.OKEY CABOCLO!

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OKEY CABOCLO!

30/07/2012

Yara







_Yara vem de Yanomanis.

Os yanomanis são as Tribos Índigenas mais conservadores e prímitivos em seus constumes e com várias lendas.

Para a Jurema Sagrada Catimbo e outras seguimentos do espiritismo a Yara manifesta como uma Cabocla.

No Tambor de Mina Gege e Nago todos os encantados e chamados de caboclo.

Sendo assim Yara é uma índia encantada das águas e que se apresenta na forma de uma sereia.

No Reino das Águas Claras ou Reino de Rio Verde se localiza no final do Rio Amazônas nas mediações da Ilha do Marajo, onde e o final de todos os afluentes.

Veja na História do Caboclo Solimões, Caboclo Rio Negro, Caboclo Rio Verde que o encantamento do Rio Amazonas, Caboclo Rio Mar e ou Caboclo Maresia que o encantado do Mar Doce que vai do Grão Pará ao Amapá.

Neste Reinado das Águas Claras e ou Reino de Rio Verde tendo como sua Rainha Aurora, e ligado a ele o Príncipe Fleximar, Princesa Flora, Princesa Yara, Marinheiros, as Meninas das Saia Verde, Príncipe Boto, podemos afirmar que um reinado de personagem lendarias do amazonas pois foram índios que se encantarão em vida que seus corpos sumiu na natureza encantando-se.

Juremeiro Neto

Consagrado para o Príncipe das Águas Claras Pajé Rio Verde





Lenda da Iara

Origem da lenda da sereia, personagem do folclore brasileiro, lenda da região amazônica, características : uma lenda de origem indígena

Introdução


→Também conhecida como a “mãe das águas”, Iara é uma personagem do folclore brasileiro.

→De acordo com a lenda, de origem indígena, Iara é uma sereia (corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo) morena de cabelos negros e olhos castanhos.

→A lenda conta que a linda sereia fica nos rios do norte do país, onde costuma viver.

→Nas pedras das encostas, costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto.

→As vítimas costumam seguir Iara até o fundo dos rios, local de onde nunca mais voltam.

→Os poucos que conseguem voltar acabam ficando loucos em função dos encantamentos da sereia.

→Neste caso, conta a lenda, somente um ritual realizado por um pajé (chefe religioso indígena, curandeiro) pode livrar o homem do feitiço.

Origem da personagem

→Contam os índios da região amazônica que Iara era uma excelente índia guerreira.

→Os irmãos tinham ciúmes dela, pois o pai a elogiava muito. Certo dia, os irmãos resolveram matar Iara.

→Porém, ela ouviu o plano e resolveu matar os irmãos, como forma de defesa.

→Após ter feito isso, Iara fugiu para as matas. Porém, o pai a perseguiu e conseguiu capturá-la.

→Como punição, Iara foi jogada no Rio Solimões (região amazônica).

→Os peixes que ali estavam a salvaram e, como era noite de lua cheia, ela foi transformada numa linda sereia.


Curiosidade:


– A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”.


Fonte: http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/lenda_iara.htm


Os Segredos dos Incas:







Mistérios INCAS


Quando tratamos da Civilização INCA estamos referindo-nos ao maior império pré-colombiano que existiu nas Américas, cujos primórdios datam 5000 anos antes de Cristo e que, em seu esplendor, estendeu-se desde o que hoje é a Colômbia até o centro do Chile.

Praticamente toda a cordilheira andina permeada por excelentes estradas, pontes, cidades abundantes de sofisticados sistemas de agricultura e governantes com alta capacidade diplomática.


Estamos falando de Machu Picho, uma das maravilhas do mundo; de Cuzco; de Tihuanaco, com seus blocos de 100 toneladas perfeitamente encaixados e do misterioso lago Titicaca.


A civilização Inca é um dos troncos de sabedoria planetária, que demonstra seu esplendor silenciosamente através dos séculos por meio de sua arquitectura, sua arte e ciência.


Infelizmente, pouco se sabe à respeito do conhecimento antropo-mitológico que foram capazes de resgatar da natureza Humana.


A mitologia e religião do povo Inca está apresentado ao mundo pelos olhos de, principalmente, Gracilaso de La Vega (1539-1616), um mestiço, filho de um conquistador espanhol com uma princesa Inca, em cuja obra observa-se o prisma católico-europeu, repleto de conceitos e qualificativos usados para descrever culturas pagãs.


Não obstante, a precisão matemática das associações realizadas frente as forças e manifestações da Natureza demonstram o profundo conhecimento que possuíam da natureza e dinâmica psíquica do Homem.

Totemismo Inca


Garcilaso de La Vega declara que antes da formação do Império Inca, cada distrito, família e vila possuía seu totem particular.


Um totem era o símbolo de um povo, do qual acreditavam descender directamente.




As características particulares de seus totens relacionavam-se diretamente com as matizes comportamentais da tribo, família ou vila. Na verdade os povos andinos pré-incas consideravam-se ligados por sangue e alma a seus totens.

O jaguar, a puma e urso eram cultuados por sua força, audácia, e instinto selvagem; a raposa por sua astúcia, o condor pelo seu tamanho. Muitas tribos consideravam-se descendentes do condor.

O mocho real (tipo de coruja) era cultuado por sua beleza e a coruja comum pelo seu poder de enxergar na escuridão. As serpentes, quanto maiores e mais venenosas, mais eram estimadas com reverencia.

