.OKEY CABOCLO!

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OKEY CABOCLO!

27/10/2011

DE ONDE VEM PEDRA ALTA?








Pedra alta
 Pedra alta


Lenda da Pedra Alta


Diz a lenda que esta pedra se abriu para esconder Nossa Senhora quando era perseguida pelos romanos que queriam matar o Menino Jesus. 


De acordo com a tradição, quem visita a Senhora da Graça pela primeira vez e vai à Pedra Alta, será agraciado com uma brincadeira, os amigos que lhe pedem que lá encoste a cabeça para poder ouvir o mar.




Sra. da Graça (Monte Farinha) Sra. da Graça (Monte Farinha)


Lenda da Moura encantada



De facto este é um monte que está rodeado de muitas lendas e de muitos mistérios.


Diz uma delas que, numa enevoada manhã de S. João, um pequeno pastor que guardava o gado lá para as bandas dos Palhaços, viu uma enorme e estranha luz que quase o cegava completamente. 

Primeiro tentou fugir, mas como se a curiosidade fosse maior do que o medo, teve que olhar mais uma vez. 

Viu então uma linda e rica moura rodeada de tesouros, que o chamava irresistivelmente. - Vem cá! Leva todo o ouro que quiseres, mas não contes a ninguém e sobretudo não olhes para trás!

O pequeno pastor assim o fez. Encheu o bornal e a coirada de ouro e partiu correndo pelo monte abaixo. Só que, a meio da descida, qualquer coisa mais forte do que ele o obrigou a olhar para trás e ver uma vez mais aquela luz maravilhosa. 

Depois de chegar a casa e ter contado o acontecido, abriu o bornal para mostrar o ouro aos familiares, mas o encanto tinha desaparecido: o ouro tinha-se transformado em escórias (rojões de ferro) e ainda hoje se encontram espalhadas pelo monte em grande quantidade, que o pequeno pastor deixou cair na sua corrida desenfreada para casa.




Mirante Pedra Alta- Ilha Frade.


Lenda da Cinínia


Conta uma das lendas ligadas ao Monte que, durante a ocupação da Península Ibérica, no século II antes de Cristo, as legiões romanas comandadas pelo Cônsul Décio Juno Bruto chegaram, durante o Verão, até junto da cidade “Cinínia”, ou “Canínia” da tribo dos Tamecanos, famosa pela produção de ferro com que fabricavam as suas armas. 


Receando, talvez, a sua resistência, Décio Juno Bruto mandou emissários dizendo que se a cidade entregasse o seu ouro, não seria invadida pelas legiões. 

Os Tamecanos, do alto do Monte Farinha, onde se situava a famosa cidade responderam: - Os nossos avós não nos deixaram ouro para comprar a avidez de um general romano, mas deixaram-nos ferro com que nos defendêssemos dele. 

A cidade foi arrasada, mas a resposta ficou na história e na lenda.

Esta lenda leva a crer que a primeira construção do Santuário tenha sido feita com as pedras das ruínas da cidade do Monte dos Palhaços. 

A Cinínia ou Canínia seria hoje a Caínha, lugar que pertence à freguesia de Mondim e que fica aos pés do Monte da Senhora da Graça.



Lenda dos pescadores


Diz a lenda que, alguns pescadores que andavam perdidos no mar, teriam avistado no meio do temporal uma capelinha caiada no cocuruto dum monte distante e rezaram pela protecção daquela Senhora. 


Durante a noite, Nossa Senhora abandonou o seu altar, deixando o ermitão muito preocupado e foi salvar os pescadores. O zeloso guarda da montanha chegou mesmo a pensar que a teriam roubado. 

Ao outro dia quando voltou à capela, a imagem estava de novo no seu lugar, cheirando a sal e a mar e com o manto repleto de camarinhas. Mais tarde, os marinheiros vieram para agradecer o milagre e para presentearem Nossa Senhora com um barco de madeira, uma redoma de vidro e o ouro de um cordão. 

