.OKEY CABOCLO!

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OKEY CABOCLO!

26/03/2011

CABOCLO DAS 7 ENCRUZILHADAS










CABOCLO DAS 7 ENCRUZILHADAS
Por: Ronaldo Antônio Linares
Pres. Da Assoc. Umbandista do Grande ABC
Texto publicado no Jornal U&C, nº 92, Dezembro de 1995.




Quando do primeiro contato de Ronaldo Linares com Zélio Fernandino de Moraes, este lhe narrou como
tudo começou.




Em 1908, o jovem Zélio Fernandino de Morais estava com 17 anos e havia concluído propedêutico (equivalente ao segundo grau) na Escola Naval, quando fatos estranhos começaram a lhe acontecer.
Ora ele assumia a estranha postura de um velho, falando coisas aparentemente desconexas, como se fosse outra pessoa e que havia vivido em outra época, e em outras ocasiões, sua forma física lembrava um felino lépido e desembaraçado que parecia conhecer todos os segredos da natureza, os animais e as plantas.
Aqueles acontecimentos logo chamaram a atenção de seus familiares, principalmente porque ele estava se preparando para seguir a carreira na Marinha como aluno oficial. A situação foi se agravando e os chamados “ataques” sucediam-se com mais intensidade. A família recorreu então ao médico Dr.
Epaminondas de Morais, também da família, diretor do Hospício de Vargem Grande e tio de Zélio.
Após examina-lo e observa-lo durante vários dias, reencaminhou-o à família, dizendo que a loucura não se enquadrava em nada do que ele havia conhecido, ponderando ainda, que melhor seria encaminha-lo a um padre, pois o garoto mais parecia estar endemoninhado. Como acontecia com quase todas as famílias
importantes na época, também havia entre eles um padre católico. Através desse sacerdote, tio de Zélio, foi realizado um exorcismo para livra-lo daqueles incômodos ataques.
Entretanto, nem esse, nem os dois outros exorcismos realizados posteriormente, inclusive com a participação de outros sacerdotes católicos, conseguiram dar à família Morais o tão desejado sossego,
pois as manifestações prosseguiram, apesar de tudo. A partir daí a família passou a correr atrás de toda e qualquer informação que lhe trouxesse a solução para seu filho querido.
Um dia, alguém sugeriu que isso era coisa de espiritismo e que o melhor era encaminha-lo à recém fundada Federação Kardecista de Niterói, município vizinho àquele em que residia a família Morais, ou seja, em São Gonçalo das Neves. A Federação era então presidida pelo Sr. José de Souza, chefe de um departamento na Marinha, chamado Toque Toque.
O jovem Zélio foi conduzido em 14 de novembro de 1908 à presença do Sr. José de Souza.
Estava em um daqueles chamados ataques, que nada mais eram que incorporações involuntárias.
De diferentes espíritos; e lá chegando, o Sr. José de Souza, médium vidente, interpelou o espírito manifestado no jovem Zélio e foi aproximadamente este o diálogo ocorrido:
Sr. José – Quem é você que ocupa o corpo deste jovem?
O espírito – Eu? Eu sou apenas um caboclo brasileiro.
Sr. José – Você se identifica como um caboclo, mas eu vejo em você restos de vestes clericais.
O espírito – O que você vê em mim são os restos de uma existência anterior. Fui padre, meu nome era Gabriel Malagrida e, acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa em 1755. Mas, em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro.
Sr. José – E qual é o seu nome?
O espírito – Se é preciso que eu tenha um nome, digam que eu sou o Caboclo das 7 Encruzilhadas, pois para mim não existirão caminhos fechados. Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e que há de perdurar até o final dos séculos.
No desenrolar dessa “entrevista”, entre muitas outras perguntas, o Sr. José de Souza teria perguntado se já não bastariam as religiões existentes e fez menção ao espiritismo então praticado, e, foram essas as palavras do Caboclo das 7 Encruzilhadas: -“Deus, em sua infinita bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal. Rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornam iguais na morte, mas vocês homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar essa mesma diferença até mesmo além da barreira da morte. Por que não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas importantes na terra, também trazem importantes mensagens do além? Por que não aos Caboclos e Preto-Velhos? Acaso não foram eles também filhos do mesmo Deus?”
A seguir, fez uma série de revelações sobre o que estava a espera da humanidade: “Esse mundo de iniqüidade, mais uma vez será varrido pela dor, pela ambição dos homens, pelo desrespeito às leis de
Deus... As mulheres perderão a honra e a vergonha, a vil moeda comprará caracteres e o próprio homem se tornará efeminado. Uma onda de sangue varrerá a Europa e quando todos acharem que o pior já foi atingido, uma outra onda de sangue, muito pior que a primeira, voltará a envolver a humanidade e um único engenho militar será capaz de destruir, em segundos, milhares de pessoas. O homem será vítima de sua própria máquina de destruição.”
Prosseguindo, diante do Sr. José de Souza, disse ainda o Caboclo das Sete Encruzilhadas: “Amanhã, na casa onde o meu aparelho mora, haverá uma mesa posta e toda e qualquer entidade que queira ou
precise se manifestar, independentemente daquilo que haja sido em vida, e todos serão ouvidos e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais, e ensinaremos àqueles que souberem menos, e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai.”
Sr. José – E que nome darão a esta igreja?
O caboclo - Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois da mesma forma que Maria ampara nos braços o filho querido, também serão amparados os que socorrerem da Umbanda.
A denominação de “Tenda” foi justificada assim pelo Caboclo: Igreja, Templo, Loja dão um aspecto de superioridade enquanto que Tenda lembra uma casa humilde.
Dessa forma, em São Gonçalo das Neves, vizinho a Niterói, do outro lado da Baía da Guanabara, na sala de jantar da família Morais, um grupo de curiosos kardecistas compareceram no dia 15 de novembro de 1908 para ver como seriam estas incorporações. Para eles indesejáveis ou injustificadas.
O diálogo do Caboclo das 7 Encruzilhadas como passou a ser chamado, havia provocado muita especulação e alguns médiuns que haviam sido escorraçados das mesas kardecistas, por haverem
incorporado caboclos, crianças ou preto-velhos, se solidarizaram com aquele garoto que parecia não estar compreendendo o que lhe acontecia e que de repente se via como líder de um grupo religioso, obra essa que deveria durar a sua vida toda e que só terminaria com a sua morte, mas que suas filhas Zélia e Zilméia prosseguem com o mesmo afã.
 