Samael Aun Weor, no Matrimónio Perfeito, declara que a doutrina Totemista descansa nos princípios básicos do ocultismo, fundamentando-a na Metempisicose grega dos filósofos Órficos e Pitagóricos e na doutrina da transmigração das almas dos Vedas Indostanos:

“Os totemistas sabem que os elementais vegetais evoluindo convertem-se mais tarde em elementais animais... quando os elementais vegetais já se encontram muito evoluídos convertem-se em seres humanos... os Sacerdotes Totemistas dizem com sabedoria que se o ser humano age mal, pode involuir e mesmo converter-se em um animal novamente.”


Em todos os cultos religiosos encontramos vestígios do totemismo.

A vaca branca dos Hindus, a ovelha dos Caldeus, o touro sagrado Ápis dos Egípcios, o cordeiro e o peixe dos cristãos são manifestações de um Toteísmo autêntico.

No Tronco Inca, esta sabedoria apresenta-se de forma admirável revelando um conhecimento perfeito das forças que governam a criação e suas manifestações nas diversas expressões da Natureza, incluindo a natureza psíquica humana.



Puccariscas

Uma das mais autênticas formas de culto à Natureza apresentada pela cultura Inca está encerrada no profundo significado do Puccariscas.

Talvez nenhuma outra cultura sobre a face da terra tenha revelado uma percepção tão profunda acerca da relação do homem com a sua terra como faziam os Incas.


O Puccariscas pode ser entendido por esta prece, realizada frente a um desfiladeiro, vale, montanha ou até mesmo frente a uma nascente “Tu és meu lugar de nascimento, tu és a nascente de minha vida. Guarde-me do demônio. Oh Puccariscas”.


O Inca reconhece não só a Pachamama, a Mãe Natureza, mas de forma especial o lugar que lhe gestou. Entende que os animais que lhe serviram de caça, as plantas, os vegetais e a água que bebeu converteram-se em parte dele mesmo. Ele se vê como parte derivada do seio da natureza que o gestou. A sorte, saúde e vida de sua terra são a sua própria sorte, saúde e vida.


Viracocha


Quando adentramos na parte da sabedoria Inca que trata do conhecimento da dinâmica psíquica do Homem nos assombramos ao contemplar o significado antropológico que guarda o Deus Viracocha.

Os princípios cósmicos associados a esta divindade demonstram o profundo conhecimento por parte de povo Inca acerca da formação do homem autêntico auto-criado e da gênese psíquica humana.


Viracocha é o Deus que surge das profundezas do lago Titicaca, das imensas águas da vida Inca, à semelhança do Salvo das Águas do antigo testamento, para criar o Sol, à Lua e às estrelas.


As demais manifestações divinas de Viracocha nos conduzem a apreensão de sua Natureza, forças manifestas apenas nos estados mais elevados da consciência Humana.



Viracocha é: Callya, o sempre presente;
Pachayachachic, o instrutor do mundo;
Illa, a luz; e Tici, o início, ou melhor, o iniciador.


Pachayachachic, o instrutor do mundo, nos remete às manifestações mitológicas já expressas em outras culturas de elevado conhecimento da Natureza Humana como o Prometeu grego, quem rouba o fogo dos deuses e entrega-o aos homens e Osiris, quem instrui o povo Egípicio nos mais distintos ofícios.

Illa, a luz, que no mundo das formas permite enxergar as realidades das coisas e no mundo psíquico permite-nos enxergar e dirigir as forças que governam o Homem.

Sabiamente declara Samael Aun Weor, “... luz e consciência são no fundo o mesmo fenómeno... luz e consciência obedecem as mesmas leis crescendo e minguando exactamente da mesma forma... o que distingue os Homens uns dos outros é o seu grau de consciência. O que distingue os sois é seu grau de radiação”.

Callya, por sua vez, indica que é esta a força que mais conhece o Homem, pois o acompanha, está “sempre presente” em cada pensamento, sentimento e acção, instruindo-o na ciência que deve extrair do mundo torna-se o iniciador na sabedoria dos mistérios do próprio homem.

Huiracocha é ainda alegorizado com lágrimas, o que torna mais ainda assombrosa a semelhança em conteúdo Antropológico e forma à Prometeu, que se vê sendo devorado em seu fígado diariamente, sofrendo o indizível devido às debilidades humanas.

Jamais uma cultura reuniria casualmente, com tal precisão matemática tais forças a uma divindade. Em Huiracocha estão evidentes os princípios que propulsionam a génese psíquica humana, o domínio da Natureza Inferior e florescência da superior.



INTI RAYMI, o culto solar INCA

Sem nenhum contacto no tempo ou espaço com as culturas nórdicas (Persas, Caldéias, entre outras), precursoras das festividades que hoje celebramos como o Natal, o profundo conhecimento astrológico e das forças fecundantes da Natureza levaram o povo INCA à celebração do INTI RAYMI que apresenta todos os elementos do culto à força Crestos das antigas culturas pagãs, culto este o qual nem mesmo a fúria da inquisição conseguiu apagar da humanidade.

O INTI RAYMA é a festa ao Deus solar INTI, que marca o seu ressurgimento. É celebrado no Solstício de Inverno do hemisfério sul, ponto astronómico da trajectória solar em que o Sol alcança seu ponto mais austral e o dia é o mais curto do ano.