Ainda hoje, por devoção, muitos pescadores da nossa costa trazem ofertas a Nossa Senhora da Graça. Ainda hoje se canta:

Nossa Senhora da Graça
Tem uma redoma de vidro bis
Que lhe deu um marinheiro
Que se viu no mar perdido bis 




 


Lenda da serpente


Diz a lenda que quando a serpente se enroscar, três vezes, no monte de Nossa Senhora da Graça, o fim do mundo estará para chegar.




Lenda do raio de sol


Numa das vertentes do monte, na zona circundante do menhir da Pedra Alta morou um estranho personagem, conhecido como “O homem das Corujeiras”, a quem eram atribuídos misteriosos poderes. 


O nosso homem costumava deslocar-se à milenar Igreja de Atei para assistir à Missa dominical. 

Chegava, despia o capote e atirava com ele para um raio de luz que entrava por uma das frestas do granito.

O capote ficava, milagrosamente, suspenso naquele raio de luz esplendoroso.



Lenda do ermitão


Diz a lenda que um ermitão de Nossa Senhora, com aura de santidade, foi assassinado, à traição, junto do menir da Pedra Alta. 


Está sepultado junto aos degraus da escadaria do santuário e ainda hoje se acendem velas, em sua memória, no local onde foi assassinado.

Nossa Senhora da Graça
Qu’é do vosso ermitão?
No lugar da Pedra Alta,
Lhe fizeram a traição.


Lenda da mina dos mouros

Diz a lenda que na vertente dos Palhaços virada para Vilar de Ferreiros existe a entrada de uma mina que corre oito quilómetros para sair, nas margens do Rio Tâmega, na Ribeira de Pedra Vedra, em frente ao calhau do “Furato”. 

Segundo a mesma lenda seria por lá que os mouros levariam os cavalos a beber ao rio. 



A referida mina estará repleta de tesouros, mas para conseguir lá entrar é necessário ler o Livro de São Cipriano ao contrário e picar a cauda da serpente que vela na entrada, com um alfinete de ouro. 

A serpente transformar-se-á, então, numa princesa encantada que vos dará todos os tesouros e, principalmente, um espectacular bezerro de ouro escondido no interior daquela famosa mina.




Referência: Lendas lusitanas







Caminhando em direção ao Grande Espírito.










 
Quantas oportunidades os irmãos vão encontrando no seu caminho, na sua energia, na sua força de guerra. 


Uns aproveitam esta energia e a transformam em grande luz à sua frente, que vai iluminar o seu próprio caminho e o caminho daqueles irmãos que se aproximam, ou dos guerreiros que caminham mas não conseguem fazer a visão longa da águia, fazer a visão longa da noite, da coruja, na vida de vocês. 


Porque não conseguem sentir a sua energia, não conseguem o equilíbrio no dia a dia.


Como diz o guerreiro Alce Negro, não conseguem fazer conexão numa só unidade, porque o seu espírito caminha para um lado, a sua matéria para outro. 


A sua mente caminha da mesma forma, para o outro lado, pois os guerreiros não conseguem completar a sua busca porque não enxergam esta transformação, esta evolução do seu próprio caminho.


Assim como Cacique falou aos guerreiros há muitas luas atrás, muitos fazem o seu encontro com os Búfalos Brancos, que são Sagrados. 

Mas quando colocam a sua visão neste Búfalo, não conseguem sentir e transformar este Búfalo sagrado no seu dia a dia.

E é neste momento que os irmãos fazem suas perguntas – e quantos fazem tantas que quando conseguem a resposta nem sempre tem a explicação. 

Tem a resposta, mas não conseguem lembrar e colocar no seu dia, na sua lua, a lembrança daquilo que foi falado, daquilo que foi deixado aos guerreiros.

Da mesma forma, Cacique fala, nestas luas para frente, os guerreiros estarão tendo encontros mais fortes. Quando os guerreiros dormem, os seus espíritos fazem encontro com outros guerreiros.

E quando os guerreiros dormem, da mesma forma trabalham: o seu espírito trabalha e ajuda outros guerreiros.  