A Tenda de Umbanda Nossa Senhora da Piedade existe até hoje. Seu patrono segue sendo o Caboclo das 7 Encruzilhadas. Seu endereço é Rua Dom Gerardo, nº 51- Rio de Janeiro – próximo ao cais das barcas de Niterói.

Zélio Fernandino de Morais-Caboclo das 7 encruzilhadas.

Distribuído por INSTITUTO CAMINHOS DO ORIENTE
“TENDA DE UMBANDA OGUM E OXALÁ”
www.institutocaminhosoriente.com








Este post é uma humilde homenagem de minha parte a esse Caboclo a quem nós umbandista devemos nossa religião.

- OKEY, CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS!



MENSAGEM DO SENHOR TUPINAMBÁ







"Sim, sua vida espiritual vai bem à medida que você observa, analisa e lapida seu comportamento, suas ações, pensamentos e principalmente seus julgamentos, frequentemente precipitados e equivocados, a respeito das pessoas e daquilo que ainda está por vir.

Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do Astral que se desdobram em muitas formas para te auxiliar. Seu caminho é e sempre será a Umbanda, enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao contato com a brasa incandescente e for acometido da sensação de estar sendo transportado para outro lugar, a Umbanda continuará sendo seu caminho enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te curvar, a simpatia das Pomba Giras te atrair e a ciranda dos Erês te relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza das crianças.

Sim, seu lugar é no Templo que frequenta, enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao final de cada gira, enquanto os objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você preservar o respeito e lealdade ao seu Sacerdote ."