O Sol apresenta-se como imóvel, do latim sistema, em sua trajectória de Norte a Sul e a partir deste ponto ascende, trazendo calor, vida e cores nas estações da Primavera e Verão.

Por isso está associado à vida, à fertilidade e às forças sexuais. Nos três dias que antecedem o cerimonial, os Incas se abstêm das práticas sexuais, ato este que guarda profunda semelhança antropológica com a quaresma cristã.

A festa segue com os cerimoniais litúrgicos por mais nove dias e finaliza com a entrada do INCA ao templo. Ao seu passo as mulheres arremessam pétalas de flores vermelhas e penas multicoloridas, ato que, não coincidente-mente, se iguala ao domingo de ramos e a entrada do Cristo na Jerusalém Celestial.



 


No ápice do cerimonial, o INCA evoca a seguinte prece ao Deus INTI, o Sol:

“Oh criador, e Sol, e Trovão, seja sempre copioso.
Não envelheça-nos.
Permita que todas as coisas estejam em paz.
Multiplique o Povo e provenha-o comida e permita que todas as coisas frutifiquem”


Uma lhama negra é sacrificada, seu sangue espargido sobre o Zanco, pão feito de milho pelas virgens do Sol, que é consumido com a chicha, bebida fermentada do grão sagrado dos povos americanos, o milho.

Depois da conquista espanhola o ritual foi abolido, categorizado como sacrilégio. Em 1944 ele ressurgiu e foi movido para o 24 de julho para coincidir com a festa de São João Batista.



Quipus livros sem letras reduzidos às cinzas

A cultura INCA apresenta ainda em sua arte, mitologia e ciência muitos outros elementos que indicam ser esta uma esplendorosa cultura serpentina. Porem, à semelhança de Alexandria e sua biblioteca, grande parte do legado da sabedoria INCA já se encontra inacessível à humanidade, transformada em cinzas pelas mãos da ignorância, do fanatismo, da soberba e da crueldade.

O após o domínio hispânico, o singular e autêntico sistema de registro INCA, os Quipus era reduzido às cinzas sempre que desgraçadamente recaia sobre as mãos conquistadoras.

Os Quipus eram um sistema de comunicação, semelhante à escrita em seus primórdios, pelo qual os Incas transmitiam sua sabedoria, seus ritos e mitos bem como as informações que perpetuavam seu Império e Ciência.

Tratava-se de fios de lã de lhama, os quais eram dispostos seqüencialmente, tingidos de cores diferentes, cada qual com um significado distinto. Ao longo do fio dispunham-se nós, os quais transmitiam uma informação precisa e sequencial.

Ao serem incinerados sob a justificativa de se tratar de frutos de mãos diabólicas, a humanidade passa a conhecer apenas os vestígios do que foi uma sabedoria autêntica, e para agravar, por meio de olhos europeus repletos de conceitos inquisitórios.

Todavia, a exemplo das escolas iniciáticas de um passado, a sabedoria INCA permanece latente em cada rocha, lago, planta e animal do seio de Pachamama, pronta para ser encarnada por homens e mulheres que estejam integrados com seu Huiracocha interior.

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Fonte:  http://www.osegredodosincas.net/


28/05/2012

PACHAMAMA









Para os andinos, Pachamama é uma deusa, a Mãe Terra. A palavra "Pacha" originalmente significa universo, mundo, lugar, tempo, enquanto que "mama" significa mãe. É a geradora de abundância e de tudo que na terra existe. É a vida, as estações, a fecundidade, é o ciclo da vida, da morte, do renascimento.

O primeiro de agosto é o seu dia, quando, nesta ocasião, os andinos fazem suas oferendas. Normalmente, as oferendas são compostas de comida cozida, e enterradas próximo à casa. Também se oferenda folhas de coca, tabaco, cerveja ou chicha, vinho, doces para alimentar e agradecer à Mãe Terra.


Diz a lenda que Pachamama aparece aos homens como uma velha e pequena senhora. Os estrangeiros que a vêem, segundo a lenda, jamais deixarão de retornar aos Andes.


Conectar-se com a grande mãe, é conectar-se com a abundância e alegria da vida.


http://www.terramistica.com.br/index.php?add=Artigos&file=article&sid=110




PACHAMAMA

EH! ÊIÊIÊE, ÊIÊIÊ, AAAH....

Toquem os trocanos para dançar
Flautas de pan, maracás
Todos os guerreiros para dançar
Todas as nações a celebrar
Os tambores da terra


Pachamama,
Oh! Mãe Terra, toquem os tambores da terra


O grande tambor indígena
a ocara sagrada no centro da taba pra celebração
era, auera...hei
Hera, auera...hei


O povo da bandeira do sol
Os guerreiros da mata, os filhos das águas
Todos virão


Das águas, bravos canoeiros
Dos vales e montanhas, grandes caçadores
Virão dançar
Aclamando a Mãe Terra


Kanamari - Kachinauá – Yanomami – Zuruahá
Bará – Macu – Mura – Matis – Juma – Corubo – Erickbátsa


Onaiê... Onaiê...Onaiê...Onaiê


EH! ÊIÊIÊE , ÊIÊIÊ, AAAH...