Mas o guerreiro não consegue transformar uma mensagem sagrada. Os irmãos transformam o seu caminho em muitas perguntas e, no lugar de sentir, os guerreiros esperam a explicação.

Cacique fala a vocês, guerreiros, aqui na Terra, que quando o guerreiro tem força, tem coragem, tem luta, tem honra… E ao levantar pela manhã, agradece a Deus por mais uma lua, por mais um dia…

Quando os guerreiros, com a sua fé, transformam uma grande energia numa grande luz sobre o obstáculo no caminho dos guerreiros… 

É quando conseguem transformar  o seu caminho, assim como se estivessem caminhando em direção ao Grande Espírito, ao Grande Manitu, a Wakan Tanka.

Podem ter certeza que os guerreiros, na sua humildade, na sua determinação, tem o direito de lutar por aquilo que buscam. 

Mais uma vez Cacique fala aos guerreiros: busca não por aquilo que desejam, porque o desejo vai embora,  mas a sua Busca Sagrada, na sua humildade… 

Neste Caminho Sagrado, esta luz aumenta cada vez mais, e não só vai aumentar para vocês, irmãos, mas vai aumentar para o outro guerreiro. 

E assim os guerreiros vão trabalhar em um grande Círculo Sagrado, assim como o guerreiro disse, para uma Roda Medicinal Sagrada, onde a sua unidade é o seu ponto de partida.

Mas Cacique fala ponto de partida lembrando aos guerreiros que o Grande Espírito dá oportunidade aos irmãos, a todo momento, em todo Caminho, assim como este momento aqui nesta Casa de Luz é um momento sagrado, assim como todos os momentos dos guerreiros na Terra são sagrados.

Cacique fala que, às vezes, o Caminho dos irmãos parece não ser como gostariam mas, podem ter certeza, que o Caminho dos guerreiros é iluminado. 

E com a sua força, com a sua honra, com a sua determinação, com a sua fé, com a sua coragem, é que os irmãos vão alimentar esta luz que vai ser transformada cada vez mais em uma Grande Luz.

Quando do seu encontro pela manhã com o Grande Espírito, o Grande Espírito não espera dos irmãos a sua mente e, sim, a sua alma, o seu espírito, onde existe, sim, como disse a guerreira Joana, o respeito pela sua bandeira, pela sua Terra, pelo seu Caminho.

Porque se vocês, guerreiros, escolheram o Caminho, Cacique espera, assim como toda a Corrente nossa espera, que este Caminho se torne Sagrado. Por isso que muitos não conseguem completar o Caminho escolhido. 

E mais uma vez Cacique fala, para lembrar aos guerreiros porque se perdem no Caminho, porque esperam… 

Se perdem no Caminho pelo acho: acham que já aprenderam muito, acham que o Plano Espiritual deve algo aos guerreiros…

Cacique fala que o compromisso de vocês, irmãos, é com vocês mesmos. A resposta está nas mãos dos guerreiros. 

Este Caminho Sagrado existe a partir do momento que os guerreiros encontrarem a paz que precisam, fizerem o seu caminho com humildade até o Grande Espírito, encontrarem o equilíbrio dentro de si, como disse o Guerreiro da Mata; aqui hoje presente, e como diz a guerreira Ana Nery, na sua alegria…

E como diz a guerreira Cabocla, trabalhando a sua energia, encontrando o seu caminho e alimentando aquilo que falta, buscando não só na lua da noite mas buscando na lua do dia…

Cacique espera, assim como toda a corrente desta Casa de Luz, que os irmãos agradeçam todas as luas ao Grande Espírito, pela oportunidade. 

Agradeçam ao Grande Espírito pela alegria, coloquem no seu Caminho a alegria. 

Coloquem no seu Caminho a visão longa da Águia e a força do grande Urso. Que os guerreiros dêem importância àquilo que é Verdade. 