- Sr. Caboclo Tupinambá -







FONTE:

http://mensagensdeumbanda.blogspot.com/2010/03/caboclo-tupinamba.html



22/03/2011

CABOCLO TUPINAMBÁ






PARTICULARIDADES DOS CABOCLOS III


RELATO LINDO E TOCANTE!



Caboclo Tupinambá de Oxóssi


Caboclo Tupinambá é um espírito singular que personifica como poucos o Orixá ao qual pertence e representa (Oxóssi).

De humor constante e inabalável, é firme e combativo sem deixar de ser alegre e carinhoso. Sábio, seguro, paciente e carismático, está presente em quase todas as boas casas de Umbanda do Brasil.

Ou como ele mesmo diz, Tupinambá é como o bambú: forte e flexível, sabe se vergar e por isso não pode ser quebrado.

Eu tenho a honra de trabalhar com ele, e assim já se vão vinte anos de parceria e confiança com esse maravilhoso Caboclo, que é meu Pai de Cabeça*.

Com ele aprendi tantas coisas que hoje não sei mais separar sua influência em minha ideologia, meus princípios e até mesmo em minha personalidade.

É assim na Umbanda, a gente vai se misturando se misturando e quando vemos, graças a Deus, já não somos mais a mesma pessoa. Sua maneira de pensar é extremamente otimista e para ele tudo sempre tem uma perspectiva positiva.

Tupinambá ensina que a vida é como um rio, e como tal é viva e nunca pára. Ele nos mostra que quando deprimimos, quando estamos desacreditados em relação à vida, é porque somente estamos desligados de seu fluxo. Basta voltar ao rio e a renovação ocorrerá quando menos percebemos.





A falange de Sr. Tupinambá é imensa, o que não é de se estranhar se considerarmos o contigente de indivíduos dessa nação indígena que estiveram encarnados no Brasil do século XVI (cujo tronco ocupava quase todo o litoral do país).

E é essa grandeza que faz essa linha de Umbanda ser tão respeitada, seja pelos amigos, seja pelos inimigos.

Conhecidos por sua potencialidade guerreira, os Caboclos Tupinambás, ironicamente, conseguem como poucos evitar a guerra aberta contra falanges negativas, pois ninguém quer, senão em último caso, desafiar um povo tão forte, quantitativo e aguerrido.

Assim, por seu próprio potencial de "vencer demanda", essa linha de Oxóssi é muito requisitada para alcançar as soluções "diplomáticas" que evitam o embate direto com o baixo astral.

E ainda que isso eventualmente não se faça possível, eles estarão lá com seus valentes guerreiros para garantir a vitória do bem sobre o mal no plano astral brasileiro.

A energia desses Caboclos, quando chamados nos terreiros, é intensa e muito agradável.

É tão vibrante a presença deles que quando seu ponto é cantado é comum ver vários médiuns incorporem ao mesmo tempo. O chacra cardíaco se expande e se agita fortemente, fazendo o médium postar-se de forma bastante altiva ao final da corimba*.

Aliás, a corimba é outra de suas características distintivas, marcada por uma sessão de giros continuados que, se são muitos, ao final não deixam qualquer tontura no médium.

O espírito que, especificamente, tomou-me como cavalo, tem como principal roupagem essa que aparece na ilustração acima, feita na prancheta da talentosa filha de Iansã no TPM, Fran Falsoni*.

Penacho predominantemente alaranjado de penas longas e brilhantes, colar de ossos, braçadeiras de corda natural e uma pele de onça sobre as costas.

Corpo alto e atlético, cabelos longos e um grande alargador de orelha feito de bambu. Assim ele se apresenta normalmente, mas em ocasiões festivas usa um cocar enorme que vai até os pés e pode ser verde, alaranjado ou colorido.

Já quando está em trabalho propriamente dito, sua indumentária muda completamente, assim como suas feições ficam mais marcadas e rústicas.

Nessas situações sua fala fica mais difícil de ser compreendida (predominando o tupi guarani sobre o português), surgem mais adereços no rosto, em especial um grande osso atravessando o nariz, além de pinturas pelo corpo.