Composição: Adriano Aguiar e Geovane Bastos




CLARA CAMARÃO, ÍNDIA GUERREIRA





Pertencente à tribo potiguar que habitava a margem esquerda do rio Potengi. Clara Camarão nasceu provavelmente em Aldeia Velha, arredores de Natal, na segunda metade do século XVIII. Não há registro do local e data de sua morte.

A bela índia que se sobressai nos primeiros capítulos da nossa História recebeu o nome de Clara Camarão ao se batizar e casar com Antônio Felipe Camarão, o índio Poti, da nação potiguar, herói da guerra contra os holandeses.

Depois de casada, Clara passou a acompanhar o marido em todos os combates. Guerreira, rompeu a secular divisão de trabalho da tribo ao se afastar dos afazeres domésticos, no tempo necessário, para participar de batalhas. 
Dominava o arco e a flecha, a lança e o tacape.
Montada a cavalo, investia contra as espadas e os arcabuzes do inimigo.

Como não podia lutar lado a lado com o marido, proibição imposta pelos costumes tribais, formava um pelotão de índias potiguares sob seu comando.

Segundo Abreu e Lima, Clara Camarão, de uma valentia incrível, afrontou “todos os perigos, castigou por muitas vezes o inimigo e penetrou nos mais cerrados batalhões. 

Ao passo que combatia, exortava os soldados a cumprir os seus deveres, promotendo-lhes vitória, dando assim o exemplo a muitas outras mulheres que procuravam imitá-la.”

Clara e Felipe Camarão tiveram participação heróica em vários confrontos contra o domínio holandês. Uma das batalhas mais memoráveis foi a de Porto Calvo, em 1637. 

As tropas do príncipe Maurício de Nassau já haviam incendiado Olinda, quando Clara Camarão, à frente de índias potiguares, combateu os holandeses com uma bravura que não conhecia limites.

A primeira batalha dos Guararapes, em 1648, decisiva para a vitória das tropas luso-brasileiras contra os holandeses, foi a última em que Clara Camarão participou ao lado do marido. 

Nesse episódio, o general flamengo Arciszewski registrou que, em 40 anos de combate em campos da Europa, somente um inimigo, o índio Felipe Camarão, conseguira abater o seu orgulho. 

O bravo Poti, capitão-mor dos índios do Brasil, morreria de malária, em Pernambuco, meses depois dessa batalha.

Clara Camarão recolheu-se à viuvez e ao anonimato.

É provável que tenha voltado a Aldeia Velha, hoje Igapó, onde viveu mais alguns anos.





( Autêntica filha de Iansã!)



OLMECAS





Olmeca é o nome dado a uma cultura que se desenvolveu na Mesoamérica durante o período pré-Colombiano.


Há vários indícios de sua presença em grande parte desta era cultural, porém considera-se que o auge olmeca, ocorrera numa área que abrange o sudeste do estado de Veracruz e o oeste do estado de Tabasco.


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 Livre e Soberano Estado de Tabasco



Tabasco é um dos 31 estados com o Distrito Federal, compõem a 32 estados do México. O estado está localizado no sudeste do México, contando com 191, de 11,593 km da costa do país, ou seja, 1,58%. limitado a norte pelo Golfo do México, no nordeste o estado de Campeche , no sudeste da República da Guatemala, no oeste do estado de Veracruz e sul de Chiapas. A área do seu território ocupa uma área de quase 25.000 km ², colocando-o no vigésimo quarto na lista dos estados mexicanos área ordenada .

Segundo o Censo de segunda realizada pelo INEGI em 2010, em Tabasco 2.238.603 pessoas vivem, por isso é o estado mais populoso em todo o sudeste do México. O espanhol coexiste em Tabasco com numerosas línguas indígenas, eles reconhecidos como línguas oficiais da língua do México, mas apenas 3% da população fala um deles, ainda abaixo da média nacional de 6,7%.

Local Nomes

O nome do estado tem sido sujeita a várias interpretações diferentes, é dito que o nome Tabasco vem de uma corruptela do nome do chefe índio Tabscoob , que governou a província no momento do desembarque dos espanhóis em 1518 . Os espanhóis também ouviu os nativos se referem ao rio Grijalva como o rio Tabasco . Em outras palavras, este é o verdadeiro nome de Tabasco ( Tabscoob ), que significa: "foi enganado ou tentado".


Também é dito que o nome se origina da palavra Tlahuashco que a linguagem nahuatl significa "lugar que tem um dono", Trata-se da crença local em chaneques seres sobrenaturais que habitam as florestas e são consideradas verdadeiros donos da terra.


Os pesquisadores José Narciso Rovirosa e Narciso Correa afirma que a palavra se origina do Tlapalco Nahuatl "em vez de terra molhada" de "tlalli" terra ", paltic" tudo molhado ou húmido eco, a rescisão toponímica. Além disso, o lingüista Francisco J. Santamaría Nahuatl Tlapachtli proposta "terra de pachtli" de tlalli, terra e "pachtli" cacho, o nome de uma erva que pende das árvores.


Tabasco recebeu o apelido de "O Eden do México", pela exuberância da flora, a variedade de fauna e das suas inúmeras belezas naturais.


HISTÓRIA

Era Pré-Colombiana 


Pirâmide de La Venta , a mais antiga pirâmide na Mesoamérica.

   
Comalcalco zona arqueológica . cidade maia construída de tijolo e estuque.