Cacique fala aos guerreiros para os irmãos pensarem nestas luas, até o nosso encontro espiritual, nesta lua da noite, quando os guerreiros vão pensar e vão colocar na sua energia o que é Verdade no Caminho dos guerreiros.

A luta pelo sonho, a luta por aquilo que busca, é uma só mais uma luta. Nem sempre  a luta vai de acordo com o que os guerreiros gostariam mas uma coisa é certa, e foi certa para a nossa tribo, quando toda a nossa tribo em guerra, que o brilho de uma Alma não é perdido.

A luta e a força de uma guerra, podem ter certeza, da mesma forma não é deixada de lado. Aquela pintura no rosto, que o Cacique fala, é Sagrada. 

Não é apenas uma pintura: é Sagrada para nós, é Sagrada para a Terra, é Sagrada para a bandeira nossa. Uma nação inteira é Sagrada. A Terra que os guerreiros pisam é Sagrada. Lua Sagrada…

Mas Cacique fala que, se os guerreiros não fizerem consideração, olhando para dentro de si, e percebendo que também são Sagrados aos olhos do Grande Espírito, porque se caminham na terra é porque o Grande Espírito colocou nas suas mãos o arco e a flecha, é para os irmãos saberem usar de forma certa.

Sua pintura no rosto, para a guerra, é todos os dias a sua força, a sua coragem.

Vai chegar o momento onde muitos parecem lutar com a sua sombra, muitos parecem lutar consigo mesmos, e Cacique fala a vocês que, nesta guerra, só existe um perdedor, é você mesmo

Neste momento da sua luta Sagrada, é preciso lembrar que é o momento em que esta pintura Sagrada os guerreiros vão ter que tirar por algumas luas. 

E quando Cacique fala em tirar a pintura do seu rosto, do seu corpo, é porque os irmãos neste momento caminham até a Montanha Sagrada, para encontrar, sim, o Grande Espírito, fazer fala com o Grande Espírito, conversar com o Grande Espírito, e fazer o encontro com si mesmos.

Muitos parecem caminhar na terra apenas fazendo a guerra.

Cacique fala aos guerreiros que quando alguns faziam barulho para amedrontar uma tribo inteira, com seu barulho, podem ter certeza, a nação nossa, a tribo nossa, todos os guerreiros encontravam uma força quando os casacos azuis acendiam a fogueira, encontravam a energia.

Quando o vento parecia tocar a nossa Alma, dentro do seu Silêncio, vinha a resposta sem explicações, mas era encontrada. Na Lua do Silêncio, era quando os guerreiros se encontravam, para mais um dia, para mais uma guerra. 

Existia um respeito com a Lua, um respeito com o Silencio, um respeito com o corpo, porque é nestes momentos de calma, assim como está este momento agora aqui na Casa de Luz, é quando os guerreiros conseguem se libertar dos seus fantasmas , naquele momento do silencio e na sua coragem de caminhar dentro do seu Silencio .

A coragem do Caminho no seu Silencio. .. 

Quando os guerreiros estavam realmente preparados para uma nova Lua, para um novo dia, uns com a pintura, outros já sem, a preocupação não era com o barulho, a preocupação era com a nação.

Assim como todos vocês, guerreiros, precisam colocar nas suas mentes que os seus Caminhos, assim como vocês, são Sagrados ao Grande Espírito, da mesma forma que o seu Caminho, Cacique espera nesta Lua do encontro, nestas Luas de oportunidade para frente, quando aqueles guerreiros que tiverem a coragem de caminhar no seu Silencio e encontrarem, buscarem, trazerem para si e para o seu Caminho apenas aquilo que precisa, sem excesso, pode ter certeza de que a guerra vai estar ganha, podem ter certeza disso.

Cacique agradece e que os guerreiros tenham boas Luas pela frente mas que, acima de tudo, tenham a coragem de caminhar dentro do seu Silencio, dento de sua Verdade.