Por fim, a outra forma de apresentação que conheço dele (e, sinceramente, não faço questão de que ele a use...) é quando está em guerra (demanda).

Aí é o seguinte: uma pena preta na cabeça, um grosso traço de tinta preta sob os olhos, dobro de tamanho, as armas e nada mais.

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Sr. Tupinambá está sempre acompanhado, seja por seus guerreiros, suas crianças, suas caboclas curadoras ou pelos velhos pajés feiticeiros da tribo.

São incontáveis trabalhadores espirituais que permitem que essa linha seja eficiente em quaisquer tipos de trabalhos (demanda, cura, energização, equilibrio, psicologia...).

E não posso deixar de mencionar seus inseparáveis animais: as jibóias, as onças e os javalis. Sempre com ele os dois primeiros, fazem um trabalho único e precioso.

As cobras limpam a sujeira do perispírito das pessoas e do ambiente da gira, as onças protegem e combatem o que é mais grosseiro e animalizado.

Javalis são chamados quando o buraco é mais embaixo.

A quem conhece Caboclo Tupinambá espero ter colaborado com um pouco mais dessa entidade tão conhecida e importante da corrente astral de Umbanda.

A quem não o conhece ainda, e estiver a precisar de força, proteção, alegria ou de uma simples sensação de paz e bem estar, experimente cantar assim:

"Estava na beira do rio sem poder atravessar,
chamei pelo Caboclo,
Caboclo Tupinambá...
Tupinambá chamei,
chamei tornei chamar, êah".

Se pode tornar a chamá-lo, mas precisar não precisa. 
Com certeza ele já estará presente.

Se Caboclo Tupinambá pudesse ser definido em uma frase, seria essa:

"Grande Pai Caçador de Almas".

Abraço Fraterno a todos, e Saravá!

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O termo 'tupinambá' provavelmente significa "o mais antigo" ou "o primeiro", e se refere tanto a uma grande nação de índios, da qual faziam parte, dentre outros, os tamoios, os temiminós, os tupiniquins, os potiguara, os tabajaras, os caetés, os amoipiras, os tupinás (tupinaê), os aricobés e um grupo também chamado de tupinambá. Entretanto, normalmente, quando se fala em tupinambás, está-se a referir às tribos que fizeram parte da Confederação dos Tamoios, cujo objetivo era lutar contra os portugueses, também conhecidos como 'perós'. (fonte: Wikipédia; verbete "Tupinambás")

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*Pai de Cabeça: espírito masculino que, na Umbanda, pertence ao mesmo Orixá masculino que o médium e é o responsável pelo caminho desse na religião.

*Corimba: dança vibracional característica de cada entidade, realizada sobretudo no momento em que chegam no terreiro.

*Fran Falsoni: http://www.flickr.com/photos/fran_falsoni

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ref.: imagem onça: autor desconhecido; fonte: internet
Léo Guimarães - [leoguima7@gmail.com]


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SENHOR CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS






HISTÓRIA DA ENCARNAÇÃO NO BRASIL DO CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS


Esta história chegou até nós , da T.E.F.L. , há muitos anos através de uma entidade – um caboclo de OXÓSSI – enviado do Caboclo das Sete Encruzilhadas , cujo medium não temos informação se ainda está encarnado. Resolvemos passar este relato , para a forma escrita , para que não se perca na bruma do tempo e da nossa memória.

O Caboclo das Sete Encruzilhadas , é uma entidade muito querida na nossa Comunidade , é o mentor espiritual da TENDA ESPÍRITA FRATERNIDADE DA LUZ.

Inicialmente , uma rápida explicação quanto à confusão que alguns irmãos fazem , porque o Caboclo das Sete Encruzilhadas e o Exú Rei das Sete Encruzilhadas , são entidades que possuem nomes semelhantes ( são quase homônimos) , porém trata-se de espíritos distintos , cada um deles trabalhando espiritualmente em seu nível vibratório.

Ambos prestam grandes serviços para a melhoria e desenvolvimento dos espíritos encarnados. Ambos , estão em constante evolução , mas não existe qualquer relação de dependência entre eles.