O território do estado de Tabasco está incluída na região central da planície da Mesoamérica . Esta área foi um dos pontos mais importantes em que habitou a cultura olmeca , a primeira civilização em Tabasco e o Golfo do México , durante o período pré-clássico médio , cerca de 3.000 anos atrás , essa cultura desenvolvida para o ano de 800 aC C.

A cultura olmeca teve assentamentos históricos em Tabasco do noroeste, na fronteira com o Veracruz , durante o período pré-clássico estabelecido em La Venta Tabasco noroeste, um lugar onde 300 anos mais tarde, retirado após a chegada. O actual sítio arqueológico de La Venta , é um dos centros mais importantes cerimoniais da civilização olmeca , ea mais antiga da América , onde havia padres, artesãos e camponeses que vieram para suplicar a olmecas deuses para o melhor das culturas .

Como os olmecas , mas alguns séculos mais tarde, a cultura maia habitou o território de Tabasco, isso foi durante o período clássico da Mesoamérica. A civilização maia era parte da história de Tabasco , com assentamentos nas terras baixas da atual território, , como Comalco , Pomona , -Moral Reforma e Claudio San durante o período clássico na Mesoamérica. Como muitas culturas mesoamericanas, a cultura maia era fortemente influenciado em todos os aspectos, para a civilização olmeca.

Entre os séculos VII e VIII , aproximadamente, e até a chegada de Hernán Cortés foi desenvolvido etnia Chontal , um grupo da Maia , cujo nome vem do Nahuatl e meios no exterior, a sua economia era baseada principalmente na comércio com outras culturas mesoamericanas e usou a vantagem hidrografia de Tabasco para criar rotas de comércio e comunicação entre os outros grupos.

Descoberta de Tabasco

Em 1517 o governador de Cuba , Diego Velázquez de Cuéllar , organizou uma segunda expedição às terras de Yucatan , além do primeiro Campeche , recuperando a navios de primeira viagem, e acrescentou uma caravela e um bergantim .

Em 08 de junho de 1518 , os espanhóis descobriram o território do atual estado de Tabasco, quando Juan de Grijalva entrou na foz do rio os nativos chamavam o rio de Tabasco e espanhol apelidado de rio Grijalva e aterrou em Potonchan , a população Senhoria Chontal de Tabasco. Esta expedição foi o resultado das conclusões que Hernandez de Cordoba tomou a costa de Yucatán e Campeche , em 1517.


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Não se sabe da afiliação étnica certa , isto é, quem são os ascendentes desses povos, apesar de existirem inúmeras hipóteses que tentam resolver o mistério da sua identidade .


O etnônimo Olmeca lhes foi dado por arqueólogos do século XX.


Por muito tempo acreditou-se que os olmecas foram a cultura-mãe da civilização mesoamericana.

No entanto, não se sabe se o que deu origem ao estilo artístico e, até que ponto os traços culturais encontrado nesta sociedade pela arqueologia são realmente criações dos olmecas.


Sabemos, por exemplo, que algumas das características olmecas podem ter aparecido primeiro em Chiapas ou nos Vales Centrais de Oaxaca.


Entre outras icógnitas que aguardam uma resposta, está a questão dos inúmeros sitios associados a esta cultura na Depressão dos Balsas (centro do estado de Guerrero).


Qualquer que tenha sido a origem da cultura olmeca, a rede de comércio entre as diferentes partes da Mesoamérica contribuíram para a propagação de muitos elementos culturais que são identificados com a cultura olmeca, incluindo o culto das montanhas e cavernas, o culto da Serpente Emplumada; as deidade associada à agricultura, o simbolismo religioso do jade e até mesmo o estilo de arte, que foi profundamente reformulado nos séculos após o declínio dos principais centros dessa sociedade.


HISTÓRIA:


Estima-se que os indícios mais antigos da cultura olmeca datam por volta 1200 a.C., e as mais recentes datam por volta de 500 a.C..

A civilização olmeca foi formada principalmente por 3 centros cerimoniais: San Lorenzo, La Venta, Tres Zapotes. Mas também há a presença em outros lugares como a Laguna de los Cerros.


O mais antigo centro olmeca encontrado é o de San Lorenzo (1150 a.C aprox.) Localizado no rio Coatzacoalcos no estado de Veracruz.

O início do florescimento da cultura olmeca neste sitio começou há cerca de 1150 a.C., data aprocimada da maioria das esculturas e elementos arquitetônicos que caracterizam a cultura olmeca, muitos dos quais são preservados no local.


San Lorenzo foi saqueado em 900 a.C., e esculturas monumentais sofreram uma tentativa de destruição, algumas foram enterrados e outras foram transferidas para o centro cerimonial de La Venta.


La Venta é o maior centro cerimonial, localizado atualmente na cidade de Huimanguillo, e é traçado por um eixo norte-sul.

Encontramos um grande número de tumbas, cabeças colossais e tronos com cerâmica e figuras de pedra.


Acredita-se que La Venta poderia abrigar até 18.000 habitantes. O centro sofreu um grande declínio e foi abandonado e destruído, por razões ainda desconhecidas.


O centro cerimonial de Três Zapotes foi o último a se desenvolver.

É o mais conhecido porque foi o que se manteve até uma época mais próxima da nossa, mas a civilização olmeca que se desenvolveu neste centro foi uma cultura já em declínio, diferente do esplendor que foram os outros centros cerimoniais.