Podem ter certeza de que, em algum momento do seu caminho, vão estar encontrando a si mesmos ou vão estar encontrando a seus fantasmas, lembrando aos guerreiros que, assim como os xamãs falavam para todos, que os guerreiros coloquem no seu Caminho a energia boa, que os guerreiros plantem bondade no seu Caminho porque, a qualquer momento, é capaz que os guerreiros façam a volta por este mesmo Caminho, só que descalços. 

Que o Grande Espírito abençoe a todos.


Sabias palavras desse grande Pai que acolhe a todos sem se preocupar com a materia mas valorizando cada um pela sua Alma!

Este grande Caminho que venho aprendendo com Silencio, cada dia sentindo o que o Grande Espirito nos faz refletir.

Plantando o bem, para quando tivermos que retornar pelo mesmo Caminho este seja perfurmado e com muitas flores sem sinal de espinhos!


Maravilhosa mensagem! " È dando que se recebe!"


Nuven Vermelha






 In,







24/10/2011

MENSAGEM DE PEDRA ALTA






QUE A DIGNIDADE SEJA SOBERANA EM TODAS AS NAÇÕES DO MUNDO!


Nós, o povo desta nação, queremos apenas a paz.


Existe um país neste mundo, agora, de vocês, que faz destas palavras a sua Constituição. Nenhuma outra palavra – ou palavras juntas em uma frase tão sábia. Poderia ser, quem sabe, o segredo da união entre os povos da Terra.

Esta sabedoria existia muito antes de nossa passagem, quando vivemos na América ainda virgem, em contato com a deslumbrante natureza, descendentes destes povos que viveram e ainda vivem na imensa Ásia. Sabedoria oriental que herdamos com orgulho.

Eu digo isso porque nós, o povo vermelho, também – acreditem, sempre almejamos a paz. E se a guerra foi necessária, nós a fazíamos, inclusive em relação ao inimigo, com dignidade e honradez. 

Quando as fogueiras se acendiam, e em torno delas os guerreiros, mesmo ainda sem as caras pintadas, só a energia e a luz em círculo refletindo sobre os rostos honrados era suficiente para que o inimigo tivesse em relação a nós muito respeito.

A noite se iluminava e os tambores ressoavam como um aviso nítido: não ousem perturbar a nossa paz. E isso era o lema das oito tribos unidas, oglala-sioux, como deveria ser para as quase 200 tribos, infelizmente desunidas, neste ainda planeta azul.

Azul era a chama, e continua sendo, do fogo sagrado, que protege todos vocês, dos inimigos; do fogo sagrado, que faz o seu alimento, que aquece a sua família no inverno como fazia então conosco; do fogo sagrado à porta dos templos, da mais remota antiguidade, que guardava o que é sagrado, intocável, imortal. 

O fogo sagrado que muitas vezes se apaga dentro de vocês, quem sabe por medo dos fantasmas que os atormentam e que não são os seus reais inimigos.

Desta lua grande, até a próxima, uma energia inacreditável no ar fará com que os deuses, centelhas do Grande Espírito, único, assoprem dentro de cada um de vocês a brasa que ainda existe de vida e poder, dentro de cada um de vocês, e quem sabe, eu espero, um grande incêndio de fogo azul tome conta do planeta desta mesma cor.

Que cada um de vocês leve uma centelha, uma faísca e reacendam em seus corações o amor e que a dignidade seja soberana em todas as nações do mundo!



Pedra Alta



Por Helen IIans em, Caminho Sagrado 



21/10/2011

A Grande Cidade do Juremá



 



A Grande cidade do juremá, Cidade da Jurema, Aldeia do Juremá, ou centro de Jurema é um centro de poderes de onde emergem as falanges dos mensageiros de luz "entidades, guias, conselheiro astral, espíritos de luz, caboclos, caboclas ,capangueiros e etc...". 


Seu número é em maior quantidade do que os grãos de areia de todas as praias de nosso planeta juntas.


O Centro de Jurema situa-se na dimensão da anti-matéria, e sua composição básica é energia positiva a qual é responsável por suas formas de luz e cores.


