui para saber a verdade
Eu sou uma filha do Amor Divino, nascida à imagem e semelhança de meu Criador
Ao ver meu o Divino em mim, eu vejo o Divino em todos os outros.


* Arte de Boris Indrikov

MULHERES PÁSSAROS







Era uma vez,
Quando as mulheres eram pássaros,
Houve o simples entendimento
Que ao cantar ao amanhecer
E cantar ao entardecer
Era para curar o mundo através da alegria.
As aves ainda se lembra o que esquecemos,
Que o mundo é para ser comemorado.


- Terry Tempest Williams, quando as mulheres foram Birds
Arte por Ed Org




Once upon a time,
When women were birds,
There was the simple understanding
That to sing at dawn
And to sing at dusk
Was to heal the world through joy.
The birds still remember what we have forgotten,
That the world is meant to be celebrated.


- Terry Tempest Williams, When Women Were Birds
Art by Ed Org


ASSISTAM!!!!








Como seria, para você, o mundo se você soubesse que você faz parte de uma experiência cientifica? Da sua própria experiência!

Somos nós os responsáveis por modificar o nosso mundo.

Temos o poder de transformar este mundo em um lugar melhor e com isso oferecer algo melhor aos outros.
Mas, o que fazemos?

Por favor, abra seus olhos, acorde deste sono profundo em que você esta.

Aquele(a) (s) que a tanto tempo esperamos que apareça, somos nós mesmos.

Mudem o mundo a partir de si mesmo(a).

Deixe a ilusão de achar que tudo que esta acontecendo é culpa de alguém.
Não existe julgamentos a se fazer, apenas deixe o AMOR fluir em seu coração.

Reflita...!


ASSISTA, E ENTENDA!!!!
https://www.youtube.com/watch?v=NZIVRq-oNN4#t=181