Esses centros tinham o papel de cidades, e foram construídos com terra e construções de adobe, dos quais pouco se encontra hoje.

Alguns outros templos foram construídos no topo de pequenos montes, o que poderia ser visto como um precursor das pirâmides mesoamericanas.


Eles também construíram edifícios em torno de pátios centrais, típico das civilizações posteriores.


Por volta de 900 a.C. houve mudanças políticas repentinas, como mostra a tentativa de destruição de algumas das cabeças olmecas.



fonte: Wikipédia.

TOLTECA






Tolteca significa em nahuatl, “mestres construtores”.


Os Toltecas foram um povo pré-colombiano, nativo do México que emigrou do norte do chamado agora México, em torno do ano 700 d.C. a grande cidade de Teotihuacán, e estabeleceram sua base militar em Tula no estado de Hidalgo, a 64 km ao norte da moderna Cidade do México, no século X d.C, permanecendo até o século XII d.C..
Pensa-se que sua chegada marcou o militarismo na Mesoamérica, já que o exército tolteca empregou sua força militar para dominar os povos vizinhos. Suas conquistas abrangeram uma área que compreende o sudoeste do Estados Unidos até a América Central.
O povo Tolteca tinha uma cultura refinada, que incluía conhecimentos sobre a fundição do metal, o trabalho em pedra, a destilação, escrita e a astronomia. Sua arquitetura e arte refletiam influencias de Teotihuacán e da cultura Olmeca.
As ruínas de Tula, a vezes chamada de Tollan Xicocotitlán, inclui três templos piramidais, dos quais o maior tem colunas de 4,6 m de altura na forma de figuras humanas conhecidos como "atlantes" (guerreiros); se crê que está pirâmide foi dedicado a Quetzalcóatl, a Serpente Emplumada, deus que os Toltecas adaptaram das culturas anteriores e o adoraram como o deus vindo do planeta Vênus.
Segundo a lenda, um deus rival tolteca Tezcatlipoca, fez com que Quetzalcóatl e seus seguidores abandonassem Tula em torno do ano 1000 d.C.
Já segundo a história, Quetzalcoátl foi um personagem verídico, um Cacique, líder dos Toltecas, e que devido as suas ações foi elevado ao nível de um deus. Sem dúvida, por razões de lutas internas de facções, ele foi exilado de Tula (a capital dos Toltecas).
Antes de sair da cidade ele prometeu que um dia retornaria. Esta promessa e lenda tiveram um papel importantíssimo três séculos mais tarde na conquista dos Astecas pelos espanhóis, quando esse povo pensou que Cortez fosse Quetzacoátl retornando.
Códices e registros do século XVI 16 narra a partida de seu líder, Quetzalcoatl. Um dos relatos mais interessantes, diz que Quetzalcoatl depois de abandonar Tula se dirigiu a uma caverna debaixo da Montanha de Chapultepec (na atual Cidade do México) e nessa caverna, Quetzalcoatl entrou em outra dimensão (Mictlan, Nahual o Omeyocan) e desapareceu para sempre.
A História nos narra que a civilização Tolteca decaiu no ano 1.300 d.C. quando os Chichimecas, junto com outros povos indígenas, invadiram o Vale de Anáhuac e saquearam Tula.
Os Toltecas sobreviventes fugiram para o sul e foram absorvido pelos Mayas, povo que eles haviam conquistado anteriormente.
Estabeleceram-se na cidade Maya de Chichén Itzá, convertendo-a em sua capital e em um importante centro religioso.
Hoje em dia, a palavra Tolteca tem uma séria de significados principalmente para nós que vivemos em grandes cidades, no meio urbano, por diversos países.
Podemos encontrar livros, artigos, conferências, seminários, música e muitas outras coisas relacionadas com a palavra Tolteca. Porém quem foi na realidade os Toltecas?
Nenhuma palavra poderá ser a última sobre os Toltecas, segundo Don Sanchez, em seu livro “Toltecas do Novo Milênio”, existem sobreviventes Toltecas no México, nos nossos dias.
Não é só nos dias de hoje que os Toltecas foram considerados como grandes civilizadores do passado, já no século XVI os Astecas costumavam chamar "Tolteca" ao homem de conhecimento, como uma lembrança da grande sabedoria dos Antigos Toltecas, e consideravam a Toltequidade como o mais alto nível de conhecimento que um ser humano pode alcançar.
Para as pessoas comuns, os Toltecas foram algum tipo de indígenas sábios que desapareceram vários séculos atrás. Dado que os Toltecas se foram já há algum tempo, qualquer um pode assegurar o que esteja perto deles...sem dúvida, os Toltecas não estão aqui para defenderem-se a si mesmos, ou ao menos isto é o que parece...
Existe muita controvérsia entre “mestres” não indígenas do conhecimento Tolteca, de que exista algum povo indígena que seja descendente dos Toltecas.
Porém há um ponto que quase ninguém se deu conta, de que existem comunidades indígenas no México moderno, preservando e mantendo vivas as antigas práticas Toltecas, nas montanhas mexicanas, onde vivem os sobreviventes Toltecas.
Os herdeiros dos Toltecas se autodenominam Wirrarica, muitos deles falam unicamente a língua Wirrarica, porém alguns poucos falam o espanhol também.
Eles não passam de 5.000 membros ao todo. Entre os Wirrarica há grupos especiais de praticantes chamados Jicareros, que são os guardiões das antigas práticas mágicas, eles experimentam níveis de experiência de percepção do mundo, que outros membros da comunidade não podem nem sequer imaginar.
A palavra "Tradição" não significa para os Wirrarika um corpo de crenças, sim um corpo de práticas eficientes orientadas para que o praticante alcance os mais altos níveis de consciência e percepção.