Ao que se tem informação , é que o Caboclo das Sete Encruzilhadas ,é um espírito muito antigo, já encarnado ao tempo da vinda do MESTRE JESUS à Terra e que na roda de suas encarnações , jamais apareceu no nível em que trabalham os nossos “compadres” Exus, como alguns , face à semelhança de nomes , tentam explicar.

Ao tempo do Brasil Colônia , mais precisamente no Estado do Rio de Janeiro , em uma localidade às margens do Rio Paraíba do Sul , chamada hoje de Barra do Piraí.

Precisamente neste local , o rio atingia uma grande largura e o seu leito tomava um aspecto sinuoso, alí existia uma fazenda de diversas culturas , entre as quais e em maior escala ,a do café e da cana-de-açucar.

Tal propriedade, era administrada por uma família portuguêsa , que ao contrário de outras existentes nas proximidades, alí não era exigído o braço escravo.

Os negros que lá trabalhavam, recebiam além da casa e alimentação , uma remuneração em moeda, por isso era a propriedade mais próspera do local, isto graças à forma de administração adotada por seus proprietários.

Próximo dali , vivia uma tribo de indios da Nação Tupi-guarani , com os quais , os fazendeiros mantinham um excelente relacionamento.

O Chefe da tribo, era môço e possuia uma razoável cultura,pois fôra alfabetizado na Capital , apaixonou-se por uma das filhas do fazendeiro, que correspondeu ao seua afeto vindo a casar-se com ele, contrariando os costumes de ambas as comunidades.

Após a união, ela engravidou, tendo que viajar à Capital do Rio de Janeiro para tratamento médico, demorou-se algum tempo e ao regressar recebeu uma horrivel noticia : que um grupo de indios estranhos na localidade , de surprêsa , tentaram invadir a fazenda para saqueá-la ,os fazendeiros pediram socorro e os guerreiros Tupi-gurany, vieram , mas não puderam impedir que os pais da moça e seus irmãos fossem mortos.

Na batalha , o chefe Tupi-guarany , seu marido ,ficou gravemente ferido ,vindo também a falecer em consequência.

Ao todo, sete pessoas foram assassinadas pela tribo invasora. E todos foram sepultados , em uma ilha situada no Rio Paraíba do Sul, dentro da fazenda.

E a moça grávida , ùnica remanescente da família de fazendeiros , ia todas as tardes rezar na ilha, junto às sete cruzes que demarcavam os locais onde seus pais ,irmãos e esposo foram sepultados.

Porém , em uma dessas tardes , em que rezava junto ao túmulo do esposo, sentiu-se em trabalho de parto e ali mesmo deu à luz a um menino, seu filho com o chefe Tupi-gurany, cujo corpo estava naquele local sepultado.

O menino cresceu cercado do imenso carinho de sua mãe e recebeu ensinamento proveniente de duas culturas: a cristã adotada por sua mãe e a outra orientada pelo Pagé da tribo de seu pai. Estudou na Capital do Estado e posteriormente na Côrte , recebendo instrução superior de Direito.

Como advogado teve intensa atividade profissional em defesa de escravos nos Tribunais do Rio de Janeiro,que eram acusados de crimes pelos senhores escravagistas.

Na qualidade de chefe de sua comunidade indígena , disfarçadamente , invadia as fazendas de regime escravo , libertando os cativos e colocando-os em local seguro.

Na verdade ninguém conseguia identificar o chefe que comandava o grupo indígena libertador de escravos, ora ele se apresentava com o aspecto físico de indivíduo alto ,ora baixo , as vezes gordo e outras vezes magro, cada ataque era comandado por uma pessoa diferente e assim ele conseguia se manter no anonimato, consequente a dupla personalidade.

O se u verdadeiro nome era CABOCLO DAS SETE CRUZES ILHADAS , por ter nascido no local onde existiam sete cruzes em uma ilha ,porém o povo por corruptela o chamava de CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, nome que ele adotou humildemente, até mesmo em sua vida espiritual.