São vistos por aqueles que possuem algum grau de videncia, ou em revelaçoes durante o sono. Nunca foram encarnados e não possuem formas humanas ou dimensões de massa e peso, como as nossas.


No entanto sua composição de luz e energia lhes permite moldar e ajustar-se as formas criadas pela nosso mental.


Por este motivo eventualmente podem assumir formas conhecidas por nós para nossa assimilação e fortalecimento da fé.


Não confundir este nome "Cidade da Jurema , ou Aldeia do Juremá" com o da Cabocla Jurema , cuja falange de milhões de caboclas representa uma unidade dentro do Centro de Forças da Cidade da Jurema, e que é responsável pelo controle de diversos setores da vidas dentro da natureza, cuidando quando é ordenado pelo Orixá de qual recebe ordens.


O nome Jurema é citado em muitos pontos cantados, justamente por estar ligado a todos os maiores poderes espirituais responsáveis pela guarda e manutenção da vida que alimenta o nosso planeta, principalmente o poder das mães da natureza. 


Pai Jose Valdevino de Alafin

LENDA DA ÍNDIA OBIRICI





- monumento à índia Obirici, junto ao Viaduto Obirici,
situado no bairro Passo da Areia: 1, 2 



O corrego das lágrimas



Augusto Porto Alegre, na sua história da "Fundação de Porto Alegre", recolheu esta lenda da formação do Passo da Areia, IBICUIRETÃ, que significa "rio de areia", ou seja, um pequeno arroio que corria nos arredores da capital do Rio Grande.


Nos tempos em que os brancos não haviam ainda penetrado até o Rio Grande do Sul, habitavam a região, os índios Tupi-mirins, da nação de Tapes. Como o amor sempre constituiu uma singela tradição indígena, houve, ali, uma contenda amorosa que ficou na recordação dos silvícolas, chegando até nossos dias sob a forma de uma encantadora lenda:


Conta-se que um belo cacique chamado Abaetê, em pleno apogeu da mocidade, foi alvo de grande amor, por parte de duas irmãs índias: Paraí e Obiricí, ambas filhas o poderoso feiticeiro Guaporé.


Abaetê gostou mais de Paraí, mas não tinha coragem de contar a ninguém, pois não queria magoar Obiricí. Um dia, o guerreiro suplicou a Tupã que lhe desse muito entendimento, para que facilmente pudesse resolver o difícil caso.


Então, durante o sono, recebeu a visita da graciosa Sumá, uma deusa guerreira, que envolvida em leve manta tecida de cipó imbé, deu a Abaetê todos os conselhos necessários, por ordem de Tupã. Na manhã seguinte, foi imediatamente falar com as jovens e disse:


- " Foi Tupã que me mandou, desejo avisar que as duas serão submetidas a uma prova com arco e flexas. Quem acertar o alvo, será minha esposa."


As índias apaixonadas recebendo o aviso de sua resolução, imediatamente se prontificaram a iniciar a disputa. O cacique desejado muito belo e forte, era o grande incentivo.


Obirici, a mais ardente das duas índias, ficou muito nervosa, com medo de perder a competição e ficar sem o amor da sua vida, não teve a mesma destreza da outra. Errou o alvo.


Foi portanto, vencida e viu-se obrigada a deixar que a vitoriosa levasse para as terras de Jatobá o jovem príncipe cacique. Ficou só no local onde ocorreu a contenda, a olhar o par abraçado e feliz que se distanciava.


Sufocando soluços, amargurando-se, não teve ânimo de abandonar aquele pedaço de terra, onde ocorrera sua desventura. Em vão desceram as Parajás, deusas da piedade, do alto do Ibiapaba, para consolar a bela guerreira.


A divina Paré, deusa da fé veio na forma humana para dar-lhe alegres conselhos e suave esperança.
-"Pobre de mim abandonada"", dizia ela, e nenhuma palavra mais lhe saiu do peito em profundos soluços.


O próprio Tolori, deus da coragem, mas inimigo das mulheres, tão compadecido ficou, que veio dizer algumas palavras de consolo para a índia.