Entre os Toltecas sobreviventes, a figura do mestre, como estamos acostumados a pensar nas sociedades ocidentais e inclusive em algumas sociedades não ocidentais, não existe.
Eles estão acostumados a aprenderem diretamente do Espírito.
O homem de conhecimento, o xamã é um mero veículo que incentiva o praticante a buscar o Espírito nos lugares sagrados.
Não há livros, não há ensinamentos formais e não há mestres humanos. Há somente um conjunto de ações específicas que constituem em si mesmas uma forma de tocar a porta do Espírito, se o Espírito abre a porta, o aprendiz começa então a caminhar.
Não pode simplesmente escutar acerca de Uzi (Grande Espírito), deve vê-lo e escutá-lo por si mesmo, sem intermediários. Essa é a forma Tolteca.
Os Toltecas sobreviventes são indígenas que estão envolvidos em seu próprio mundo e parecem não estar interessados no mundo não indígena.
Eles não estão interessados em nos ensinar, nem em vender-nos nada, eles só estão interessados em sobreviver e manter viva sua tradição porque essa é sua forma de assumir e manter seus campos de energia, como verdadeiros filhos e filhas do Sol, com a mesma natureza e amor de nossa Grande Mãe, a Terra.
A grande mensagem deles é: “Somos filhos do sol e nossa natureza é brilhar!”
Os Toltecas foram um povo com uma das culturas mais importantes da historia do Antigo México. Tiveram um desenvolvimento científico e espiritual extraordinário, no qual a Ciência e Espírito, Tonal e Nagual não se contrapunham, se integravam, como a Águia e a Serpente na figura de Quetzalcoatl.
Este conhecimento se expressava em suas tradições e em sua forma de vida.
A tradição da Toltequidade se baseia principalmente na busca do equilíbrio das duas partes que formam nossa natureza como seres duplos: Tonal e Nagual.
Esta integração entre o nosso ser cotidiano e o outro eu, há de refletir na vida de quem pratica esta Tradição.
Baseia-se também no conhecimento de nossa relação com todos os campos de energia que nos rodeia, desde os Grandes Poderes, como o Sol, a Terra, o Fogo e Água, até nossa relação com as pessoas e a natureza ao nosso redor.
O caminho do Tolteca é a busca incessante de uma relação harmoniosa e de reciprocidade com tudo aquilo que nos rodeia.
Ao meu ver, a Tradição Tolteca não se refere somente a uma história ou nacionalidade específica, mas uma poderosa expressão do espírito humano em busca da expressão de sua verdadeira natureza.
A luta para ser verdadeiramente o que somos. A Tradição Tolteca não é mais uma religião, nem sequer um conjunto de crenças. É um conjunto de práticas poderosas cuja característica principal é sua capacidade de permitirmos entrar nessa outra região de nossa consciência que chamamos de outro eu, o nagual, em que recuperamos nosso poder como seres duplos e percorremos o caminho de retorno ao Grande Espírito.
A Toltequidade é um caminho aberto para todos, não importando sua nacionalidade e crenças religiosas. Um caminho para fazer de nossas vidas uma experiência de plenitude e de nosso mundo um melhor lugar para viver.
A Nova Toltequidade é simplesmente a expressão moderna das antigas práticas dos Guerreiros Toltecas, as quais se estruturam de acordo com as características e necessidades do mundo moderno.
Uma das práticas mais importantes da Tradição Tolteca é a Peregrinação Sagrada, na qual transcorre em dois planos.
No plano físico, os peregrinos viajam desde o mundo cotidiano até os Locais Sagrados. No plano interno, a peregrinação é um desprendimento do Tonal (a consciência ordinária) até o Nagual (a consciência do outro eu).
Os Locais Sagrados são aqueles que são mais propícios para conectarmos conscientemente com o Grande Espírito que anima tudo que existe e a Peregrinação é como a vida: um caminho de retorno para recuperar nossa unidade secreta com tudo que existe.
Ao realizarmos estas peregrinações, receberemos instruções do Grande Espírito para continuar nosso caminho de crescimento.
Peregrinamos em Busca da Visão que dê um sentido, mas profundo a nossa vida e para abrir a porta energética do novo tempo a que nos dirigimos tanto no âmbito individual como na escala planetária.
Os objetivos desta experiência se realizam em dois níveis: O nível individual, da peregrinação tem como objetivo viajar aos lugares sagrados para "ver nossas vidas" sob a luz do encontro com o Grande Espírito.
Num contexto global, temos o objetivo de recolher a semente da Nova Toltequidade, e a levarmos além da fronteira de nosso lugar de origem, onde nos converteremos em semeadores que sabem compartir a semente do Conhecimento Tolteca, através de nosso modo de vida, para que, esta semente floresça cada vez mais nos corações das pessoas em todo o mundo.
A Peregrinação Sagrada nos ensina através do espírito, o amor incondicional, a recuperação da paixão pela vida, a comunicação e interação com nossos irmãos, a fluidez no meio de nossas batalhas diárias e nossa natureza como seres luminosos, associadas a cada um dos Grandes Poderes (a terra, o fogo, a água, o vento e o sol) que são explorados em cada um dos lugares sagrados que visitamos.
Essa peregrinação, não é nada mais do que um Rito de Passagem preparatório para o início de uma nova etapa em nossas vidas em plena consciência.