Tal nome ficou fixado pelo povo escravo , que o adorava , e quando o grupo surgia na estrada eles cantavam uma toada que tinha a seguinte letra:

“Lá vem , lá vem , bem longe na estrada,

Lá vem, lá vem, o Caboclo das Sete Encruzilhadas”.

A nossa Casa , mantém , desde a sua fundação , em seu ritual de abertura e encerramento de suas sessões espirituais , um ponto ou curimba, com as mesmas características daquela toada , com que era saudado pelo povo escravo:

“Chegou (ou subiu) , chegou , o Caboclo das Sete Encruzilhadas”. Acreditamos que a melodia deste ponto seja a mesma da toada dos escravos.

Após ter desencarnado , voltou através da mediunidade de ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES , em novembro de 1908 , como espírito mensageiro , colocando as bases da UMBANDA, no Rio de Janeiro.

Antes do ano de 1948 , um grupo liderado por Henrique Landi Junior , nosso fundador , várias vezes dirigiram-se à cidade vizinha de Niteroi , na busca de uma entrevista com o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS , que nem mesmo o seu médium Zélio , sabia o dia e a hora em que voltaria a incorporar.

Quando aconteceu o encontro o Caboclo forneceu a orientação para a fundação da TENDA ESPÍRITA FRATERNIDADE DA LUZ , fato que ocorreu em 08 de abril de 1948 ,pautado nas normas umbandistas adotado pela entidade.

E ao terminarmos , este relato , não poderiamos deixar de considerar aquí o nosso pleito de gratidão a Zélio Fernandino de Moraes , medium do CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS , veículo através do qual , esta luminosa entidade nos legou a maravilhosa UMBANDA , fundamentada na máxima crística: FÉ – ESPERANÇA – CARIDADE.


Henrique Landi (neto) do G.E.E.H.L.Jr da T.E.F.L.

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ALGUNS PONTOS



– CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS



Chegou! Chegou!
Chegou… com Deus…
Chegou! Chegou!
O Caboclo das 7 Encruzilhadas!


———————


Já clareou lá no céu
Iluminou o congá
Aí vem o nosso chefe
Foi Ogum quem enviou
Caboclo das Sete Encruzilhadas
De Oxalá traz a bênção
Ele traz para seus filhos
A divina proteção!

———————


Eles são 3 caboclos… Caboclos do Jacutá!
Eles giram noite e dia até o dia clarear!
7 com mais 7, com mais 7 vinte e um
Salvamos os 3 setes, todos 3 de um a um.
7 Montanhas gira quando a noite lá chegar,
Seu irmão 7 Lagoas quando o dia clarear,
E ao romper da aurora até a alta madrugada
Gira o Caboclo das 7 Encruzilhadas


———————

Ovelhas abnegadas
Do Rosário de Maria
Salve Sete Encruzilhadas
Salve a Estrela Guia!

———————


Sua aldeia estava em festa…
Sua taba toda iluminada…
Saravá o Rei da Umbanda!
Salve Sete Encruzilhadas!

---------------


Eu não ouso acrescentar mais nada a esse relato, a não ser gratidão, pois ainda que eu o tivesse em minha Linha ( não tenho! ), eu poderia.


- Digo ao irmão, Henrique Landi, que lendo essas palavras eu senti como se uma das vias das Sete Encruzilhadas estivesse voltada para mim,também! Muito forte o que vem ao se evocar-lhe a imagem!