Abatida e tristonha, coração sangrando, alma voltada para o infortúnio e para a morte, hora a hora, pedia que Tupã lhe cortasse os dias de sua vida tão amargurada.


E a formosa indígena, com a desventura a povoar-lhe a mente, só implorava o fim, como repouso que lhe era necessário, estendia seus braços de cintilações de bronze, para o céu, mudo ante suas súplicas sinceras e ardentes...


No desespero da dor, as lágrimas brotaram dos olhos de Obirici em uma abundância desoladora.


O choro abriu-lhe fundos sulcos no rosto e as lágrimas de suas pálpebras continuaram dia e noite a cair cristalinas e luminosas e, correndo por terra, deixaram nela, para sempre cravado o regato chamado Passo da Areia ou Ibicuiretã...


Decorridos alguns dias, Deus Tupã, apiedando-se da pobre índia, veio buscá-la. As águas de suas lágrimas, porém continuaram a rolar, marcando para sempre na terra dos pampas, a angústia infinita de sua dor.


O Ibicuiretã, esse córrego de lágrimas, não existe mais, pois o Passo da Areia, hoje é um bairro urbanizado da cidade de Porto Alegre. As obras de urbanização canalizaram o riachinho que a princípio, tornou-se um valão. Depois, foi soterrado para construção do Shopping Center da zona norte.


Mas, a bela Obirici não foi apagada do coração dos gaúchos e em sua homenagem, próximo a um viaduto que leva seu nome, foi imortalizada em uma escultura, que a representa com os braços estendidos aos céus, pedindo em súplicas que Tupã acabe com seus dias de tão intensa dor...








UMA  OUTRA VERSÃO


Antigamente, o território onde foi erguida Porto Alegre era ocupado por duas tribos indígenas: Tapiaçu, que ocupava o cume do Morro Santa Tereza; e Tapimirim, que se situava às margens do atual rio Gravataí.


Conta a lenda que Obirici, a filha predileta do cacique dos Tapimirim, teria se apaixonado e morrido de amor por Upatã, filho mais velho do cacique da tribo Tapiaçu.


Todavia, outra índia também se apaixonara pelo guerreiro. A sorte foi então decidida numa competição de arco e flecha, cuja vencedora desposaria Upatã.


Muito nervosa, Obirici teria errado o alvo e, em decorrência, perdido sua grande paixão. Teria saído, então, a caminhar por uma grande planície arenosa, onde hoje se situa o bairro Passo da Areia.


Cansada, teria se sentado embaixo de uma figueira e ali ficado chorando. Em meio a preces e lágrimas, teria pedido com os braços erguidos ao céu que o deus Tupã viesse buscá-la. Teria morrido, assim, de amores por Upatã.


Das lágrimas, teria se formado um pequeno riacho, que corria sobre a areia, entre colinas e vales, árvores e plantas. Por isso, as mulheres indígenas que perdiam seus maridos em batalhas buscavam consolo nas "lágrimas de Obirici".


A lenda, registrada pelo escritor José Antônio do Vale Caldre e Fião, era recitada por um velho índio guarani, chamado Vicente, que teria fugido de um dos Sete Povos das Missões, logo após o final da Guerra Guaranítica, ocorrido em 1756.


Em Porto Alegre, que recém estava recebendo seus primeiros habitantes, teria se instalado na área em que atualmente fica o Viaduto Loureiro da Silva.


A estátua em homenagem à índia Obirici foi inaugurada em 13/03/1975, quando o prefeito da época, Telmo Thompson Flores, inaugurou o viaduto no cruzamento das avenidas Plinio Brasil Milano e Brasiliano Índio de Moraes.


A escultura foi modelada pelo artista Mário Arjonas e projetada por Nelson Boeira Fairich. (fonte: revista Viva no Sul, Ano 3, Novembro de 2000, p. 10-11)


Da mesma forma como a história de Obirici, a história dos povos indígenas é, invarialmente, muito triste.



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 (Fonte: IMAGENS DE 20/01/2002, do site WCAMS)