Lembrem-se sempre que:

“Somos filhos do Sol e nossa natureza é brilhar!”


- Baseado num texto de Don Miguel Ruiz, traduzido livremente por Wagner Frota.





16/05/2012

Os povos Mesoamericanos







A Mesoamérica é local entendido pela região onde floresceu a alta cultura indígena do México central e meridional, e no território contíguo dos países da América Central como: Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Equador, Peru e Andes Centrais.


Os olmecas precederam e influenciaram grandes civilizações como os maias, os astecas, e os incas.


Estes constituíram uma civilização que desenvolveu uma espécie de proto-urbanismo em La Venta cujas cidades possuíam pirâmides feitas de barro dedicadas aos deuses.


Estas sociedades possuíam uma economia de subsistência e não utilizavam nenhum outro animal além do cachorro para domesticação, além de não desenvolverem um uso prático de rodas ou metalurgia. Teotihucan, “a metrópole dos deuses”, constituiu-se no apogeu da civilização clássica do planalto central, e o centro do reino de diversos povos.


Nestas cidades foram construídas grandes pirâmides como o Templo de Quetzacóal, e foram descobertos palácios, escolas, extensos bairros onde membros da comunidade tinham residências, centros administrativos e religiosos, avenidas, ruas pavimentadas e um sistema de drenagem planejado. A sociedade mesoamericana era dividida em hierarquias e posições vinculadas à divisão do trabalho.


Existia um exército forte, uma agricultura extensiva e um comércio organizado que atingiam outras civilizações e localidades mais distantes.


A língua falada era o nahuat. Os teotihuanos cultuavam diversos deuses relacionados à natureza: fogo, flores, água e etc, e eram politeístas. A primeira civilização clássica que atingiu o apogeu a partir dos olmecas foram os maias, que estabeleceram-se junto a outras civilizações na mesoamérica de 650 a 950 d.c..


A explicação para a decadência dos maias zapateca, e teotihuacos relaciona-se: primeiro a um grande incêndio e secas sucessivas, e a segunda hipótese a destruição por forças externas, como uma luta política, religiosa responsável por deixar estas civilizações em ruínas.


Após o declínio do império maia, a América Central passa a ser dominada pelos astecas, que se fixaram na ilha de Tenochtitlán em 1325. Até a construção do império, os astecas tiveram que passar por peregrinações, perseguições e guerras com outras sociedades indígenas.


Em 1390 fundou-se a cidade de Tenochtitlán, mas até 1490 os reis que se seguiram de diferentes origens ainda sujeitavam os astecas ou mexicas ao domínio, apenas após a derrota destas lutas internas os mexicanos puderam cumprir a profecia e estabelecer o domínio de terras e tributo da nobreza pipiltin.


Entre os astecas existia divisão de classes e níveis de hierarquias relacionadas a posse de terra e ao Estado maior: o reino. Portanto, a sociedade divida-se em: rei, nobreza de terra, governantes administrativos, sacerdotes, comerciantes, plebeus. Os cargos administrativos mais importantes eram reservados para os pipiltins.


Estes por sua vez, não pagavam tributos e podiam contratar tantos mayeques (trabalhadores) que desejassem para o cultivo de suas terras. Os filhos dos pipiltin freqüentavam escolas para preparar-se para os cargos mais altos da sociedade asteca.


Liam textos nativos escritos em codex – desenhos e pinturas antigas; aprendiam hinos, poesias, histórias, doutrinas religiosas, astronomia, astrologia e maneiras de governar.


Os astecas também possuíam grande entendimento de engenharia, constituíram diques, aquedutos e caminhos sobre os terrenos pantanosos que facilitaram o desenvolvimento da metrópole asteca.


Além disso, construíram templos, urbanizaram a metrópole, estabeleceram longas rotas comerciais e um mercado local de produção manufaturada (artesanatos), e cultivavam uma extensa agricultura para subsistência. O ouro, a prata, cobre, estanho e chumbo eram metais conhecidos pelos mesoamericanos para produção de ferramentas, utensílios e armas.


Segundo a religiosidade dos astecas o mundo nasceu de um processo de evolução onde os elementos da natureza foram construídos um após o outro, ou seja, primeiro a terra, depois o sol, os seres humanos, animais, etc..


Para os astecas o tempo era cíclico, pois se ordenava de acordo com a natureza e os fenômenos naturais, sendo assim caracterizados como povos extremamente supersticiosos.


Eles acreditavam terem previsto o fim dos tempos, e em troca da harmonia ofereciam aos deuses sacrifícios humanos para que a energia vital do sol pudesse ser mantida. As guerras internas consistiam em uma maneira de conseguir vítimas humanas para os sacrifícios e rituais aos deuses.


Reconheciam que sua existência na terra era transitória, portanto aceitavam a morte com maior clareza. O auge do império de Tenochtitlán foi com o rei Montezuma I, contemporâneo da chegada de Henán Cortez, o conquistador espanhol da América responsável pelo genocídio deste grandioso império. 


Por Clarissa F. do Rêgo Barros