VSL



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20/03/2011

ORAÇÃO PELO PLANETA





SALVE A UMBANDA SAGRADA
SALVE TODOS OS ORIXÁS
SALVE NOSSO PAI OXALÁ,
MENTOR RESPONSÁVEL POR ESTE PLANETA CRÍSTICO!
ROGAMOS A VÓS QUE INTERCEDA PELA SAÚDE DO NOSSO PLANETA JUNTO A DEUS PAI E A TODO PLANO SUPERIOR.
ORIENTA-NOS OS PENSAMENTOS, AS PALAVRAS
E PRINCIPALMENTE AS ATITUDES...
PARA QUE SEJAMOS DIGNOS E MEREÇAMOS A CURA PLANETÁRIA!
PROTEJA NOSSO AR, NOSSAS ÁGUAS, NOSSO CHÃO
ORIENTA NOSSA CIÊNCIA E PROGRESSO
PARA QUE TODO CONHECIMENTO PERMITIDO POR VÓS
SEJA-NOS APENAS INSTRUMENTO DE LUZ!
QUE A VOSSA BONDADE E VOSSO EXEMPLO
SEJAM NOSSA MEDIDA DE CERTO E ERRADO
E NOSSA META DE EVOLUÇÃO
PARA NÓS E NOSSO PLANETA TERRA... AMÉM!


(UMBANDA SJC)



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17/03/2011

CABOCLO GIRASSOL





PARTICULARIDADES DE ALGUNS CABOCLOS



Para finalizar as postagens sobre Caboclos pensei em comentar sobre alguns nomes como uma forma de desmistificar um pouco mais o assunto.

Primeiramente pensei em falar sobre o Caboclo Cobra Coral, o meu amado Caboclo Coral, contudo, ele mesmo sugeriu-me começar pelo Caboclo Girassol.

Confesso, na hora fiquei intrigada pois não me consta que eu o tenha em minha Linha, e, nada sabia sobre ele. Era só um nome de Caboclo que poucas vezes ouvi.

Ante meu questionamento mudo meu Pai Cobra Coral disse somente que:

"- É um desagravo, filha!".

Desagravo, por que?

Decidi me informar sobre esse Caboclo ( O meio mais fácil é via internet, claro!), mas ouvi claramente um outro Caboclo sussurrar em meu ouvido: " Você será orientada.". 


Ótimo, sem novidade! Estou acostumada com isso.


Por isso, mesmo assim, fui investigar. O que encontrei foi muito pré-conceito e ignorância espalhada na web, e entendi o sentido de desagravo referido pelo meu Pai.

Quando dei por encerrado minha busca, mentalmente chamei pelo Caboclo Girassol, no que imediatamente fui atendida.

Fui conduzida a um campo de girassóis, muito iluminado, onde ele me aguardava com um lindo girassol nas mãos, e nas pétalas amarelas estava pousado um grande besouro preto..

Parada a uns dois metros de distância, eu o observava.

Então, ele me olhou sorrindo e num gesto mostrando a flôr em suas mãos me perguntou:

"- Para você, filha, qual dos dois é mais belo, o besouro ou o girassol?

Respondi:

"- Nenhum."

Ele então tornou a perguntar:

"- Por que?"

E eu disse-lhe que o besouro era um inseto e como tal não deve ser comparado nem mesmo a outro inseto e que o girassol é uma flôr e como tal, também não deve ser comparado nem mesmo com outra flôr, por isso uma comparação entre flôr e inseto não tem sentido.

Satisfeto ele falou:

"- Assim é com os Caboclos, e quando digo caboclos estou me referindo a todo ser humano, pois caboclo é muito humano. Caboclos não se comparam, assim como não se compara nada na Crição de Deus. Você, filha não se entristeça com a maledicência!

Mentalmente me perguntava o que siguinifica ser Caboclo Girassol? Captando meu pensamento ele disse:

"- Coboclo Girassol Gira na vibração de Oxalá, Iansã e xangô, e se é Caboclo, é de Oxósse. Entendeu, filha?

Fiz que sim com a cabeça, pois estava encantada com os gestos que ele fazia enquanto falava. Sem contar que ele é lindíssimo!

Ele então parou de falar e me olhou com carinho por uns segundo e falou:

"- Minha filha está embevecida em olhar este Caboclo, mas minha filha não olhe Caboclo, olhe o que Caboclo olha."

Falou isso apontando para o alto no horizonte.

Então peguntei:

"- E o Caboclo olha o quê?

E ele com os mesmos gestos:

"- Caboclo olha além, muito além!..."

Calou-se, e no silêncio, suavemente fui voltando. Acabei de voltar e vim escrever este texto.

- Okey Caboclo Girassol! Minha gratidão ao senhor pela atenção e carinho para comigo!

A sua benção para mim e para todos os que lerem estas palavras!


VSL





O girassol é a flor que sempre busca o sol, vira-se sempre em sua direção.
Aprendamos essa lição. Por mais difícil que esteja os nossos dias, procure a direção da Luz, do Sol.
E lembre-se, atrás das nuvens, sempre existe um céu azul.





CABOCLO GIRASSOL


(...) Um Caboclo pouco conhecido na Umbanda, porém, lembrado em alguns terreiros, o Caboclo Girassol.

Este falangeiro encantado que vibra originariamente na energia de Oxalá, seu trabalho é muito conhecido em ritos de curas e passes altamente energéticos.

Usa Roupa Branca e um frondoso penacho da mesma cor. Alguns usam ainda a cor amarela e mais dificilmente o verde.

Cacique de força, sério e um tanto rude, gosta muito de disciplina. Muito parecido com o Cacique Pena Branca que é uma energia irmã.

Mas trabalha também com os caboclos. Urubatão da Guia, Sultão das Matas, Caboclo do Sol, Zangão das Matas, Rompe-Nuvem, Tupi, Guarani, Guaracy e Tupã.


http://umbandadejesus.blogspot.com/2011/01/caboclo-girassol.html




Ponto do Cabolo Girassol


No terreiro de Indio
Em piso num pé só
E nesse terreiro
Quero Chamar Seu Girassol
_____________

Sua Mãe é a Lua
O Seu pai é o Sol
sua tribo é tupi
Na Umbanda É Girassol
Filho de Tupã traz na mão o seu bodoque
com a sua proteção
não tenho medo de Sul ao Norte.

Que Oxalá nos abençoe sempre!






Girassol vai à caça


Um dos maiores hits de Umbandas dos últimos tempos em terreiros na cidade de João Pessoa. 

Um simpatizante dos cultos, me repassou até um LP que é sempre executado nas antigas radiolas de agulha, chamado “Pontos de Umbanda Girassol – LP – Nilser – 1970”. 

São 14 faixas com diversos pontos.


1.Defumação;

2.Prece;

3.Abertura: a)Oxalá, abertura de gira; b)Exu, Tranca Rua, Exumarê; c)Ogum, Xangô; d)Saudação aos Guias; e)Firmeza de terreiro;

4.Chamada do Guia chefe (Caboclo Girassol): a) Caminhou, caminhou; b)Lembrai de seu Girassol;

5.Chamada do Guia Chefe (Caboclo Girassol): a)Que caboclo lindo; b)Seu Girassol foi prá caçada; c) Na aldeia;

6.Ogum: a)Vamos Sarava Ogum; b)Beira-Mar;

7.Xangô: a)chamada de Xangô; b)No alto da pedreira;

8.Exu: a)Exumaré; b)Boa noite Exumaré;

9.Pomba Gira: a)Cigana de Fé; b)Rainha da encruz ilhada; 


10.Chamada de Caboclos;

11.Povo d’água: a)Iansã; b)Moça rica;

12.Beijada: a)Tem doce no jardim; b)Dandá na areia;

13.Almas: a)Pai Sabino; b)Os velhos da Bahia;

14.Encerramento: a)Subida do Caboclo Girassol; b)Oxalá; c)Fechamento de Gira; d)Estrela do Céu.






Chamo atenção para os pontos mais executados:

CABOCLO GIRASSOL

Gira, gira, gira,
Minha estrela no arrebol,
Vem chegando, vem girando,

O Caboclo Girassol. (bis)


CABOCLO LINDO

Que caboclo lindo,
Que vem lá da Bahia
Traz nas mãos três ave Marias
Uma é da lua, outra é do sol
A outra é guia de caboclo girassol

- Do começo ao fim, os pontos de umbanda – que são clássico da música sacra - arrepiam, induzem às lágrimas. Alguns políticos, ao escutarem este disco, lembrar -se -ão: à volta à infância nas imagens e sons mais lindos de uma gira bela, profunda e repleta de espiritualidade, no seu mais alto grau.

Deus tenha misericórdia!


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